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A economia da América Lusa

De Atlas Digital da América Lusa

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O modelo caiopradiano não teve uma aceitação imediata mas influenciou os trabalhos de Celso Furtado, que em 1958 apresentava uma obra, Formação Econômica do Brasil,  na qual retomava a noção dual de colônia-metrópole como elemento chave na formação econômica do Brasil. A obra de Prado acabou se tornando uma referência fundamental com o passar dos anos e, especialmente, depois da publicação de “Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial”, de Fernando Novais, em 1979. Nesta obra, Novais retomava os princípios de Prado Jr. para apresentar seu modelo, baseado no estudo das relações comerciais entre Portugal e Brasil na virada dos séculos XVIII para o XIX. <ref>NOVAIS, Fernando A. Portugal e Brasil na crise do antigo sistema colonial (1777-1808). São Paulo: HUCITEC, 1989.</ref>
 
O modelo caiopradiano não teve uma aceitação imediata mas influenciou os trabalhos de Celso Furtado, que em 1958 apresentava uma obra, Formação Econômica do Brasil,  na qual retomava a noção dual de colônia-metrópole como elemento chave na formação econômica do Brasil. A obra de Prado acabou se tornando uma referência fundamental com o passar dos anos e, especialmente, depois da publicação de “Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial”, de Fernando Novais, em 1979. Nesta obra, Novais retomava os princípios de Prado Jr. para apresentar seu modelo, baseado no estudo das relações comerciais entre Portugal e Brasil na virada dos séculos XVIII para o XIX. <ref>NOVAIS, Fernando A. Portugal e Brasil na crise do antigo sistema colonial (1777-1808). São Paulo: HUCITEC, 1989.</ref>
  
Quase em paralelo a Novais, Ciro Cardoso destacava suas discordâncias de interpretação, apontando uma ênfase excessiva nos elementos externos da economia colonial (a extração de excedente voltando para a metrópole como principal elemento) e insistia que os elementos internos, como a exploração do trabalho escravo pelos senhores, seriam pontos de maior relevância. Para Ciro, a economia colonial tinha um modo de produção específico, não dependente da metrópole, denominado de “[[modo de produção escravista colonial]]”.<ref>CARDOSO, Ciro Flamarion. “As Concepções acerca do ‘Sistema Econômico Mundial’ e do ‘Antigo Sistema Colonial’; a Preocupação obsessiva com a ‘Extração de Excedente’”. In Modos de produção e realidade brasileira, organizado por José Roberto do Amaral LAPA, 109–32. Petrópolis: Vozes, 1980.</ref><ref>CARDOSO, Ciro. “O modo de produção escravista colonial na América”. In America Colonial, ensaios, organizado por Théo Araujo SANTIAGO. Rio de Janeiro: Pallas, 1975.</ref>. Sobre o Modo de Produção escravista colonial, também é importante ver a visão de Gorender: GORENDER, Jacob. O escravismo colonial. São Paulo: Ática, 1978.
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Quase em paralelo a Novais, Ciro Cardoso destacava suas discordâncias de interpretação, apontando uma ênfase excessiva nos elementos externos da economia colonial (a extração de excedente voltando para a metrópole como principal elemento) e insistia que os elementos internos, como a exploração do trabalho escravo pelos senhores, seriam pontos de maior relevância. Para Ciro, a economia colonial tinha um modo de produção específico, não dependente da metrópole, denominado de “[[modo de produção escravista colonial]]”.<ref>CARDOSO, Ciro Flamarion. “As Concepções acerca do ‘Sistema Econômico Mundial’ e do ‘Antigo Sistema Colonial’; a Preocupação obsessiva com a ‘Extração de Excedente’”. In Modos de produção e realidade brasileira, organizado por José Roberto do Amaral LAPA, 109–32. Petrópolis: Vozes, 1980.</ref><ref>CARDOSO, Ciro. “O modo de produção escravista colonial na América”. In America Colonial, ensaios, organizado por Théo Araujo SANTIAGO. Rio de Janeiro: Pallas, 1975.</ref>.<ref> Sobre o Modo de Produção escravista colonial, também é importante ver a visão de Gorender: GORENDER, Jacob. O escravismo colonial. São Paulo: Ática, 1978.</ref>
  
