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Goiana (somente símbolo)

De Atlas Digital da América Lusa

Coleção Levy Pereira


Goiana

'Goiana' no MBU.

Povoação na m.d. do 'Capiiarĩ mirĩ' (Rio Goiana-Rio Capibaribe Mirim), plotada com o símbolo, sem nome, no BQPPB.


Natureza: povoação.


Mapa: PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS BOREALIS, una cum PRÆFECTURA de ITÂMARACÂ.


Capitania: ITÂMARACÂ.


Nomes históricos: Goiana (Gueena, Guajuna, Guayana, Igoiana, Vila de Igoyana).


Nome atual: cidade de Goiana-PE.

Citação:

(Pereira da Costa, 1951), Volume 4, Ano 1685:

@ pg. 249-250:

"A época da povoação das terras de Goiana vem da segunda metade do século XVI, quando os capitães-mores governadores da capitania de Itamaracá, loco-tenentes dos seus donatários, começaram a dividi-las em sesmarias distintas, e positivamente sabido, anteriormente ao ano de 1570, porquanto, da data de cinco mil braças de terra em quadro, em Capibaribe-Mirim, concedida a Diogo Dias e seus filhos em 1 de janeiro daquele ano (V. esta data) se vê que, já então, se havia conferido na localidade uma outra sesmaria ao colono João Dourado, porquanto, como consta do aludido documento, partiam das ilhargas, ou confrontações, das suas terras, a data então conferida.

Muito concorre também para um estudo particular das origens históricas da localidade, a carta de sesmaria de 17 de março de 1577, conferida a Boaventura Dias, filho do referido Diogo Dias, cujo documento fica igualmente consignado na sua respectiva data, e daí outras concessões de terras na localidade, como, nomeadamente, e em épocas contemporâneas, as em que se fundaram os engenhos Dois Rios e Mariúna.

Adriano Verdonck, na sua memória apresentada ao conselho político holandês do Recife em 1630, trata da povoação de Goiana, como o melhor lugar que existia próximo aos engenhos que então existiam nas suas terras, sítio muito agradável, grande, belo e fértil, tendo em abundância toda a sorte de peixe, carne, frutas e outros víveres, e onde residia muita gente rica e muitos nobres, e calculando a sua população em mais de trezentas pessoas. Diz, enfim, que os seus engenhos produziam muito açúcar, e que de lá vinha grande quantidade de pau-brasil, extraído das suas matas, que ficavam de cinco a oito milhas para o interior, e remetido em barcas para o Recife.

A datar de 1654, com a queda do domínio holandês, começou a povoação de Goiana a prosperar, fazendo parte da capitania de Itamaracá, até que leve o predicamento de vila, e depois a sua emancipação e autonomia própria, vindo daí a construção dos seus monumentos religiosos, alguns dos quais notáveis pela sua arquitetura e riqueza de ornatos, a fundação de um recolhimento de mulheres, do convento do Carmo sob a invocação de Santo Alberto, a instituição da Santa Casa de Misericórdia, com a sua igreja e hospital; e sem esquecer os interesses da sua agricultura, a restauração dos seus velhos engenhos, danificados uns e destruídos outros, pelas conseqüências das porfiadas lutas com o batavo invasor, e a construção de outros, de sorte que, de nove que tinha então, na época da invasão, em 1630, atingiram ao número de trinta e um, que hoje conta no seu termo, os quais foram surgindo de tempo a tempo.".

@ pg. 251:

"Se porém a paróquia de Goiana foi criada, como encontramos, pelo bispo do Brasil D. Fr. Antônio Barreiros, em uma das suas visitas pastorais a Pernambuco, e uma vez que foram quatro essas visitas, nos anos de 1578, 1584, 1586 e 1597, é provável que essa instituição tivesse lugar na segunda, em 1584, quando lhe coube também visitar a capitania de Itamaracá, a que então pertencia a povoação de Goiana. O que não resta dúvida é que em 1611 tinha já êsse predicamento de paróquia, como consta do livro Rezão do Estado do Brazil, de que demos já particular notícia no ano de 1612, consignando a parte referente a Pernambuco, antecedendo portanto a que em 1630, "era pelo menos freguesia curada, ou separada, ou filial da freguesia de S. Lourenço de Tejucupapo, a segunda freguesia da capitania, tendo sido a primeira a de N.S. da Conceição de Itamaracá", — como encontramos escrito."

@ pg. 256:

"Goiana, é uma palavra de origem indígena, que segundo o historiador Varnhagen, quer dizer gente estimada, corruptela de 'Guaya', gente, e 'na' estimada; ou parente dos aliados, ou aliados parentes, corruptela de 'coya', unidos, ligados, aliados, e 'nã', misturado ou parente, como entende Batista Caetano. Teodoro Sampaio, porém, em discordância, escreve: "Goiana, antigamente Gueena, como o escreve na sua História do Brasil em 1627 Frei Vicente do Salvador; mas deve ser antes Guayana, c. Guá-y-ãi, porto, ancoradouro do vale ou da baía; nome de uma cidade de Pernambuco, antigo porto até onde chegavam as sumacas que lhe subiam o rio com a maré".

Em alguns documentos antigos, e mesmo em uma crônica da guerra dos mascates, de 1710, encontramos escrito: Igoiana.".






Citação deste verbete
Autor do verbete: Levy Pereira
Como citar: PEREIRA, Levy. "Goiana (somente símbolo)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Goiana_(somente_s%C3%ADmbolo). Data de acesso: 31 de maio de 2020.


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