Ações

Mauritius

De Atlas Digital da América Lusa

Coleção Levy Pereira


Mauritius

'F. Mauriti' no MBU.

Forte na m.e. do 'Parapĩtinga ou Rio de S.Francifco' (Rio São Francisco).


Natureza: fortaleza.


Mapas:

PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS MERIDIONALIS;

PRÆFECTURA DE CIRÎÎĬ, vel SEREGIPPE DEL REY cum Itâpuáma.


Capitania: PARANAMBVCA.


Nomes históricos: Mauritius; Mourits; Forte Maurício; ƒort Mouritius; F. Mouritius; F. Mourietiús; F: Mourituis; Castrum Mauritj; Ca∫trum Mauritÿ; F. Mauriti; Sconce Mawretiouss.

  • Foi erguido por determinação de Maurício de Nassau (1604-1679) logo após a tomada pelas forças holandesas da vila do Penedo em março de 1637.
  • Tomado aos neerlandeses em 19 de setembro de 1645 e em logo em seguida arrasado.


Nome atual: está destruído e sua área foi reocupada - situa-se no Centro Histórico da cidade de Penedo-AL.

Citações:

►Mapa RSF (Albernaz, 1626/1627) RIO DE SÃO FRANCISCO, plotado o local onde foi construído, assinalado com as letras VV, 'VV - Penedos de Saõ pedro', na m.e. do RIO DE SÃO FRANCISCO.

►Mapa BA (IAHGP-Vingboons, 1640) #36 CAPITANIA DO BAHIA DE TODOS SANCTOS, plotado, 'F: Mourituis.', na m.e. do 'Rº Francisco' (Rio São Francisco), assinalado com o número '19', que se relaciona com um quadro de fortificações que deve(ria) constar neste ou em outro mapa.

►Mapa RSF (IAHGP-Vingboons, 1640) #37 RIO Sto. FRANCISCO, desenhado, assinalado com a letra A, 'A: 't ƒort genaԐmt Mourits'.Mourituis.', na m.e. do 'RIO Sto. FRANCISCO' (Rio São Francisco).

►Mapa BRASILIA (IAHGP-Vingboons, 1640) #38 CAERTE VAN BRASILIA, plotado, com o símbolo de fortificação, 'ƒort Mouritius', na m.e. do 'Rº. ∂Ԑ ƒrancisco' (Rio São Francisco).

  • Ao seu lado está plotada, com símbolo de povoação, 'PԐnԐ∂o ∂Ԑ St. PԐ∂ro' (Penedo-AL).

►Mapa PE-M (IAHGP-Vingboons, 1640) #39 CAPITANIA DO PHARNAMBOCQVE, plotado com o símbolo de fortificação, 'F. Mouritius', na m.e. do 'Rº. St. ƒrancisco' (Rio São Francisco).

  • Ao seu lado, está plotada com o símbolo de povoação, 'PԐnԐ∂o ∂Ԑ St. PԐ∂ro' (Penedo-AL).

►Mapa Y-25 (4.VEL Y, 1643-1649) De Cust van Brazil tusschen Rio Vassabara ende Rio St. Antonij Mimijn, plotado com o símbolo de fortificação, 'F. Mourietiús:', na m.e. do 'Rº: St. francisco:'.

  • Ao seu lado, está plotada com o símbolo de povoação, 'Pene∂o:' (Penedo-AL).

(Barléu, 1647):

@ prancha #16 'CASTRUM MAURITJ.', mapa do entorno, com a planta do forte, 'Castrum Mauritj', e do 'Oppidulum Openeda' (Povoação do Penedo).

  • Detalha seu fosso, assinalando com as letras A e B, 'A.B. Rupes acclivis 80 pedum altitus dine soßis e saxo excisis.'.

@ prancha #17 'CASTRUM MAURITJ AD RIPAM FLUMINIS S. FRANCISI.', vista do Forte Mauricio, desenhada por Frans Post, detalhando com a letra A, 'A. Ca∫trum Mauritÿ', na margem oposta do 'B. Fluvius S. Franci∫ci.' (na m.e. do Rio São Francisco).

(Nassau-Siegen; Dussen; Keullen - 1638), pg. 114-115:

"FORTIFICAÇÕES

...

