Skip to content

Crédito na economia colonial

Crédito na economia colonial published on

[conta com apoio do CNPq]

O problema central deste projeto diz respeito às formas como a confiança era gerada em uma rota mercantil onde a interação social era descontínua e onde os agentes econômicos não tinham instrumentos diretos para combater o oportunismo. Esta rota era aquela que abastecia a Vila de Sorocaba com animais vindos do Viamão (Rio Grande do Sul) entre fins do século XVIII e inícios do século XIX. Era uma rota descontínua pois se dava ao longo de mais de mil quilômetros, entremeados de poucas aldeias e vilas dispersas, muitas das quais muito distantes umas das outras e sem interação efetiva, como pudemos observar em pesquisa anterior. Os motivos para esta descontinuidade eram diversos, passando por arranjos políticos familiares, relações mercantis regionais e até mesmo pela distância e pelas dificuldades topográficas, considerando as tecnologias disponíveis na época. A falta de instrumentos diretos para combater o oportunismo, no caso, por exemplo, a falta de pagamento ou a má qualidade dos animais, diz respeito a inexistência de instituições formais dedicadas para este fim, como as ligas e corporações mercantis, para não sair de possibilidades existentes naquele universo.

Nossa hipótese central, construída a partir de pesquisas anteriores, aponta o espaço (a vizinhança) e as redes sociais como elementos fundamentais para geração e manutenção da confiança necessária para a economia funcionar, não apenas na escala local, mas também no conjunto da rota. Em termos metodológicos, nossa pesquisa pretende lançar mão dos chamadas SIG históricos, ou seja, os Sistemas de Informação Geográfica em História, no caso, para produção de cartografia digital com informação histórica georreferenciada, não somente com mapas “estáticos”, mas com animações interativas, que permitem acompanhar a mudança de diferentes variáveis ao longo de um período de tempo. Neste caso, a “domesticação” destas tecnologias para uso na investigação em história será um produto secundário (mas não menos importante) de nossa proposta.

 

Preços de milho e feijão, contrastados com o tamanho dos mercados consumidores locais, no final do século XVIII
Preços de milho e feijão, contrastados com o tamanho dos mercados consumidores locais, no final do século XVIII

Atlas Digital da América Lusa

Atlas Digital da América Lusa published on

O Atlas Digital da América Lusa é uma ferramenta colaborativa que pretende organizar conhecimento histórico sobre o chamado “Brasil Colonial”, tanto na forma de mapas históricos em formato digital como com textos de apoio.

O Atlas é uma proposta colaborativa, que congrega pesquisadores de diversas instituições. A ferramenta base foi desenvolvida pelo Laboratório de História Social (LHS) da Universidade de Brasília, usando tecnologia do Ministério do Meio Ambiente, o software I3GEO. O LHS/UnB também produziu mapas base com informações de unidades urbanas e populacionais do período entre 1500 e 1800, além de outros bancos de dados de informações geográficas. Sendo uma ferramenta colaborativa, no espírito da chamada web 2.0 no qual há ênfase no trabalho de equipe e troca livre de informações, o ATLAS DIGITAL DA AMÉRICA LUSA é um espaço de interação. Nele podem ser publicados dados espacializados de diversas pesquisas ou mesmo informações que possam passar pelo processo de geoprocessamento a cargo do LHS/UnB. A ideia é que diversos pesquisadores possam enviar informações de seus estudos e, ao mesmo tempo, usufruir deste grande banco de dados coletivo revisado, organizado e certificado, assim como da cartografia produzida.

La Historiografía ante el giro digital. Reflexiones teóricas y prácticas metodológicas

La Historiografía ante el giro digital. Reflexiones teóricas y prácticas metodológicas published on

En tiempos recientes, la expresión Giro digital se ha incorporado al vocabulario de las Ciencias Sociales para hacer referencia a las innovaciones teórico—metodológicas que generan las aplicaciones de las nuevas tecnologías en las prácticas disciplinarias. Tales innovaciones motivan que, aprincipios del siglo XXI, nazcan las Humanidades digitales, como un campo interdisciplinario en materia de investigación y de enseñanza, en el que convergen las Humanidades y la Informática.

capa_giro
Dentro de este campo, la Historia digital ocupa un espacio destacado ya que los estudios del pasado incorporan, a ritmo acelerado, los recursos computacionales y telemáticos en las tareas de crear y comunicar el conocimiento histórico. La utilización de esos recursos tecnológicos, que al principio se limitaba al relevamiento y análisis de datos, se extiende, en los últimos veinte años, a todos los aspectos del quehacer historiográfico, generando una forma específica de producir y transmitir el saber sobre el pasado. Inspiradas por estas innovaciones, aparecen, a principios de este siglo, diversas obras que teorizan sobre los alcances y los límites de la Historia digital, estableciendo las bases para discusiones que se profundizarán, seguramente, en el futuro.

Con el propósito de contribuir a las discusiones en curso, el presente libro reúne algunos aportes sobre la gravitación del Giro digital en el ámbito historiográfico. Organizado como una compilación de textos de investigadores que responden a distintas trayectorias y procedencias, el libro resultante se divide en tres partes.

OBRA COMPLETA