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F. Ɛrne∫tus daer by Vryburg ligt (d.)

De Atlas Digital da América Lusa

Coleção Levy Pereira


F. Ɛrne∫tus daer by Vryburg ligt (d.)

Forte na 'Çitade Mauritia, v Maurits Stadt (b.)', no norte da 'Ilha dos cedros, ou d‘Antº Vaaz (a.)'.

Assinalado com a letra d no BQPPB.


Natureza: fortaleza.


Mapa: PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS BOREALIS, una cum PRÆFECTURA de ITÂMARACÂ.


Capitania: PARANAMBVCA.


Nome atual: este forte está destruído.

Sua área foi reocupada e está na área urbana do bairro de Santo Antônio, na cidade do Recife-PE.


Nomes históricos: Forte Ernesto, Forte do Ernesto, Forte Ernestus, Forte do Ernestus, Forte Príncipe Ernesto, Schans Ernestus, Schans Ernst, Fort Ԑrnԑstus, Ernesti Arx, Castrû Ernestû, Forte de Santo Antônio.

Construído pelos neerlandeses, designação homenageando o Príncipe Ernesto Casimiro de Nassau-Dietz.

Citações:

Teensma, B. N., interpretou e traduziu:

"Ɛrne∫tus daer by Vryburg ligt = Fort Ernestus waar Vrijburg (Friburgo) bij ligt = A fortaleza 'Ernestus' ao lado de Friburgo".

  • Vrijburg era o edifício onde residia Mauricio de Nassau.

►Mapa PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 CAPITANIA DE PHARNAMBOCQVE, plotado com o símbolo, sem nome, na ilha onde se situa a cidade «Mauritia».

►Mapa IT (IAHGP-Vingboons, 1640) #43 CAPITANIA DE I. TAMARICA, plotado com o símbolo, sem nome, na ilha na confluência do «Rº. ßibԐribÿ» e «Rº Capanirinÿ».

►Mapa (Drewisch, 1631) Grondt teyckeningh van het Eylandt Antoni Vaaz, het Recif ende vastelandt aende haven van Pernambuco in Brasil, desenhado, «Schans Ernestus», na ilha, à margem do rio, a jusante da junção do «R. de Capirriba» com o «R. Bibirÿbe».

►Mapa Caerte van de Haven van Pharnambocque met de Stat Mouritia, 't Dorp Reciffo en Byleggende forten met alie gelengenheden van dien. In 't Jaer Anno 1639, identificado com a letra H, «H: HԐt fort Ԑrnԑstus an∂ԑrs gԑnaԑmt ´t Cloostԑr» na legenda, na junção dos «Rio Capivaruiÿ» e «Rio ßiberiby».

(Barléu, 1647):

@ prancha #33 'INSULA ANTONIJ VAAZIJ.', situação no ano de 1637, desenhado como «Ernesti Arx», na ilha «Amtonij Vaazij».

@ prancha #40 MAVRITIOPOLIS RECIFFA ET CIRCUM IACENTIA CASTRA, plotado como «Castrû Ernestû», na junção do «FL. CAPIBARIBE.» com o «FL. BEBERIBE.».

►Mapa PC (Golijath, 1648) "Perfecte Caerte der gelegentheyt van Olinda de Pharnambuco MAURITS-STADT ende t RECIFFO", desenhado, «'Fort ԐrnԐ∫tus», em «MAURITS STADT».

►Mapa ASB (Golijath, 1648) "Afbeeldinge van drie Steden in Brasil", marcado com a letra C, «C: het fort Ԑrnestus an∂ԑrs gԑnaԑmt het Clooster» na legenda, na cidade marcada com a letra A, «A: De Sta∂t Mauritia, op ´t Ԑilant van Antonÿ Vaz».

(Nassau-Siegen; Dussen; Keullen - 1638), pg. 118:

"O forte Ernestus está situado em torno do convento de Santo Antônio; seria (se estivesse concluído) um forte quadrangular com quatro baluartes. No lado do norte, sul e ocidente está acabado; quanto ao lado oriental porém, se acha somente fechado pelo velho muro do convento, o qual ameaça agora desabar. Discutimos se convinha derribar e fechar o forte com uma muralha de terra em forma de tenalha, mas, por causa das despesas foi a obra adiada, porque o forte não está nesta parte sujeito a perigo algum, e porque é muito necessário aprofundar os fossos tanto do grande alojamento quanto do forte Ernestus (pois de pouco valem) e com a terra tirada dos fossos construir uma contra-escarpa em volta de ambas estas obras.".

(Dussen, 1640), pg. 201:

"O forte Ernesto, situado na ilha de Antônio Vaz, a oeste do Recife, e que circunscreve o Convento dos Franciscanos, é um forte quadrangular, do lado do rio tendo dois meios-baluartes e do lado de terra dois baluartes completos. E muito alto e tem um fosso largo. No lado externo será construída uma contra-escarpa ou passagem coberta. Está cercado de uma sólida estacada. Este forte domina o rio e os terrenos baixos circunvizinhos e principalmente o grande alojamento ou vila {stedeken} de Antônio Vaz, inclusive as muralhas e as ruas desta. No forte estão 4 peças de bronze, sendo 2 bombardas de 24 lb, 1 de 16 lb e uma peça espanhola de 10 lb.".

