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Príncipe

De Atlas Digital da América Lusa

Príncipe

Geometria Ponto

Histórico

Denominação Início Término
Lavras Velhas do Serro
Populacao > Arraial
por volta de 1702 1714
Príncipe
Populacao > Vila
1714 1720
Príncipe
Governo > Cabeça de Comarca
Populacao > Vila
1720 1808
Conspiração Escrava
1756 1808
Nossa Senhora do Rosário - Igreja de Nossa Senhora da Conceição - Vila do Príncipe do Serro Frio
1767 1808
Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos - Capela do Senhor Bom Jesus de Matosinhos Arraial do Rio Manso da Comarca do Serro do Frio na Freguesia da Vila do Príncipe
1794 1808

Fundada em 1714, Vila do Príncipe permaneceu com a mesma configuração territorial até o fim do período colonial. Antes de ser elevada a vila, a região recebeu uma série de designações. Assim que foi descoberta os contemporâneos chamavam a área de minas do Ivituruí. O nome Ivituruí era de origem indígena e significava Serro Frio. Também, a região era designada por minas do Serro Frio e Tocambira. No início do século XVIII, quando foi criado o arraial, a área passou a ser denominada como Arraial de Santo Antônio do Bom Retiro do Serro Frio. Todavia, os coevos também se referiam ao arraial como Lavras Velhas do Serro e Ribeirão das Lavras Velhas [1]. Durante o século XVII, diversas bandeiras passaram pelo local, mas, somente em 1702, Antônio Soares Ferreira e Manuel Rodrigues Arzão acharam ouro na região. Os dois sertanistas mineraram na área sem muito controle do Estado português até a década de 1710. Em 29 de janeiro de 1714, com o intuito de obter maior controle da região, o governador D. Brás Baltazar da Silveira elevou o arraial a Vila do Príncipe. Todavia, a medida do governador não funcionou. Em 1718, o novo governador D. Pedro de Almeida, o Conde de Assumar, ordenou o fim da exploração de ouro no local enquanto Antônio Soares Ferreira não repartisse as lavras em datas minerais. O sertanista recusou-se a acatar a determinação. Assumar ordenou a prisão de Ferreira e ele acabou se escondendo. Durante a fuga, Antônio Soares Ferreira foi morto. Com o falecimento do sertanista o governador tomou o controle da vila e repartiu as datas minerais [2].


Palavras-Chave: minas do Ivituruí, minas do Serro Frio e Tocambira, Arraial de Santo Antônio do Bom Retiro do Serro Frio, Lavras Velhas do Serro, Ribeirão das Lavras Velhas, Vila do Príncipe.


Referências

  1. BARBOSA, Waldemar de Almeida. Dicionário histórico e geográfico de Minas Gerais. 2. ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 1995, p.340-341
  2. BARBOSA, Waldemar de Almeida. Dicionário histórico e geográfico de Minas Gerais. 2. ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 1995, p.340-341.



Citação deste verbete
Autor do verbete: Mariana Barcelos
Como citar: BARCELOS, Mariana. "Príncipe". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Pr%C3%ADncipe. Data de acesso: 16 de dezembro de 2018.



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