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Novo (engenho de bois sem igreja)

De Atlas Digital da América Lusa

Coleção Levy Pereira


[Novo]

Engenho de bois sem igreja, sem nome no BQPPB, na m.d. do rio 'Iauapóatá' (Rio Jaboatão), imediatamente ao norte do Engenho São Bartolomeu.


Natureza: engenho de bois sem igreja.


Mapa: PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS BOREALIS, una cum PRÆFECTURA de ITÂMARACÂ.


Capitania: PARANAMBVCA.


Jurisdição: Cidade de Olinda, Freguesia da Muribeca.


Nomes históricos: Engenho Novo (nouo), Engenho Novo da Muribeca, Engenho São José, Engenho Santa Maria.


Nome atual: Engenho Novo.

  • Consta como Eng. Novo no mapa IBGE Geocódigo 2607901 - Jaboatão dos Guararapes - PE.


Citações:

►Mapa PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 CAPITANIA DE PHARNAMBOCQVE, plotado como engenho, 'Ԑ nouo', na m.d. do Rº. ∂jiboatao' - 'Rº. Janga∂a'.


(Gonsalves de Mello, 1958):

- após pg. 12:

plotado como 'Engº Novo' na PLANTA DA SESMARIA DE SANTO ANDRÉ DA MURIBECA;

- pg. 7:

"Não conheço documento algum. que comprove que o Engenho Guararapes tenha sido fundado na légua de terra em quadro da sesmaria de Santo André. Esta foi, é certo, desmembrada, mas para a fundação do Engenho Novo da Muribeca. ".


(Nassau-Siegen; Dussen; Keullen - 1638), pg. 86:

"41. Engenho Santa Maria, que pertenceu ao mesmo Antônio de Sá, também vendido a Gaspar Dias. É engenho de bois, e não moerá. ".


(Dussen, 1640), pg. 149:

"ENGENHOS DE PERNAMBUCO

Na freguesia da Muribeca

...

43) Engenho São José ou Engenho Novo, pertencente a Gaspar Dias Ferreira, é engenho de bois e mói. São lavradores:

Paulo d'Araújo d'Azevedo 30 tarefas

Cap. Dirck van Hoochstraten 30

George d' Almeida 30

Domingos Dias da Cunha 30

Francisco Álvares 15

_______________

135 tarefas".


(Relação dos Engenhos, 1655), pg. 238, informando a pensão que este engenho pagava à capitania de Pernambuco:

"Engenhos da freguesia da Muribeca

...

- E o engenho Novo, em que está dona Clara das Neves, vinte e cinco arrobas de branco.".


(Pereira da Costa, 1951), Volume 1, Ano 1568, pg. 378:

"O concessionário, efetivamente, cumpriu aquela cláusula, levantando o Engenho Santo André, assim chamado pela invocação da sua respectiva capela.

Por escritura pública, lavrada a 20 de setembro de 1577, vendeu d. Brites Mendes de Vasconcelos, viúva de Arnau de Holanda, o referido engenho a João Peres, — moente e corrente, com capela, 3 gangorras, 300 formas, 100 vacas e novilhos, etc., — por 35.000 cruzados (14:000$000), reservando, porém, para si e seu filho Agostinho de Holanda uma sorte de terras da concedida sesmaria, nas quais levantou o Engenho Novo da Muribeca. ... Dos engenhos Santo André e Novo da Muribeca foi proprietário o capitão-mor de Muribeca e Jaboatão, José de Sá e Albuquerque, que faleceu em Olinda em 1711, com perto de cem anos, e como tal, senhor das capelas vinculadas dos mesmos engenhos, acaso instituídas por seu avô, de igual nome, que em 1597 já os [... ?]".


(Cabral de Mello, 2012):

@ pg. 89-90, Os engenhos de açúcar do Brasil Holandês, I - Capitania de Pernambuco, Muribeca:

«4) SÃO JOSÉ. Também chamado engenho Novo, como o registra Golijath. Sito à margem direita do Jaboatão. Engenho de bois. Pagava de pensão 25 arrobas de açúcar branco. Fundado por Brites Mendes de Vasconcelos nas terras da sesmaria onde seu falecido marido, Arnal de Holanda, levantara o Santo André. Como este, vendido a Duarte de Sá da Maia. Em 1609, pertencia a seu filho, Antônio de Sá da Maia. Em 1623, estava arrendado a Diogo de Araújo de Azevedo, produzindo 6784 arrobas. Incendiado em 1633 pela tropa neerlandesa. Tendo o proprietário se retirado em 1635, foi confiscado e vendido, juntamente com o Santo André, a Gaspar Dias Ferreira. Não moeu até 1639, quando dispunha de cinco partidos de lavradores, no total de 135 tarefas (4725 arrobas), sem partido da fazenda. Moía em 1655, sob as ordens de d. Clara das Neves, mulher de Gaspar Dias Ferreira. Em 1651, d. João IV atendeu ao pedido de Gaspar para fazer vir cada ano "oitenta caixas de açúcar de sua lavra", em atenção aos serviços de d. Clara durante as batalhas dos Guararapes (1648 e 1649) quando "a muitos dos feridos [...] sangrou e furou por suas próprias mãos, com a ajuda de sua criadas, com grande caridade e dispêndio de fazenda". Após a restauração pernambucana, o São José estava na posse de um dos filhos de Gaspar, Francisco Dias Ferreira, que, processado pelos herdeiros do antigo proprietário, entrou em acordo pelo qual lhes restituiu o engenho.(41)».

@ pg. 179, Notas:

«(41) DP, p. 228; LSUR, p. 46; RPFB, p. 205; FHBH, I, pp. 28, 86, 149, 238; RCCB, pp. 41-2, 156; VWIC, IV, p. 159; MDGB, pp. 204, 288; DN, 28.V.1637; "Vercochte engenhos", ARA, OWIC, n. 54; Co.Uo., 26.IV.1651, AHU, PA, Pco., cx. 3; Cabral de Mello, O nome e o sangue, passim.».






Citação deste verbete
Autor do verbete: Levy Pereira
Como citar: PEREIRA, Levy. "Novo (engenho de bois sem igreja)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Novo_(engenho_de_bois_sem_igreja). Data de acesso: 14 de dezembro de 2019.


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