(Nieuhof, 1682), pg. 43:

"O segundo forte, Ernesto, assim chamado em homenagem ao irmão do Conde Maurício, Johannes Ernestus, dispunha de quatro baluartes, com um fosso muito largo dominando o rio, as planícies e a Cidade Maurícia. Contíguo a esse forte encontrava-se o jardim do Conde Maurício, ostentando numerosas espécies vegetais provenientes da Europa e das Índias.".

Notas:

  • Acredita-se que Nieuhof equivocou-se. O nome desse forte é homenagem, em 1631, ao príncipe Ernesto Casimiro de Nassau-Dietz, Statholder da Frísia, Gronigen e Drenthe, tio de João Maurício de Nassau-Siegen e do seu irmão acima citado, Johannes Ernestus.

"NOVEMBRO 23 — Falece de febre perniciosa, a bordo do navio de guerra holandês Alkmeier, que andava com outros três cruzando em frente da Bahia, o príncipe João Ernesto, irmão mais moço do príncipe Maurício de Nassau. Contava ele os seus vinte e um anos de idade, e exercia o cargo de general das forças marítimas holandesas no Brasil.".

  • Assim, em 1631 ele deveria ter apenas 12 anos, e dificilmente ele seria homenageado, atribuindo-se seu nome a uma fortificação. Ainda há que se considerar que seu irmão só teria influência no Brasil após 1637.

(Pereira da Costa, 1951), Volume 2, Ano 1593, pg. 40-41:

"Em 1630 existia apenas na ilha que chamam de Santo Antônio, como se expressa o donatário Marquês de Basto, um convento de franciscanos descalços, e algumas casas de moradores; e abandonando os religiosos aquele seu convento quando ocorreu a invasão holandesa, foi aproveitado pelo inimigo para aquartelamento de tropas, ficando depois dentro de um recinto fortificado, retangularmente disposto por suas linhas de muralhas convenientemente artilhadas. A essa fortificação a que os holandeses impuseram o nome de Príncipe Ernesto, chamavam os nossos de Santo Antônio, por ficar dentro dos seus muros o aludido convento, daquela invocação, ainda hoje mantida, apesar de vulgarmente conhecido, e desde muito, por Convento de S. Francisco.

O referido forte, que no inventário das fortificações holandesas procedido em 1654, vem mencionado com o nome de Santo Antônio, montava então 19 canhões de calibres diversos, de bronze e ferro, e um morteiro de trabuco, sendo notadas entre as suas peças de bronze duas com as armas de Portugal e uma com as de Espanha.".

(Gonsalves de Mello, 1976), pg. 12:

"A obra de Drewisch indica as defesas, os fortes e os redutos construídos em torno do Recife para defesa, quer contra os ataques partidos do lado de terra, quer contra o porto. Com exceção dos dois fortes de São Jorge e do Picão, todos os outros por ele apontados foram levantados pelos holandeses após a tomada do Recife e da Ilha de Antônio Vaz em março de 1630. São eles:

...

4) o «schans Ernst» ou Forte Ernesto, em torno do Convento Franciscano de Santo Antônio, foi construído pelos holandeses, após a rendição do Recife, em 3 de março de 1630, tendo sido o Convento ocupado pelo Tenente Coronel Stein Callenfels e suas tropas. Documento holandês indica que o monumento religioso era um «belo convento». No dia 18 daquele mês o Conselho Político achou conveniente «fazer trincheiras no Convento de Santo Antônio, para evitar ataque do inimigo do lado do continente». (40) As especificações para a construção do forte abrangendo o Convento estão datadas de 29 de abril e, entre outras cousas, incluía um fosso circundante de 24 pés de largura e 8 de profundidade. A construção foi arrematada por Jan Coymans, Sargento da companhia de Van Els (o lado sul), Christoffel Deterson, soldado da companhia de Waerdenburch (o lado ocidental) e Hans Willem Louys, Alferes da companhia de Rembach (o lado norte), ficando aberto o lado de leste, em frente ao Recife. (41) A importância deste forte está assinalada na carta que, em 2 de abril, escreveu o Conselho Político ao Conselho dos XIX: «até que este forte de Santo Antônio venha a estar concluído, grandes incomodidades se há de sofrer no Recife, pois aqui não há água potável e por isto tem sido objeto de consideração entre nós o lançamento de uma ponte sobre o rio que corre entre o Recife e a Ilha de Santo Antônio e, desta maneira, transportar a água da dita ilha». (42)

(40) Liv. cit., II pp. 135 e 141 e carta de Waerdenburch aos Estados Gerais, Olinda 27 de julho de 1630, ARA, SG 5771 e Doc.. Holandeses cit., p. 47.

(41) ARA, OWIC 49.

(42) Id., idem.".






Citação deste verbete
Autor do verbete: Levy Pereira
Como citar: PEREIRA, Levy. "F. Ɛrne∫tus daer by Vryburg ligt (d.)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/F._%C6%90rne%E2%88%ABtus_daer_by_Vryburg_ligt_(d.). Data de acesso: 14 de dezembro de 2019.


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