  
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===O comércio===
 
===O comércio===
Certamente os maiores parceiros comerciais da América Portuguesa estavam dentro do Império Português, especialmente a metrópole e suas colônias africanas, com destaque para Angola. Contudo, há uma contínua troca com outra regiões, como com o Rio da Prata, o Peru, com as possessões lusitanas na Índia e, de modo ilegal, com diversos outros impérios europeus. É difícil avaliar com exatidão o volume dos negócios efetuados ao longo do tempo, mas as trocas certamente se intensificam no século XVIII. Por outro lado, o comércio dentro da América Portuguesa sempre existiu, como já foi demonstrado por diversos autores. Salvador e Pernambuco se destacam nos primeiros dois séculos com base na navegação de cabotagem e, durante o século XVIII, Rio de Janeiro e Salvador disputam os mercados do interior através da ação de seus homens de negócios (ou negociantes de grosso trato, como se dizia na época). Na segunda metade do século XVIII, também por conta do incremento dos caminhos no interior, outras conexões se estabelecem, unindo, por exemplo, o Sul com as capitanias de São Paulo e Minas, estas com Goiás e Mato Grosso e, daí, conectando o norte por via fluvial ou os sertões da Bahia, Piauí e Ceará pelo interior.<ref>CANABRAVA, Alice P. O comércio português no Rio da Prata (1580-1640). Belo Horizonte/São Paulo: Itatiaia/EdUSP, 1984.</ref>FRAGOSO, João. Homens de Grossa Aventura: acumulação e hierarquia na praça mercantil do Rio de Janeiro (1790-1830). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.<ref>OSÓRIO, Helen. “Estancieiros, Lavradores e Comerciantes na Constituição da Estremadura Portuguesa na América (Rio Grande de São Pedro, 1737-1822)”. CPGH/UFF, 1999.</ref><ref>Chambouleyron, Rafael. “Escravos do Atlântico equatorial: tráfico negreiro para o Estado do Maranhão e Pará (século XVII e início do século XVIII)”. Revista Brasileira de História 26, no 52 (2006): 79–114.</ref><ref>GIL, Tiago. Coisas do Caminho. Tropas e tropeiros do Viamão à Sorocaba. Rio de Janeiro: UFRJ, 2009.</ref>
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Certamente os maiores parceiros comerciais da América Portuguesa estavam dentro do Império Português, especialmente a metrópole e suas colônias africanas, com destaque para Angola. Contudo, há uma contínua troca com outra regiões, como com o Rio da Prata, o Peru, com as possessões lusitanas na Índia e, de modo ilegal, com diversos outros impérios europeus. É difícil avaliar com exatidão o volume dos negócios efetuados ao longo do tempo, mas as trocas certamente se intensificam no século XVIII. Por outro lado, o comércio dentro da América Portuguesa sempre existiu, como já foi demonstrado por diversos autores. Salvador e Pernambuco se destacam nos primeiros dois séculos com base na navegação de cabotagem e, durante o século XVIII, Rio de Janeiro e Salvador disputam os mercados do interior através da ação de seus homens de negócios (ou negociantes de grosso trato, como se dizia na época). Na segunda metade do século XVIII, também por conta do incremento dos caminhos no interior, outras conexões se estabelecem, unindo, por exemplo, o Sul com as capitanias de São Paulo e Minas, estas com Goiás e Mato Grosso e, daí, conectando o norte por via fluvial ou os sertões da Bahia, Piauí e Ceará pelo interior.<ref>CANABRAVA, Alice P. O comércio português no Rio da Prata (1580-1640). Belo Horizonte/São Paulo: Itatiaia/EdUSP, 1984.</ref><ref>FRAGOSO, João. Homens de Grossa Aventura: acumulação e hierarquia na praça mercantil do Rio de Janeiro (1790-1830). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.</ref><ref>OSÓRIO, Helen. “Estancieiros, Lavradores e Comerciantes na Constituição da Estremadura Portuguesa na América (Rio Grande de São Pedro, 1737-1822)”. CPGH/UFF, 1999.</ref><ref>Chambouleyron, Rafael. “Escravos do Atlântico equatorial: tráfico negreiro para o Estado do Maranhão e Pará (século XVII e início do século XVIII)”. Revista Brasileira de História 26, no 52 (2006): 79–114.</ref><ref>GIL, Tiago. Coisas do Caminho. Tropas e tropeiros do Viamão à Sorocaba. Rio de Janeiro: UFRJ, 2009.</ref>
  
  

