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Cidade de Belém

De Atlas Digital da América Lusa

Cidade de Belém

Geometria Ponto

Histórico

Denominação Início Término
William Davies
1601 antes de
Fortaleza do Pará
depois de 1616 depois de 1640
Belém do Pará
por volta de 1616 depois de 1640
Cidade de Belém
Populacao > Vila
1616 depois de 1808
Levantamento de soldados
1618 1808
Expulsão dos Jesuítas
1622 1808
Carmelitas
1630 1808
Revolta contra o Governador
1633 1808
Jesuítas
1636 1808
Cristóbal Acuña
1637 antes de
padres das Mercês espanhóis
1640 1808
Santa Casa de Misericórdia de Belém
1650 1808
Cidade de Belém
Governo > Cabeça de Comarca
1652 depois de 1808
Jesuítas
1653 1808
Carmelitas
1660 1808
Expulsão dos jesuítas
1662 1808
Belém do Pará
Religiao > Diocese (Sede)
04/03/1719 1808
Revolta de soldados
1755 1808

A cidade de Belém foi fundada no ano de 1616[1], mais precisamente a 12 de janeiro de 1616. A fundação do forte que, guardaria a até então chamada Feliz Lusitânia, ocorreu no contexto da conquista do Amazonas e real estabelecimento da capitânia do Grão-Pará. Essa capitânia não era hereditária, pelo contrário, era região administrativa cujos capitães-mores eram nomeados pelo Estado do Brasil.[2]


Conquista e Fundação

Segundo Ramalho e Rendeiro, é possível distinguir dois momentos da presença portuguesa no norte do Brasil, ou melhor, no território do "Maranhão" que, atualmente corresponde ao Ceará, Maranhão, Pará e Piauí. O primeiro momento foi efêmero e ineficaz, realizado ainda no século XVI. Já o segundo momento teve como objetivo a definitiva conquista do território e ocupação do espaço. Para executar esse plano, a "Conquista do Maranhão", foi necessária a expulsão do franceses, chefiados por Daniel De La Touche, em 1616.


[3] Após a conquista do forte de São Luís, de imediato, foi formada outra armada. Francisco Caldeira Castelo Branco era o Capitão-mor da Conquista do Pará, uma frota destinada ao domínio da região da Capitania do Grão-Pará. Dita frota aporta na barra do Seperará e nomeia o local de Feliz Lusitânia, onde fundou - se a povoação de Nossa Senhora de Belém e o Forte do Presépio.[4]

Ainda no contexto do desenvolvimento dessa urbe à sombra da fortificação, muitas reclamações foram feitas. Primeiro, devido ao local em que o forte foi estabelecido, como as do governador Gomes Freire de Andrade, em 1687, de que a área escolhida era muito alagada e doentia, além de indefensável[5]. Tais críticas corroboram com o que foi dito pelo ouvidor Francisco Barradas de Mendonça que, ao escrever uma carta ao rei de Portugal, chama o sítio de enfermo e alagadiço, chegando a propor uma mudança daquela estrutura para outro lugar, nesse caso a região da Campina[6]. Na mesma carta o ouvidor régio além das críticas já citadas, demonstra seu descontentamento pelo ordenamento urbano, que estava bastante ligado a fortificação, haja visto que as casas eram construídas bem próximas do forte e o traçado das ruas demonstrava que estas tinham suas origens naquele.


Referências

  1. CIDADES do Pará: origem e significado de seus nomes. Belém: Buriti, 2003. p.36
  2. LOUREIRO, Antônio José. Síntese da história do Amazonas. Manaus: Imprensa Oficial, 1978. p. 31-32.
  3. RAMALHO, J. P. G; RENDEIRO NETO, M. D. F. . Belém 399 anos: embrião da colonização lusa na Amazônia. JORNAL HERÓDOTO, Brasília, ano 1, número 2, 26 de janeiro de 2015. <https://www.dropbox.com/s/fi2ge4ldvrhks7x/herodoto.janeiro.2015.pdf?dl=0> Data de acesso: 18/05/2015.
  4. LOUREIRO, Antônio José. Síntese da história do Amazonas. Manaus: Imprensa Oficial, 1978. p. 32.
  5. Carta de Gomes Freire de Andrade para dom Pedro II’’. Belém, 19 de julho de 1687. AHU-Pará, caixa 1, doc. 72.
  6. ’Carta de Francisco de Barradas de Mendonça para dom João IV’’. Belém, 4 de março de 1648. AHU-Pará, caixa 1, doc. 72.



Citação deste verbete
Autor do verbete: João Pedro Galvão Ramalho
Como citar: GALVÃO RAMALHO, João Pedro. "Cidade de Belém". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Cidade_de_Bel%C3%A9m. Data de acesso: 16 de dezembro de 2018.



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