De Pernambuco

Começando do sul, temos, em primeiro lugar, o forte Maurício, que foi levantado pelos nossos em Penedo, do lado setentrional do Rio São Francisco, afastado do mar cerca de seis milhas. Tem cinco pontas, e está assentado sobre uma rocha escarpada que se eleva a 80 pés de altura sobre o rio. De um lado é tão escarpado que se faz inacessível, e do outro lado, onde de algum modo o inimigo poderia chegar, é defendido por três baluartes. Na sua vizinhança a terra é baixa, excetuado um monte, a qual durante todo o verão se cobre de água, que se eleva à altura de um homem. O forte tem altas muralhas e fossos fundos, mas secos, como Vossas Senhorias poderão ver nos mapas que S. Excia. já enviou ou há de enviar ainda, e é de grande defesa.

...

As despesas com a fortificação, que já está concluída, monta a cerca de 20.000 florins. Propõe-se agora que o mesmo forte [Maurício] seja revestido de argamassa, o que custará outro tanto, e por isso nos achamos embaraçados, e ainda nada pudemos resolver. Veremos depois o que convém fazer. ".

(Dussen, 1640):

@ pg. 200 e 205:

"FORTIFICAÇÕES

PERNAMBUCO

...

Segue-se o Forte Maurício à margem do Rio São Francisco, no morro chamado Penedo, situado a 5 ou 6 milhas da foz, rio acima; o morro é alto e íngreme e só há um ponto de aproximação pelo qual se pode chegar ao forte. A sua configuração e a dos demais fortes anteriormente referidos pode-se ver com clareza dos respectivos desenhos. Está situado na margem Norte do rio e tem cinco baluartes, dos quais três estão voltados para o lado pelo qual é possível atingir o forte, que domina o rio e a planície em torno, que no verão o rio cobre. No forte estão 7 peças de bronze, 2 de 12 lb, 3 de 6 lb e 2 de 3 lb. ".

@ pg. 213:

"GUARNIÇÕES

...

No Forte Maurício, no Rio São Francisco, 6 companhias com 541 homens, a saber:

Companhia do Major van den Brande, 54

Idem do Cap. Valck, 100

Idem do Cap. Molys, 67

Idem de Sandelans, 77

Idem de Wieltschut, 119

Idem de Adam Raben ,124

____________ (sic) 541".

(Margrave, 1640), ITINERÁRIO, pg. 203:

- do 'Rio Piracaba', até o 'Forte Maurício', 'Ao lado norte do rio.', rio 'São Francisco', percorre-se em 7/8 h de viagem.

(Bullestrat, 1642):

@ pg. 164-165, relatando suas atividades em dezembro de 1641:

"No dia 31 chegamos ao forte Maurício sendo ali bem recebido pelo Sr. Conselheiro Político Abraham Struys, juntamente com oficiais militares.

Visitei o forte, achando-o em boa ordem, embora diversas cabanas se encontrassem derrubadas umas e descobertas outras, à falta de telhas; soube, porém, que nos coqueiros há diversas casas arruinadas, de onde um bom número de telhas pode ser retirado, pois as mesmas permanecem desabitadas. Dei ordem no sentido de que a galeota De Schildpad com o comandante do barco seguisse para ali para transportar as telhas para cobrir as cabanas.

Visitei o armazém, encontrando certa quantidade de farinha estragada que nele tinha permanecido muito tempo e o mais tudo em ordem, mas não encontrei ali toucinho novo, vinho e aguardente e por isto os soldados estão muito ressentidos e o Sr. Diretor já fez abater diversos bois para fornecimento deles e a continuar isto terão de ser enviados víveres do Recife, dos armazéns.

Nas muralhas encontrei todas as peças de artilharia desmontadas pois as carretas se inutilizaram. O Sr. Diretor diz que já conseguiu um artífice em quem confia possa fazer novas, mas pede. que para ali sejam remetidas algumas carretas do Recife. Prometi-lhe a esse respeito que seriam dadas ordens quando do meu regresso. ".

@ pg. 165, relatando suas atividades em janeiro de 1642:

"A 1º de janeiro passei em revista a companhia do Capitão Wiltschut e também a companhia do falecido Capitão Wabbe, e de Nicolaes Thysse e a do Engenheiro Pistor, achando-as com o efetivo constante das relações. O mesmo fiz também com o pessoal do trem. ".

  • Nota: o Capitão Wiltschut estva acantonado aí pelo menos desde 1640 - vide (Dussen, 1640). O mesmo para a companhia do falecido Capitão Wabbe, se o seu nome for Adam Raben.