Edição de 11h49min de 8 de abril de 2019

por Tiago GIL
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A economia colonial é tema de grande polêmica e não é possível contar sua história de modo breve sem fazer referência a um modelo de explicação em particular. A própria ideia de que haveria uma economia colonial brasileira com suas especificidades é questionável e encontra maior ou menor aceitação de acordo com o modelo e com a ênfase que este último dá para fatores internos ou externos.[1]

O debate sobre a economia da América Portuguesa foi um dos temas mais destacados pela historiografia desde a década de 1930. A apresentação de modelos para compreensão da dinâmica econômica no período, em particular, foi o elemento central dos debates dos últimos 80 anos. Independente do modelo, a complexidade do objeto sempre foi destacada e uma multiplicidade de abordagens são possíveis para sua compreensão. Neste verbete, vamos apresentar de modo rápido os termos do debate, apresentando, na sequência, um resumo do estado da arte sobre a produção, a circulação, o consumo, o trabalho e outros conceitos econômicos.[2][3]



Tabela de conteúdo

A historiografia da da economia colonial

O debate sobre a economia colonial se inicia com o trabalho pioneiro de Roberto Simonsen, ‘’História Econômica do Brasil, 1500-1820’’, de 1937, no qual faz um detalhado panorama das atividades econômicas do Brasil colonial que acabou gerando a noção dos “ciclos” econômicos de certos produtos, como ficaram famosos os surtos do pau-brasil, açúcar, ouro e fumo. [4]


Nos anos posteriores Caio Prado Júnior inaugura outra forma de interpretar a economia e a sociedade colonial, criando o modelo no qual a colônia era uma unidade produtora de matérias primas para a metrópole (ou metrópoles, considerando a sombra da Inglaterra sobre Portugal), algo particularmente saliente na obra “Formação do Brasil Contemporâneo”, de 1942, onde é desenvolvido o chamado “Sentido da colonização”, que enfatiza o caráter de exportador de produtos primários do Brasil, em uma situação de dependência da metrópole.[5] [6]

O modelo caiopradiano não teve uma aceitação imediata mas influenciou os trabalhos de Celso Furtado, que em 1958 apresentava uma obra, Formação Econômica do Brasil, na qual retomava a noção dual de colônia-metrópole como elemento chave na formação econômica do Brasil. A obra de Prado acabou se tornando uma referência fundamental com o passar dos anos e, especialmente, depois da publicação de “Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial”, de Fernando Novais, em 1979. Nesta obra, Novais retomava os princípios de Prado Jr. para apresentar seu modelo, baseado no estudo das relações comerciais entre Portugal e Brasil na virada dos séculos XVIII para o XIX. [7]

Quase em paralelo a Novais, Ciro Cardoso destacava suas discordâncias de interpretação, apontando uma ênfase excessiva nos elementos externos da economia colonial (a extração de excedente voltando para a metrópole como principal elemento) e insistia que os elementos internos, como a exploração do trabalho escravo pelos senhores, seriam pontos de maior relevância. Para Ciro, a economia colonial tinha um modo de produção específico, não dependente da metrópole, denominado de “modo de produção escravista colonial”.[8][9].[10]


No final dos anos 1980 e início dos anos 1990, Fragoso e Florentino abriram uma nova frente de debate, ao enfatizar (a partir dos estudos de Ciro Cardoso e Maria Ieda Linhares) os elementos internos da economia da América Portuguesa, especialmente o trabalho escravo e a permanência dos excedentes na colônia, em função do desenvolvimento de um mercado interno. Estas obras influenciaram diversos trabalhos dos anos sucessivos, provocando um intenso debate com autores de matriz caiopradiana e furtadianos.[11][12][13]

Na margem dos modelos, temos diversos trabalhos, que buscaram contar histórias de certos processos, sem contudo ambicionar o estabelecimento de modelos que fossem generalizáveis. Podem ser dados, como exemplo, os trabalhos de Mafalda Zemela, Alice Canabrava e Sérgio Buarque de Holanda, mesmo que outras tantas contribuições regionais feitas durante este largo período tenham enorme qualidade.[14][15][16]


A produção

Os produtos mais destacados durante o período colonial foram, certamente, açúcar, ouro e tabaco, além de pau-brasil e café. Mas isso está longe de ser completo e muito mais errado seria pensar que essas produções se sucederam no tempo, ou seja, quando acaba uma, começa outra. A produção de cana começou ainda na primeira metade do século XVI e nunca acabou, sendo até hoje um elemento importante da pauta produtiva nacional. Mesmo durante o auge do ouro, a produção de açúcar era muito expressiva e possivelmente trouxe maior renda que o metal dourado.[17].

