Ações

Vpapari (lagoa fluvial)

De Atlas Digital da América Lusa

Coleção Levy Pereira


[Vpapari]

Lagoa fluvial, de grande porte, sem nome no BQPPB, no curso do 'Tareirĩ' (Rio Trairi).

Essa lagoa recebe ainda os rios 'Paraguaçu' (Rio Arari), 'Itapuama', 'Vrubuuguaba' e 'Agoapetiba' e desagua na 'Vpapeba' (Lagoa Papeba).


Natureza: lagoa fluvial.


Mapa: PRÆFECTURÆ DE PARAIBA, ET RIO GRANDE.


Capitania: RIO GRANDE.


Nome atual: Lagoa de Nísia Floresta.


Nomes históricos: Vpapari (Papary, Upapari, Upari, Ípaparí), Paragoaçu (Paraguaçu, Paraguassu, Parawaçu).

Citações

►Mapa RG (IAHGP-Vingboons, 1640) #51 CAPITANIA DE RIO GRANDE, grande lagoa plotada sem nome, recebendo o 'Rº. TirԐrÿ' (Rio Trairi) e o desague da lagoa sem nome ('Vpapeba' no BQPPB).

►Mapa Y-48 (4.VEL Y, 1643-1649) De Cust van Brazil tusschen Cabo Blancko en Rio Jan de Sta, grande lagoa plotada sem nome, desaguando pelo rio com barra no oceano, 'Rº. Jan ∂e Sta:'.

►Mapa Y-51 (4.VEL Y, 1643-1649) De Cust van Brazil tusschen Rio Jan ∂e sta en cabo Roques, grande lagoa plotada sem nome, desaguando pelo 'Rº. ∂e Jan ∂e Sta:'.

(Câmara Cascudo, 1956), pg. 240-241:

"O Tareiri (Trairí) cai numa lagoa inominada, que é a Papari, e sai pela de Papeba.

À direita a laguna tem as águas do Paraguaçu, e por Paraguaçu foi conhecida em muitos documentos seiscentistas. É realmente um mar-grande, rodeada de vinte e um lagos (dezessete apenas notados), com três léguas de extensão e quatro quilômetros de largura. Não mais a chamam Paraguaçu mas simplesmente Papari (66). A aldeia arrolada nas informações do padre Manuel de Moraes aos holandeses, em, 1635, é denominada Parawassu. À esquerda a lagoa tem os afluentes Itapuama, Urubunguaba, com aldeiamento aborígine sem moradores, Agoapetiba, Agua-ruim, Agua-má, Mopebi, ou Mipibu que deu nome ao município de S. José de Mipibu, com morada, além dum outro acampamento do gentio. Depois a lagoa se une à de Papeba.

Papari (Paraguaçu) se liga pelo canal de Papeba à lagoa deste nome e esta à de Goaraíras pelo canal de Surubajá.".

(Câmara Cascudo, 1968), pg. 110-111:

"PAPARI: — Município, 1852. NÍSIA FLORESTA em 1948. O nome primitivo da lagoa era PARAGUAÇU, rio grande. Os velhos documentos de 1607 registam UPAPARI e ÍPAPARI, definindo a tradução. De upa ou ipa, lagoa, e pari, armadilha de pesca. PAPARI, lagoa do pari, onde existem paris, fixando a pesca com tapumes nos recantos piscosos. Nestor Lima recolheu uma outra versão: "Conta-se que os selvagens que ali demoravam, ignorantes de meios ou armadilhas de pescar, organizavam pequenas balsas de madeira, amarradas de cipós ou embiras; punham sobre elas ramos de cajueiro ou mangabeira, e, então assim aparelhados, vadeavam a lagoa, muito piscosa, maximé nas épocas primitivas, e, agitando as águas com varas, provocavam o salto do peixe que caía entre os ramos sobre as balsas e embaraçava-se nelas, fazendo deste modo os indígenas as suas pescarias. A essa operação chamavam os selvagens Paspary, que quer dizer: "salto de peixe". Com a fusão das línguas tupi e portuguesa, o nome se modificou para o de PAPARY, com o qual foram denominadas a Lagoa e a Vila. O salto-do-peixe diz-se PIRA-PUREUÁ e não PASPARY. O processo da batição no rio denomina-se POTECA-PARANA, e ainda usado no Amazonas e Pará. Os indígenas empregavam muitas armadilhas de pesca, jiqui, pari, matapi, etc. As formas anteriores da grafia PAPARI, sendo IPAPARI e UPARI, forma documentos decisivos para a tradução exata.".






Citação deste verbete
Autor do verbete: Levy Pereira
Como citar: PEREIRA, Levy. "Vpapari (lagoa fluvial)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Vpapari_(lagoa_fluvial). Data de acesso: 5 de julho de 2022.


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