(Calado, 1648), Volume 2, Livro Quarto, Capítulo V, SUMÁRIO, De como a nossa gente ganhou a fortaleza do Rio São Francisco aos Holandeses::

@ pg. 101-111, narra a batalha para tomar esse forte, cuja rendição deu-se em 19 de setembro de 1645.

@ pg. 104-105:

"Fez-lhe Nicolau Aranha mui honrado partido, a saber que saíssem da fortaleza com suas armas, e balas em boca, bandeiras estendidas, e os oficiais com suas insígnias militares, até uns tantos passos, aonde haviam de ser desarmados; achamos-lhes na fortaleza dez peças de artilharia de bronze, muitas balas para elas, porém nenhumas de mosquetes, pólvora pouca, e essa molhada, de mantimentos trinta e sete barris de farinha, a carne que tinham a repartiram.

@ pg. 105-106:

"Não custou esta fortaleza a Sua Majestade cabedal algum, mais que pólvora, e balas, que os soldados gastaram, porque nem o Governador Geral mandou a infantaria por ordem de S. Majestade, a fazer guerra aos Holandeses de Pernambuco, senão a socorrer os moradores na grande tribulação, e aperto em que estavam. Ganhada esta fortaleza a mandou o Capitão Nicolau Aranha arrazar, por pedimento dos moradores, e por ordem dos nossos Governadores da liberdade, porque o inimigo não tivesse esperanças de a tornar a possuir; e dez peças de artilharia de bronze, que nela achou, as mandou esconder em lugar seguro, para nos aproveitarmos delas na primeira ocasião de importância, ...".

(Broeck, 1651), reproduz o conteúdo da resolução de 17 de Setembro de 1645 do conselho de guerra neerlandês para a capitulação do forte Maurício, pg. 38-40:

"Eis aqui o que resolveu o conselho de guerra e os artigos da capitulação:

« Nós, oficiais do forte Maurício no rio de S. Francisco, abaixo-assinados, reunidos em conselho hoje 17 de Setembro de 1645, resolvemos, obrigados de imperiosa necessidade e movidos das poderosas razões que abaixo vão, rendermos esta praça a partido:

« 1º As nossas munições de guerra, isto é, pólvora e morrões, que poupámos assim antes, como durante este cerco de perto de seis semanas, acham-se ao presente esgotadas, de modo que não dispomos de maior quantidade de pólvora que a que é necessária para prover por uma vez somente as bandoleiras. Não temos, pois, com que defender as nossas vidas.

« 2º Igualmente começam a escassear os víveres, pois amanhã será distribuída a última ração de carne.

« 3º Segundo todas as probabilidades, não seremos socorridos pelos do Recife, pois sabemos com certeza que a maior parte dos nossos, comandados pelo tenente-coronel Hous, foram rotos pelo inimigo, e que o Recife está assim apertado, que mal se pode sustentar.

« E caso suceda entrar por este rio em nossa assistência um ou dois barcos com gente ou provisões, sabemos que os contrários estão aqui de vigia em número de trezentos homens, e embaixo com embarcações para o fim de tomar os socorros que nos enviem, como já aconteceu.

« 4º As forças inimigas, que presentemente montam a oitocentos homens, sabemos que crescem de dia em dia, ao passo que as nossas, como é manifesto, vão pelo contrário diminuindo. A nossa gente válida não excede a cento e quarenta e sete soldados, trinta homens de trem e vinte paisanos, ao todo cento e noventa e sete homens em estado de prestar serviço. Com esta força temos de ocupar: 1º a fortaleza, cujo circuito é de duzentas e setenta e seis varas; 2° uma obra exterior de sessenta varas diante da porta para defesa dos carregadores d'água; 3º um parapeito na extremidade das pedras, onde devem estar de contínuo sete homens para aguada e pronto socorro (?). Assim que cada homem tem que ocupar perto de duas varas de terreno. Além disto, como se sabe, não há paliçadas em torno da forlaleza, e as muralhas recentemente levantadas acham-se arruinadas e abatidas em conseqüência das continuadas chuvas, de modo que por fora é fácil galgá-las. Está, pois, indicando a experiência militar, que com tão poucas forças é impossível defender tão largas obras contra adversários numerosos.

« 5º Tão pouco não tivemos meios do cortar a fortaleza, pois, como assenta sobre pedras, dentro dela não se pode haver a terra necessária para levantar outra muralha.

« Outrosim, dado que fosse isso possível, faltar-nos-iam os materiais e homens que tais obras requerem, quando feitas às pressas.