Por outro lado, a imagem tradicionalmente associada entre Minas e o ouro, apesar de correta, tampouco é completa. Minas certamente proporcionou algumas das maiores jazidas do mundo, mas não fora o único local de produção do minério: Mato Grosso e Goiás tiveram seus veios e, no interior da Bahia, Jacobina teve destaque, como o teve Curitiba no século XVII e Apiaí no XVIII.[18]

A segunda metade do século XVIII, contudo, assiste ao maior processo de diversificação das atividades produtivas durante o período colonial, em espaços igualmente diversos: gado no Piauí, no sertão do Rio São Francisco, no Rio Grande de São Pedro e Curitiba. Pesca da baleia no Rio de Janeiro, Salvador e outras cidades marítimas. Algodão em São Paulo, Paraíba e Pernambuco. Corantes, trigo e vários outros produtos, de consumo interno ou exportação, brotavam por diversas regiões.[19][20]


O comércio

Certamente os maiores parceiros comerciais da América Portuguesa estavam dentro do Império Português, especialmente a metrópole e suas colônias africanas, com destaque para Angola. Contudo, há uma contínua troca com outra regiões, como com o Rio da Prata, o Peru, com as possessões lusitanas na Índia e, de modo ilegal, com diversos outros impérios europeus. É difícil avaliar com exatidão o volume dos negócios efetuados ao longo do tempo, mas as trocas certamente se intensificam no século XVIII. Por outro lado, o comércio dentro da América Portuguesa sempre existiu, como já foi demonstrado por diversos autores. Salvador e Pernambuco se destacam nos primeiros dois séculos com base na navegação de cabotagem e, durante o século XVIII, Rio de Janeiro e Salvador disputam os mercados do interior através da ação de seus homens de negócios (ou negociantes de grosso trato, como se dizia na época). Na segunda metade do século XVIII, também por conta do incremento dos caminhos no interior, outras conexões se estabelecem, unindo, por exemplo, o Sul com as capitanias de São Paulo e Minas, estas com Goiás e Mato Grosso e, daí, conectando o norte por via fluvial ou os sertões da Bahia, Piauí e Ceará pelo interior.[21][22][23][24][25]


Trabalho

O trabalho durante o período colonial foi majoritariamente feito por pessoas escravizadas em África ou seus descendentes, como também pelos índios, “os “negros da terra”, e isso não apenas para o trabalho pesado da cana, por exemplo, mas também para atividades de administração de engenho, venda de objetos pelas ruas, transporte através das canoas pelos rios e todo tipo de artesanato. Por outro lado, havia também o trabalho livre e camponês, especialmente nas regiões que não tinham condições de adquirir mão de obra escravizada.[26][27][28][29]



O consumo

Certamente o consumo é um dos capítulos menos conhecidos da história econômica da América Portuguesa. Poucos trabalhos avançaram por este tema. Sabe-se, por exemplo, que a mandioca é certamente um dos produtos mais utilizados na alimentação, em todas as regiões da colônia e mesmo na periferia da lavoura de exportação. As variações alimentares são enormes, dependendo da região e da época. O consumo de itens de vestuário é também pouco conhecido, mas sabe-se, por exemplo, que artefatos de tecido eram transmitidos de geração a geração, uma vez que os custos eram elevados, já que todo o vestuário era produto do artesanato.[30][31]


