Skip to content

Como se faz um banco de dados (em história)

Como se faz um banco de dados (em história) published on
Como se faz um banco de dados (em História)
Como se faz um banco de dados (em História)

Este é um livro voltado para estudantes de História e para quem quer informatizar sua pesquisa desde o começo. Por “informatizar” quero dizer criar uma base de dados, ou, como se diria em inglês to database something. Seu objetivo é de ajudar o leitor a incrementar sua pesquisa em História, com algumas aplicações possíveis para as ciências sociais em geral. Não se trata de um manual técnico. A proposta aqui é contribuir para o leitor pensar como alguns recursos próprios do universo das bases de dados e da informática podem melhorar a investigação, desde a proposição do problema até a escrita do trabalho, passando pela coleta e análise das informações que darão suporte às conclusões. A atenção, contudo, ficará nas formas de organizar os materiais.

A obra foi fruto de um pós-doutorado realizado na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS) entre agosto de 2013 e janeiro de 2014. Para tanto, foram utilizadas centenas de artigos, livros e capítulos sobre o tema, além de dezenas de manuais de informática. Os resultados desta pesquisa também foram aproveitados em cursos presenciais sobre bancos de dados, realizados na UFRJ em outubro de 2014 e na UFRGS em dezembro do mesmo ano, quando as ideias aqui apresentadas foram alvo de debates. Os dados obtidos nesta pesquisa foram utilizados em outras publicações, a saber: “Storici e informatica: l’uso dei database (1968-2013)”, publicado na revista “Memoria e ricerca” (Itália, 2015) e “’Our own in-house’ software: una historia de historiadores programadores” na obra “Historiografía, giro digital y globalización. Reflexiones teóricas y prácticas investigativas” de Juan Andrés Bresciano (Uruguay, 2015).

Atlas Histórico da América Lusa

Atlas Histórico da América Lusa published on
Atlas Histórico da América Lusa
Atlas Histórico da América Lusa

Da Introdução da obra
Apresentamos o “Atlas Histórico da América Lusa”, a versão impressa do “Atlas Digital da América Lusa“. É uma leitura possível do conjunto de dados presentes na edição virtual, juntando mapas relevantes para o ensino e para a pesquisa em história com algumas propostas inovadoras de visualização de dados. É um trabalho coletivo, que usou uma grande quantidade de dados produzidos pela nossa equipe e por outros, particularmente, aqueles disponibilizados online pelo Voyages, The Trans-Atlantic Slave Trade Database, pelo projeto “Fortalezas.org”, e pelo “Impressões Rebeldes”. Todos esses projetos, assim como o nosso, se amparam em vastas quantidades de fontes e bibliografias para produzir conhecimento.
O nosso atlas se dividem em duas partes: a primeira, cronológica, observar o processo de ocupação territorial através da fundação de vilas e cidades, assim como a defesa deste movimento com a edificação de fortalezas. Para observar o processo, optamos por recortes de tempo de 50 anos, que são apresentados de forma comparativa. A segunda parte, temática, procura tomar diferentes aspectos da vida na época de modo serial, “de longe”, observando tendências. A passagem entre as temáticas é gradual e enfatiza a inter-relação entre os processos históricos da época.
A parte inicial de cronologia utilizou dados produzidos pelo próprio Núcleo de Experimentação da UnB, com uma revisão exaustiva das vilas e cidades fundadas no período. Os dados sobre fortalezas foram todos obtidos no projeto “Fortalezas.org” e reordenados cartograficamente para permitir a comparação dos processos. As informações sobre capitanias, ordens religiosas, economia, caminhos, bispados, e uma parte de “viajantes” foram igualmente produzidas pela equipe da UnB, usando vasta bibliografia. A parte sobre indígenas foi baseada na clássica obra de Kurt Nimuendaju, o “Mapa etno-histórico do Brasil e regiões adjacentes”, de 1944, que utilizou-se de mais de 900 obras, entre relatos de época e produção acadêmica. Contudo, acrescentamos dados de diversas outras obras mais recentes que se faziam necessários. Dentre estas, o clássico “Negros da Terra” de John Monteiro foi a mais utilizada. Os dados sobre o tráfico atlântico foram todos retirados do Voyages. As informações sobre as revoltas resultam de um convênio com o projeto “Impressões rebeldes”, da Universidade Federal Fluminense e aquelas sobre as comarcas, de uma parceria com Mafalda Soares e António Castro Nunes, que produziram os dados.
Esperamos que o Atlas possa ser útil tanto para a comunidade acadêmica quanto para professores de ensino médio e fundamental.