« 6º A guarnição, mal alimentada, desnudada, vigiando continuamente nas muralhas, começa a sentir-se tão fraca e desalentada, que, a continuar este estado de coisas, é impossível prevenir que se rebele.

« Por estas e outras considerações, depois de maduro conselho, temos resolvido, como pelo presente resolvemos, entrar amanhã, 18 do corrente, em ajustes com o inimigo, e aceitar as melhores condições que dele pudermos obter. Em fé do que assinamos este termo com os nossos próprios punhos. Feito em nossa assembléia no forte Maurício. Era ut supra. (Estavam assinados): — D. V. Koyn. — Hans Pietersz. — Smit — Ruybert Dop. — Hans Paap. — Thomas Pouwelsz. — Wolf Reurseits.— Philip Schacht. — Thomas Pay. —Barent Vlieger. — Boudewijn de Jager. — Pieter Rotterdam. — Lubbert van Coeverden. »".

(Coelho, 1654) cita que Mauricio de Nassau determinou a construção do forte logo depois de 27 de março de 1637, pg. 508 CD-BECA (pg. 248a na edição de 1654):

"Às onze do dia 27, acabou de chegar o inimigo à vila de São Francisco. Reconhecendo o lugar e paragem, e as conveniências que lhe resultariam de fortificar-se ali para defender a nossa passagem do rio para Pernambuco (parecendo-lhe que com isto impedia a entrada por aquela parte; e também porque servia para assegurar o muito gado que ali havia e para poder tirar mais da outra parte de Sergipe d'El-Rei, em que não havia menos), resolveu levantar um forte real com quatro baluartes e com um reduto na frente, da outra pane do rio, em umas casas que os Andradas ali tinham.".

(Pudsey, circa 1670), relatando eventos ocorridos em 1637:

@ pg. 119, Fólio 27r. e pg. 121, Fólio 27v.:

"No dia seguinte marchamos para uma vila chamada Penedo, deste lado do grande rio de São Francisco.353

...

Durante os meses chuvosos356 permanecemos quietos neste rio, pois sendo rio espaçoso e navegável, nossos vasos podiam vir até nós com provisões.

Aqui encontramos uma infinidade de feras, tanto deste lado do rio como também no outro. Por essa razão, e também para outros fins do exército, fizemos um pequeno forte chamado "holten Walmbas"357 no lado extremo do rio. E deste lado do rio fizemos um firme forte chamado Forte Maurício.358".

►Nelson Papavero in (Pudsey, circa 1670), NOTAS, pg. 181-182:

«353- "The next day we mrched toe a dorpe Called Pynnedo, on this syde of the greate rivver of Saint ffrancisco", no original. Segundo Varnhagen (1871), enquanto Sigemundt van der Schkoppe marchava para o sul com parte das tropas, Maurício de Nassau embarcava em Barra Grande com o resto das forças holandesas, seguindo por mar até Jaraguá e daí por terra até o Rio São Francisco, que teria sido alcançado em 27 de março de 1637. Em um morro que dominava o povoado do Penedo de São Pedro, Nassau fez construir um forte ao qual deu o nome de Maurício, ocupando o restante da margem do grande rio com outros postos fortificados. A julgar pelo relato de Pudsey, os soldados do antigo governador Sigemundt van der Schkoppe teriam precedido as forças de Nassau nesse avanço, tendo atingido a vila de Penedo dois dias antes.

...

356- Southey (1810-19) assinala que, com o começo da estação chuvosa, Nassau retornou ao Recife, deixando Sigemundt van der Schkoppe à frente de 1600 homens no forte Maurício.

