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I. Walcheren

De Atlas Digital da América Lusa

Coleção Levy Pereira


I. Walcheren

'I. Walcheren' no MBU.

Ilha na costa, ao sul do 'Cabo ᵭ S. Ago∫tinho'.


Natureza: ilha marítima.


Mapa: PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS BOREALIS, una cum PRÆFECTURA de ITÂMARACÂ.


Capitania: PARANAMBVCA.


Nomes históricos: I. Walcheren (Ilha Walcheren; I. WalchԐrԐn; Walchieren; EYLANT WALCHEREN; Ԑilan∂ Walcheren); Ilha do Borges.


Nome atual: Ilha do Porto de Suape.

A região é conhecida como COCAIA, onde está o Complexo Industrial Portuário de Suape - vide mapa IBGE Geocódigo 2607208 IPOJUCA - PE.

No século XVII era mais extensa, e possivelmente sem o canal do atracadouro do Porto de Suape.

Citações:

►Mapa PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 CAPITANIA DE PHARNAMBOCQVE, plotada como ilha, 'I. WalchԐrԐn', ao sul do 'C. Do St. Agostinha'.

►Mapa Y-31 (4.VEL Y, 1643-1649) De Cust van Brazil tusschen Rio St. antonij Mimijn ende Cabo St. aúgústijn, desenhada, sem nome, ao sul do 'Cabo St. aúgústÿn'.

►Mapa (Laet, 1644), Afbeeldinghe van de CABO St AVGVSTIN ende Forten, desenhada, 'EYLANT WALCHEREN' («'t Ԑilan∂ Walcheren.'»).

(Barléu, 1647), prancha #36, 'CAP S. AUGVSTINI', mapa da área, desenhada desenhada parcialmente, sem nome, ao sul do 'Castrum Giselini'.

►Mapa PE (Orazi, 1698) PROVINCIA DI PERNAMBVCO, desenhada, sem nome, ao sul do 'Cabo ᵭS. Agostinno'.

(Coelho, 1654):

@ pg. 291 CD-BECA (pg. 140b edição de 1654), narrando o ataque luso-brasileiro ao Pontal, em 7 de março de 1634:

"Sem embargo deste tão evidente risco, prosseguiu o nosso general com tal resolução, que ganhou logo a bateria das duas peças, sendo dos primeiros a entrá-la o capitão Rodrigo Fernandes, natural da vila de Golegã. O inimigo, com isto, começou a desamparar o Pontal com tal desacordo, que alguns se lançaram à água para salvar-se em seus navios ou na ilha de Borges, da outra parte do Pontal, perto dele, e em frente da barreta.".

@ pg. 293 CD-BECA (pg. 139b edição de 1654), cita o que se passou logo após 7 de março de 1634:

"Desembaraçado o inimigo do grande risco em que se viu neste dia, começou a fortificar-se no Pontal e também na outra parte em frente, na ilha do Borges; de maneira que tendo nós a barra principal daquele porto, eles se fortificavam dentro dela, ...".

@ pg. 299-300 CD-BECA (pg. 143b-144a edição de 1654), narrando outro ataque luso-brasileiro ao Pontal, em 12 de março de 1634:

"... reconhecendo os nossos isto de mais perto, pareceu-lhe mais temeridade que factível aquele feito, resolvendo-se em retirar-se. E ainda que já tão empenhados, pôde nosso general recolher toda a gente com a boa ordem possível; porque o inimigo, da outra parte da ilha do Borges, em que estava fortificado, vinha já em lanchas para socorrer os do Pontal. Perdemos ali mais de 25 homens, ...".

@ pg. 308 CD-BECA (pg. 148a edição de 1654),citando as medidas adotadas pelos luso-brasileiros após 14 de maio de 1634:

"Para impedir as saidas que o inimigo começava a fazer do Pontal e ilha do Borges, para a parte de Ipojuca, que era uma povoação de 120 vizinhos, com um convento de descalços de São Francisco, tendo a paróquia em si 15 engenhos de açúcar, distante do Cabo de Santo Agostinho três léguas para o Sul, ordenou o General a criação de alguns capitães de emboscadas do próprio distrito, por serem nele mais práticos.".

(Câmara Cascudo, 1956), pg. 183:

"Quase diante dessa Tatunca (Tatuoca) está a ilha Walchieren, batismo holandês em homenagem à Zelândia.".

(Pereira da Costa, 1951):

@ Volume 2, Ano 1631, pg. 566:

"A 28 de janeiro de 1632 atacam os holandeses a praça de Nazaré, e são repelidos. Era então o seu porto o único que nos restava para a entrada dos navios que vinham da metrópole com socorros e mantimentos, e que de retorno iam carregados de gêneros coloniais.

Em março de 1634 atacam de novo o posto, também sem resultado, mas apoderam-se de 1.300 caixas de açúcar e grande quantidade de pau-brasil, que acharam embarcados em quinze pequenos navios que estavam fundeados no porto, e dos quais se apossaram. Os moradores por sua vez, vendo que não podiam resistir ao inimigo, incendiaram os depósitos de açúcar e fazendas situados na povoação, para não lhes cair nas mãos. Fortificaram-se então os holandeses no Pontal, e o mesmo fizeram na Ilha do Borges, que ficava da parte oposta, à qual puseram o nome de Walcheren, chamando Gysselingh ao pequeno forte que ali levantaram.".






Citação deste verbete
Autor do verbete: Levy Pereira
Como citar: PEREIRA, Levy. "I. Walcheren". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/I._Walcheren. Data de acesso: 15 de outubro de 2019.


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