Referências

  1. Agradeço especialmente ao professor Carlos Gabriel Guimarães, que fez uma importante revisão deste texto
  2. FRAGOSO & FLORENTINO. O arcaísmo como projeto: mercado atlântico, sociedade agrária e elite mercantil em uma economia colonial tardia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.
  3. Mariutti, Eduardo Barros e Mário Danieli Neto. "Mercado interno colonial e grau de autonomia: críticas às propostas de João Luís Fragoso e Manolo Florentino." Estudos Econômicos (São Paulo) 31.2 (2001): 369-393.
  4. SIMONSEN, Roberto Cochrane. História Econômica do Brasil (1500-1820). São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1967.
  5. PRADO Jr., Caio. Formação do Brasil Contemporâneo. Colônia. São Paulo: Brasiliense, 1979.
  6. PRADO Jr., Caio. História Econômica do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1983.
  7. NOVAIS, Fernando A. Portugal e Brasil na crise do antigo sistema colonial (1777-1808). São Paulo: HUCITEC, 1989.
  8. CARDOSO, Ciro Flamarion. “As Concepções acerca do ‘Sistema Econômico Mundial’ e do ‘Antigo Sistema Colonial’; a Preocupação obsessiva com a ‘Extração de Excedente’”. In Modos de produção e realidade brasileira, organizado por José Roberto do Amaral LAPA, 109–32. Petrópolis: Vozes, 1980.
  9. CARDOSO, Ciro. “O modo de produção escravista colonial na América”. In America Colonial, ensaios, organizado por Théo Araujo SANTIAGO. Rio de Janeiro: Pallas, 1975.
  10. Sobre o Modo de Produção escravista colonial, também é importante ver a visão de Gorender: GORENDER, Jacob. O escravismo colonial. São Paulo: Ática, 1978.
  11. FRAGOSO, João, e Manolo FLORENTINO. O arcaísmo como projeto : mercado atlântico, sociedade agrária e elite mercantil no Rio de Janeiro, c.1790-c.1840. Rio de Janeiro: Diadorim, 1993.
  12. FRAGOSO, João. Homens de Grossa Aventura: acumulação e hierarquia na praça mercantil do Rio de Janeiro (1790-1830). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.
  13. FLORENTINO, Manolo. Em costas negras: uma história do tráfico de escravos entre a África e o Rio de Janeiro - séculos XVIII e XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
  14. ZEMELLA, Mafalda P. O Abastecimento da Capitania das Minas Gerais no Século XVIII. São Paulo: Hucitec/EDUSP, 1990.
  15. CANABRAVA, Alice. O comércio português no Rio da Prata (1580-1640). Belo Horizonte/São Paulo: Itatiaia/EdUSP, 1984
  16. HOLANDA, Sérgio Buarque de. Caminhos e Fronteiras. São Paulo: Companhia das Letras, 1995
  17. Arruda, José Jobson de Andrade. O Brasil no comércio colonial. Ed. Ática, 1980.
  18. SIMONSEN, Roberto Cochrane. História Econômica do Brasil (1500-1820). São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1967.
  19. PESAVENTO, Fábio. Um pouco antes da Corte: a economia do Rio de Janeiro na segunda metade do setecentos. Jundiaí: Paco Editorial, 2013.
  20. Ramalho, João Pedro Galvão, Carlos Carvalho, Nayara Rocha, Carlos Henrique Alves dos Reis, Felipe Ponce de Leon, Manoel Rendeiro, Leonardo Barleta, et al. Atlas Histórico da América Lusa. Porto Alegre: Ladeira Livros, 2016.
  21. CANABRAVA, Alice P. O comércio português no Rio da Prata (1580-1640). Belo Horizonte/São Paulo: Itatiaia/EdUSP, 1984.
  22. FRAGOSO, João. Homens de Grossa Aventura: acumulação e hierarquia na praça mercantil do Rio de Janeiro (1790-1830). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.
  23. OSÓRIO, Helen. “Estancieiros, Lavradores e Comerciantes na Constituição da Estremadura Portuguesa na América (Rio Grande de São Pedro, 1737-1822)”. CPGH/UFF, 1999.
  24. Chambouleyron, Rafael. “Escravos do Atlântico equatorial: tráfico negreiro para o Estado do Maranhão e Pará (século XVII e início do século XVIII)”. Revista Brasileira de História 26, no 52 (2006): 79–114.
  25. GIL, Tiago. Coisas do Caminho. Tropas e tropeiros do Viamão à Sorocaba. Rio de Janeiro: UFRJ, 2009.
  26. CARDOSO, Ciro. “O modo de produção escravista colonial na América”. In America Colonial, ensaios, organizado por Théo Araujo SANTIAGO. Rio de Janeiro: Pallas, 1975.
  27. Klein, Herbert, e Francisco Vidal-Luna. Escravismo no Brasil. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. IMESP, 2010.
  28. Monteiro, John. Negros da Terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
  29. FRAGOSO, João. Homens de Grossa Aventura: acumulação e hierarquia na praça mercantil do Rio de Janeiro (1790-1830). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.
  30. FARIA, Sheila de Castro. A Colônia em Movimento: fortuna e família no cotidiano colonial. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998.
  31. BARICKMAN, B. J. Um contraponto baiano: açúcar, fumo, mandioca e escravidão no Recôncavo, 1780-1860. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.



Citação deste verbete
Autor do verbete: Tiago GIL
Como citar: GIL, Tiago. "A economia da América Lusa". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/A_economia_da_Am%C3%A9rica_Lusa. Data de acesso: 14 de novembro de 2019.



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