357- "Called as holten Walmbas", no original. Não se deve confundir esse fortim, construído em frente ao forte Maurício na margem oposta do São Francisco, com o terceiro forte levantado pelos holandeses na foz desse rio. Ao contrário de seu costume, Pudsey pouco teria corrompido o nome "houten Walbass" (ou "Walbazen") aplicado a esse reduto, o que significa apenas "fortim de madeira", eqüivalendo mais exatamente à expressão inglesa "wooden wharfinger", sendo "wharfinger" a denominação aplicada ao "guarda de um cais". Ao tecer comentários sobre o mapa da costa nordestina elaborado em 1644 por Marcgrave, Cascudo (1956) assinala a existência de um "houte Wambis" quase defronte do forte Maurício e reproduz os comentários de Felisbello Freire (1891), que descreve essa estrutura como "um fortim de madeira onde se pôs uma barreira sobre uma árvore com três peças de calibre seis ... construído no lugar em que está hoje edificada a Vila Nova", relato baseado no "Sommier Discours" de Maurício de Nassau, Mathijs van Ceulen e Adriaen van der Dussen, texto de 1638 reproduzido contadas vezes durante as últimas décadas (e.g. Mello, 1981). No mapa de Marcgrave (in Cascudo, op. cit.), esse fortim estaria indicado como "Thorax ligneus", enquanto o "Sommier Discours" não lhe atribui qualquer designação, destacando apenas chamar-se "Keert de Koe" o reduto "situado em um pântano" junto à foz do São Francisco. Embora reconheça que a referência de Marcgrave indica um fortim de madeira, Cascudo (op. cit.) prefere interpretar "houte Wambis" como "casa de Wambis", sugerindo que a residência de um hipotético proprietário holandês teria dado origem ao nome em foco. Malgrado não saibamos quais fatos teriam levado o insigne historiador potiguar a semelhante conclusão, parece-nos bem mais razoável supor que o nome desse pequeno forte fronteiriço na verdade fosse "Houten Walbazen" ("fortim de madeira" ou "wooden wharfinger" em inglês), hipótese coerente com a expressão latina "Thorax ligneus" utilizada por Marcgrave em seu mapa, devendo a palavra "thorax" ser aqui entendida como uma alusão à parte da couraça que cobre o peito, portanto aos muros do supracitado fortim por extensão.

358- "Sconce Mawretiouss", no original. Vide nota 353».

(Câmara Cascudo, 1956):

@ pg. 133-134:

"Em março de 1637 Bagnuolo, perdendo Porto Calvo, fugiu para S. Cristóvão em Sergipe. O conde de Nassau ainda lhe tomou bagagens deixadas às margens do S. Francisco. Bagnuolo, a 31 de março, sossegava em S. Cristóvão. Abrira o caminho para o holandês. Nassau, da margem esquerda do grande rio, mandou erguer um Forte, o "Mauritius" (25). O lugar se chamava Penedo, ubi Openedam venit, escrevia o laudatorial Barléu. O Governador do Brasil Holandês, datando de "Na cidadezinha de Penedo sobre o Rio de S. Francisco, 2 de abril de 1637", informava: — "Deus Onipotente expulsou duma vez desta terra para além do rio de S. Francisco os nossos inimigos. Considerei necessária à conservação do país a construção de alguns fortes sobre este rio, a saber na foz do mesmo e também junto à cidadezinha de Penedo onde o inimigo atravessou-o, situada cerca de seis milhas do mar. Este rio tem largura igual à do Maas antes do porto de Delft e tal correnteza que não se pode dizer. Espero, com o auxílio de Deus, conter o inimigo nestas fronteiras."

(25) Pelos artigos de capitulação do Forte Maurício, em setembro de 1645, sabemos as dimensões da praça. O circuito era de 270 varas. Não havia paliçada e as muralhas recentemente levantadas acham- se arruinadas e abatidas em conseqüência das continuadas chuvas. A vara seria pela medição portuguesa de um metro e dez centímetros? Ver Mateus van den Broeck, DIÁRIO OU NARRAÇÃO HISTÓRICA, etc, Rev. Instituto Histórico Brasileiro, XL, 39, Rio de Janeiro, 1877. ".

@ pg. 137:

"Em julho de 1645, socorrendo os moradores do Penedo que estão em armas, o capitão Nicolau Aranha Pacheco parte do Rio Real, passa o S. Francisco, em agosto, cercando o forte "Mauritius", repelindo as sortidas e tomando-o em setembro. O forte foi destruído. Acabara o combate. Em novembro de 1646, o coronel Henderson salta em Cururipe e marcha, com 1.300 homens, para o S. Francisco, retomando os restos do "Mauritius", que abandona em março de 1647, ameaçado pelos insurgentes.".

@ pg. 162:

"O Forte Maurício ergue seus bastiões na riba do Penedo, centro de irradiação neerlandesa, sede de plantio e morada, canaviais e roçarias, semeadas pelo português desde meados do século XVI ...".






Citação deste verbete
Autor do verbete: Levy Pereira
Como citar: PEREIRA, Levy. "Mauritius". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Mauritius. Data de acesso: 14 de dezembro de 2019.


Baixe a referência bibliográfica deste verbete usando

BiblioAtlas recomenda o ZOTERO

(clique aqui para saber mais)



Informar erro nesta página