O Retorno dos mapas. Sistemas de informação Geográfica em História

O Retorno dos mapas. Sistemas de informação Geográfica em História published on

retornomapas

A ideia de usar mapas para visualizar conhecimento histórico não é nova. Usada de modo esporádico até meados do século XX, muito em função do autor e de sua forma de pensar, seu uso sistemático passou a ser efetivo na segunda metade desse século, nem tanto pela facilidade técnica, mas, especialmente, pelo crescimento da relevância da cartografia como um campo separado da geografia.
Essa coletânea reúne 15 capítulos que abarcam, espacialmente, estudos de Montevidéu, ao sul, até a Ilha de Malta, ao norte, passando pela Amazônia, pelos sertões e pelo litoral atlântico. Temporalmente, os textos vão do século XVI até o começo do XX. Essas amplitudes espacial e temporal explícita a flexibilidade e as possibilidades dos SIGs nas pesquisas dos historiadores.
O leitor perceberá, no decorrer de sua leitura, que este livro apresenta o retorno dos mapas, todos eles diferentes e produzidos segundo as necessidades de cada pesquisa, o que significa, em outras palavras, que nenhum deles foi feito para ilustrar: todos foram construídos como ferramentas de trabalho, são insumo e produto da pesquisa dos historiadores que, sem dúvida, permitem avanços no conhecimento das sociedades do passado.

VALENCIA, Carlos & GIL, Tiago. O retorno dos mapas. Sistemas de informação Geográfica em História. Porto Alegre: Ladeira Livros, 2016.

BAIXE O LIVRO COMPLETO AQUI

La Historiografía ante el giro digital. Reflexiones teóricas y prácticas metodológicas

La Historiografía ante el giro digital. Reflexiones teóricas y prácticas metodológicas published on

En tiempos recientes, la expresión Giro digital se ha incorporado al vocabulario de las Ciencias Sociales para hacer referencia a las innovaciones teórico—metodológicas que generan las aplicaciones de las nuevas tecnologías en las prácticas disciplinarias. Tales innovaciones motivan que, aprincipios del siglo XXI, nazcan las Humanidades digitales, como un campo interdisciplinario en materia de investigación y de enseñanza, en el que convergen las Humanidades y la Informática.

capa_giro
Dentro de este campo, la Historia digital ocupa un espacio destacado ya que los estudios del pasado incorporan, a ritmo acelerado, los recursos computacionales y telemáticos en las tareas de crear y comunicar el conocimiento histórico. La utilización de esos recursos tecnológicos, que al principio se limitaba al relevamiento y análisis de datos, se extiende, en los últimos veinte años, a todos los aspectos del quehacer historiográfico, generando una forma específica de producir y transmitir el saber sobre el pasado. Inspiradas por estas innovaciones, aparecen, a principios de este siglo, diversas obras que teorizan sobre los alcances y los límites de la Historia digital, estableciendo las bases para discusiones que se profundizarán, seguramente, en el futuro.

Con el propósito de contribuir a las discusiones en curso, el presente libro reúne algunos aportes sobre la gravitación del Giro digital en el ámbito historiográfico. Organizado como una compilación de textos de investigadores que responden a distintas trayectorias y procedencias, el libro resultante se divide en tres partes.

OBRA COMPLETA