Ações

Nhĩacoca (aldeia de índios)

De Atlas Digital da América Lusa

Coleção Levy Pereira


Nhĩacoca

Aldeia de índios (brasilianos) com sinal de abandonada, no vale do 'Nhĩacoca' (Rio Boa Água).


Natureza: aldeia de índios com sinal de abandonada.


Mapa: PRÆFECTURÆ DE PARAIBA, ET RIO GRANDE.


Capitania: PARAIBA.


Nomes históricos: Joacocá; Jacoca; Joacaca; Joakaka; Jaocque; Jaocoça; Nhĩacoca; Inocoça; Aldeia do Garamame.


Nome atual: a aldeia foi extinta.

Situava-se onde hoje é zona urbana da cidade de Conde-PB.

Citações:

►Mapa IT (Albernaz, 1626/1627), possivelmente, plotada como aldeia de índios na m.d. rio 'Guramame', e citada no título deste mapa como 'aldea do Garamame'.

(Moreno, 1615), pg. 44, discriminando a resenha de índios guerreiros que participaram na Jornada do Maranhão:

"Logo aos 28 de agosto fizeram resenha da gente dos índios, para ver os que faltavam ao número de 500 frecheiros, quantidade que o de Albuquerque assegurava levar do Rio Grande, para que, com os de Ceará e Buapava, com quem tinha grandes *lianças, pudesse meter na Jornada até mil índios de guerra; e assim se tomou mostra, e pareceram os principais que se seguem:

...

De Joacocá, o Pau-Seco, com 22

Da mesma aldeia, o Mandiocapuá, com 16".

►Citada como Aldeia Inocoça ou Jaocoça pelo Pe. Manoel de Moraes, em 1635, na sua relação de aldeias de brasilianos na Paraíba informada aos neerlandeses, conforme:

- Nota 43 de C. Fernandes Pinheiro, Brasil Bandecchi e Leonardo Arroyo, in (Southey, 1810), Notas do capítulo IV, pg. 207:

"(43) ...; Inocoça, a quatro léguas (de Nossa Senhora das Neves, tratada nesta nota como cidade da Paraíba) caminho de Goiana; ...".

- (Vainfas, 2008), pg. 72:

"Na Paraíba, nomeou ... a aldeia de Inocoça ou Jaocoça, a quatro léguas (24 quilômetros) da cidade da Paraíba, no caminho de Goiana, em Pernambuco, chefiada pelo índio Diogo Botelho; ...".

  • Nota: As duas citações acima tem fonte primária no livro de Joannes de Laet, História ou Anais dos Feitos da Companhia das Índias Ocidentais, desde o começo até o fim do ano de 1636 (editio princeps : 1644).

(Herckmans, 1639), pg. 23-24:

"Neste distrito do Gramame, ao sul do rio e cerca de duas léguas da costa, existiam também duas belas aldeias chamadas Joacaca e ... Pindaúna. Joacaca é uma palavra brasílica que significa: abraça-me, pois nesse lugar os índios surpreenderam uma mulhes brasiliense potiguar que se achava à sombra com um Tapuia, e lhe dizia - t'cheakoka, abraça-me (24).

...

Estas aldeias foram abandonadas no ano de 1636, com aprovação do diretor da Capitania, para evitarem os índios as invasões ou os assaltos dos inimigos.".

►Coutinho, Marcus Odilon Ribeiro, "Notas", in (Herckmans, 1639), pg. 50:

"(24) Jacoca chama-se atualmente Conde, ...".

(Sampaio, 1904), pg. 33:

"JOACACA (JOAKAKA) — também escrito por Herckman Joakoka, à pag. 259, é derivado de juá-coga que significa roça de juá ou onde se faz colheita de juá. A explicação do autor holandês é inadmissível.".

(Dussen, 1640):

@ pg. 183, definindo a função do capitão holandês:

"Além do capitão brasiliano, foi posto em cada aldeia um capitão holandês que os regem a eles e aos seus principais; a sua maior atribuição é animá-los para o trabalho e dirigi-los na melhoria das plantações e conceder-lhes permissão para trabalhar para senhores de engenho, verificando que não sejam vítimas de enganos e que o seu trabalho lhes seja pago. ".

@ pg. 184, quanto à população masculina, esclarece:

"... homens, tanto velhos quanto jovens, aptos para a guerra ou inaptos, excluídas as mulheres e crianças, as quais estão em proporção, com relação aos homens, de, no mínimo, 3 para 1. ".

@ pg.185:

"ALDEIAS NA PARAÍBA

...

Aldeias Jaocque e Pindaúna, agora Maurícia, Capitão Tonis Claensz 233".

(Coriolano de Medeiros, 1950), pg. 114:

"Jacoca (Voc. ind., corr. de juá-cog: roça de juá, segundo Teodoro Sampaio. E. Herckman deriva o vocábulo de t-chea-coca: "abraça-me", em virtude de ser esta a expressão de uma selvagem apanhada em colóquio com o seu escolhido) — Vila do município da Capital, distando desta uns 20 quilômetros, para o S. Começou por uma aldeia de índios tabajaras. Em 1636, esta aldeia com a sua vizinha Pindaúna, de ordem do governador holandês, veio alojar-se na Capital. Depois de algum tempo, os índios, já fundidos numa só tribo, obtiveram permissão para o regresso, mas estando suas aldeias muito arruinadas, combinaram que entre elas se fundasse novo povoado, o que sucedeu, recebendo o nome de Maurícia, em homenagem ao conde Maurício de Nassau, tendo como capitão, o inglês João Harrison. Após a restauração, diz Irineu Jófili, deram à aldeia a denominação de Conde. ...".

(Câmara Cascudo, 1956), pg. 218:

"... e a foz do Guaramama (Gramame) que, depois de ligeiro curso sinuoso, inflete para a esquerda, desaparecendo. Recebe pela direita apenas o Nhinacoca (Jacoca) onde há deserta povoação indígena.".






Citação deste verbete
Autor do verbete: Levy Pereira
Como citar: PEREIRA, Levy. "Nhĩacoca (aldeia de índios)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Nh%C4%A9acoca_(aldeia_de_%C3%ADndios). Data de acesso: 21 de novembro de 2019.


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