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Cabo ᵭ S. Ago∫tinho

De Atlas Digital da América Lusa

Coleção Levy Pereira


Cabo ᵭ S. Ago∫tinho

'Cabo de S. Agu∫tin' no MBU.

Cabo ao sul de 'Olinda'.


Natureza: pontal ou cabo.


Mapa: PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS BOREALIS, una cum PRÆFECTURA de ITÂMARACÂ.


Capitania: PARANAMBVCA.


Nomes históricos: Cabo ᵭ S. Ago∫tinho; Cabo de S. Agostº.; C. Do St. Agostinha; Cabo ᵭS. Agostinno; Cabo de S. Agu∫tin; Cabo St. aúgússtijn; Kabo St. Aúgústÿn; Cabo de Santa Maria da Consolação; Rostro Hermoso; Cabo Fermoso.


Nome atual: Cabo de Santo Agostinho.

Citações:

►Mapa PE (Albernaz, 1626/1627), pg. 63, plotado como cabo, 'CABO DE S. AGOSTº.'.

►Mapa PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 CAPITANIA DE PHARNAMBOCQVE, plotado como cabo, 'C. Do St. Agostinha'.

►Mapa Y-31 (4.VEL Y, 1643-1649) De Cust van Brazil tusschen Rio St. antonij Mimijn ende Cabo St. aúgústijn, plotado como cabo, 'Cabo St. aúgústÿn'.

►Mapa Y-41 (4.VEL Y, 1643-1649) De Cust van Brazil tusschen Cabo St. aúgússtijn ende hoeck van Pommarel, plotado como cabo, 'Kabo St. Aúgústÿn:'.

►Mapa PE (Orazi, 1698) PROVINCIA DI PERNAMBVCO, plotado, 'Cabo ᵭS. Agostinno'.

(Sousa, 1587), CAPÍTULO XVII, Em que se declara a terra e costa que há do porto de Olinda até o cabo de Santo Agostinho, pg. 59:

"Do rio de Jaboatão ao cabo de Santo Agostinho são quatro léguas, o qual cabo está em oito graus e meio. Ao socairo deste cabo da banda do norte podem surgir naus grandes quando cumprir, onde têm boa abrigada. Do Cabo até Pernambuco corre-se a costa norte sul.

Quem vem do mar em fora, para conhecer este cabo de Santo Agostinho, verá por cima dele uma serra selada, que é boa conhecença, porque por aquela parte não há outra serra da sua altura e feição, a qual está quase leste oeste com o Cabo, e toma uma quarta de nordeste-sudoeste. E para que vem ao longo da costa bota o Cabo fora com pouco mato e em manchas; e ver-lhe-ão que tem a banda do sul, cinco léguas afastado dele, a ilha de Santo Aleixo, que é baixa e pequena. Até este Cabo é a terra povoada de engenhos de açúcar, e por junto dele passa um rio que se diz do Cabo (onde também estão alguns), o qual sai ao mar duas léguas do Cabo e mistura-se ao entrar do salgado com o rio do Ipojuca, que está duas léguas da banda do sul; ...".

(Laet, 1637), Interrogação de Bartolomeu Peres, e situação ao redor e perto de Pernambuco, tanto ao sul como ao norte, pg. 126 e 129:

"Segue o Cabo de Santo Agostinho, onde logo ao entrar na barra está um castelinho com 4 peças, mas com pouca gente, porque geralmente estão na terra. Desembarcando um quarto de légua ao norte deste cabo num porto chamado das Calhetas com 400 homens, podeis marchar por uma planície sem árvores a esse castelo e porto do cabo, para conquistá-lo sem dúvida, desde que se ataque com coragem. Notai que depois de parar o primeiro golpe dos portugueses, logo eles dissolvem-se, e podeis fazer deles o que queirais. Ao entrar no porto do Cabo de Santo Agostinho apenas há três braçadas de água, mas fora dele há um fundo muito sujo e rochoso; mas dentro é um porto melhor do que o de Pernambuco, e muito profundo. E bem possível entrar nele, mas perigoso ao sair pelos fundos rochosos fora dele. Desde o buraco ou entrada, um rio corre terra adentro, o Muribeca, pelo qual os açúcares do cabo são transportados em barcos. Os navios que vêm carregar lá, ancoram detrás do recife, tal como os navios em Pernambuco costumam fazer, e o carregamento deles é transportado rio abaixo em barcos. Lá há 16 engenhos que pertencem à freguesia de Santo Agostinho, e que se encontram a aproximadamente uma légua e um pouco mais terra adentro; e o interior está bem povoado de portugueses e brasilianos. Muita gente desta freguesia serve por turno na tropa no arraial de Albuquerque.".

(Dussen, 1640), pg. 139:

"Os rios, ancoradouros e baías com boa disposição para abrigar navios, ao longo da costa de Pernambuco, são os seguintes: ...

3) o Cabo de Santo Agostinho conta com um ancoradouro de entrada estreita, perigosa e com arrecifes e não comporta senão navios que demandem 11 a 12 pés, mas é suficientemente bom para iates e barcos costeiros que vão até lá carregar açúcar para transportá-lo para o Recife e aprovisionar o forte, a guarnição e os moradores do Cabo e Ipojuca; ...".

(Pereira da Costa, 1951):

@ Volume 1, Ano 1500, pg. 30:

"avista-se de bordo de uma das caravelas um ponto no horizonte indicativo de terra, que, pouco a pouco, e à proporção que avançava o navio, se manifesta esplêndida aos olhos dos ousados navegantes, perplexos do mais indizível contentamento.

Era o Brasil!

Tinham em frente um promontório elevado, que deixava ver em seus flancos terras imensas, que se perdiam de vista.

Era Pernambuco!...

FEVEREIRO 20 — Vicente Yanez Pinzon dirige os seus navios para a terra que acabava de descobrir, e depois do conveniente reconhecimento ao longo da costa, ancora em um porto abrigado e de fácil entrada a pequenas embarcações, em 16 pés de fundo, segundo as indicações da sonda. Esse porto é acaso a enseada de Suape, situada na encosta sul do Cabo de Santo Agostinho.

O promontório que avistaram, situado a 8º de latitude austral, e ao qual impôs Pinzon o nome de Santa Maria da Consolação, bem expressivo pelo termo de toda a sorte de preocupações que atormentavam o seu espírito, é um dos pontos mais orientais da costa do Brasil, e precisamente o Cabo de Santo Agostinho, denominação dada pelos portugueses pouco depois, e a qual ainda conserva.".

@ Volume 7, Ano 1812, pg. 325:

"O Cabo de Santa Maria da Consolação, segundo a denominação de Vicente Yanez Pinzon, ou Rostro Hermoso, como o chamou Diogo de Lepe, navegantes espanhóis, e Cabo Fermoso, como assim vem designado no célebre Mapa de Turim, de 1523, teve, enfim, a de Santo Agostinho, que ficou, imposta a 28 de agosto de 1501 pelo comandante da frota portuguêsa de reconhecimento das terras do Brasil, por dobrá-lo naquele dia, que o calendário designa como o daquele santo.".






Citação deste verbete
Autor do verbete: Levy Pereira
Como citar: PEREIRA, Levy. "Cabo ᵭ S. Ago∫tinho". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Cabo_%E1%B5%AD_S._Ago%E2%88%ABtinho. Data de acesso: 18 de setembro de 2019.


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