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Tapiiruçú de Baixo (Engenho de roda d'água)

De Atlas Digital da América Lusa

Coleção Levy Pereira


[Tapiiruçú de Baixo]

Engenho de roda d'água com igreja, plotado com o símbolo, sem nome, na m.d. do 'Tapiiruçû' (Rio Tapiruçu).


Natureza: Engenho de roda d'água com igreja.


Mapa: PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS BOREALIS, una cum PRÆFECTURA de ITÂMARACÂ.


Capitania: PARANAMBVCA.


Jurisdição: Vila Formosa de Serinhaém.


Nomes históricos: Tapiiruçû (Tapicuru; TapԐrusŭ; Taperosu; Tapicuru; Taipuçu; Itapuruçu) de Baixo, Ubaca (Waca), Santo Antônio.


Nome atual: Engenho Ubaca.


Citações:

(Schott, 1636), pg. 65:

"Engenhos da freguesia de Sirinhaém

Engenho Jaguaré (LP), pertencente a Alvaro Fragoso Toscano, está situado no oeste de Sirinhaém, tem uma moenda d'água e a cana está plantada nas várzeas. Pode anualmente fazer 2.000 a 3.000 arrobas de açúcar e paga de recognição 2 arrobas de açúcar de varredura; aqui nada foi encontrado para a Companhia. O referido Fragoso está sob nosso passaporte.".

NOTAS:

O nome 'Jaguaré' deste engenho possivelmente está equivocado, pelas seguintes razões:

1) o engenho de Antonio Fragoso Toscano é o Nossa Senhora do Rosário, também denominado Engenho Tapicuru de Baixo;

2) O engenho seguinte neste relatório está com um espaço em branco no seu nome, todavia, pelo nome da proprietária, Dona Catarina Jaguara - 'Jaguara' provém do nome do Engenho Jaguaré.

Assim, Schott possivelmente deveria grafar o nome deste engenho, ao invés de Jaguaré, "Taperosu de Baixo".


(Nassau-Siegen; Dussen; Keullen - 1638), pg. 82:

"Distrito de Serinhaém

4. Engenho Tapicuru de Baixo, sob a invocação de Santo Antônio. Pertence a Álvaro Fragoso Toscano, que ficou conosco; moerá este ano.".


(Dussen, 1640), pg. 158:

"ENGENHOS DE PERNAMBUCO

Na jurisdição de Siranhaém

91) Engenho Waca (sic), pertence a Álvaro Fragoso Toscano, é engenho d'água e mói. São lavradores:

Dona Catarina Favilha 35 tarefas

Gil Lopes Fegeira 12

_______________

47 tarefas".


(Relação dos Engenhos, 1655), pg. 241, informando a pensão que este engenho pagava à capitania de Pernambuco:

"Engenhos da Vila Formosa de Serinhaém

...

- E o engenho de Ubaca, a mesma pensão.(*)".

(*) pagava duas arrobas de branco por milhar, depois de dizimado.


(Cabral de Mello, 2012):

@ pg. 125, Os engenhos de açúcar do Brasil Holandês, I - Capitania de Pernambuco, Sirinhaém-Una:

«2) UBACA. Também chamado Itapirussu de Baixo. Sem indicação de orago. Sito à margem esquerda do Itapirussu. Engenho d'água, pagava de pensão duas arrobas de açúcar branco por mil, após dizimar. Em 1623, pertencia a Gaspar Fragoso Toscano, produzindo 5502 arrobas. Quando da ocupação holandesa, pertencia a seu filho Álvaro Fragoso Toscano, que permaneceu à frente do engenho. "A cana está plantada nas várzeas. Pode anualmente fazer 2 mil a 3 mil arrobas de açúcar." Moía em 1637 e 1639, com dois partidos de lavradores, no total de 47 tarefas (2350 arrobas), sem partido da fazenda. O dono aderiu à insurreição de 1645. Moía em 1655.(88)».

@ pg. 185, Notas:

«(88) FHBH, I, pp. 30, 60, 65, 82, 158, 240; RCCB, p. 55; HGP, pp. 200, 265; NP, I, p. 425; II, pp. 294-5.».






Citação deste verbete
Autor do verbete: Levy Pereira
Como citar: PEREIRA, Levy. "Tapiiruçú de Baixo (Engenho de roda d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Tapiiru%C3%A7%C3%BA_de_Baixo_(Engenho_de_roda_d%27%C3%A1gua). Data de acesso: 21 de março de 2019.


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