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Angra dos Santos Reis da Ilha Grande

De Atlas Digital da América Lusa

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Foi uma [[vila]] fundada em 1608, na primeira vez e em 1624, na segunda oportunidade, uma vez que a povoação original foi deslocada para outro lugar. Ocupando originalmente uma pequena baía defronte e [[Ilha da Gipóia]], foi depois deslocada para leste da mesma península onde hoje está a cidade de Angra dos Reis. O motivo da mudança foi o assassinato do padre [[Luiz dos Santos Figueira]], em 1617. A prelazia do Rio de Janeiro teria condicionado o envio de novo padre até que a vila abrigasse descendentes do assassino, [[Manual Antunes]].<ref>[[(Abreu, 1994)]]</ref>
 
Foi uma [[vila]] fundada em 1608, na primeira vez e em 1624, na segunda oportunidade, uma vez que a povoação original foi deslocada para outro lugar. Ocupando originalmente uma pequena baía defronte e [[Ilha da Gipóia]], foi depois deslocada para leste da mesma península onde hoje está a cidade de Angra dos Reis. O motivo da mudança foi o assassinato do padre [[Luiz dos Santos Figueira]], em 1617. A prelazia do Rio de Janeiro teria condicionado o envio de novo padre até que a vila abrigasse descendentes do assassino, [[Manual Antunes]].<ref>[[(Abreu, 1994)]]</ref>
  
Segundo [[(Araújo, 1820)|Pizarro e Araújo]], a [[freguesia]] ali já existia antes de 1593, mas não sabia-se desde quando. Pertencia originalmente à [[Capitania de São Vicente]], tendo depois passado para a [[Capitania de Itanhaém]] em 1561.<ref>[[(Araújo, 1820)]]</ref> Posteriormente, passou para a [[Capitania de São Paulo]] (depois de 1725)<ref>Como se observa na leitura do documento do Arquivo Ultramarino. AHU. Rio de Janeiro (avulsos), doc.: 1662</ref> e finalmente para a [[Capitania do Rio de Janeiro]], antes de 1753.<ref>Como se observa na leitura do documento do Arquivo Ultramarino. AHU. Rio de Janeiro (avulsos), doc.: 4674</ref>
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Segundo [[(Araújo, 1820)|Pizarro e Araújo]], a [[freguesia]] ali já existia antes de 1593, mas não sabia-se desde quando. Pertencia originalmente à [[Capitania de São Vicente]], tendo depois passado para a [[Capitania de Itanhaém]].<ref>[[(Araújo, 1820)]]</ref> Posteriormente, passou para a [[Capitania de São Paulo]] (depois de 1725)<ref>Como se observa na leitura do documento do Arquivo Ultramarino. AHU. Rio de Janeiro (avulsos), doc.: 1662</ref> e finalmente para a [[Capitania do Rio de Janeiro]], antes de 1753.<ref>Como se observa na leitura do documento do Arquivo Ultramarino. AHU. Rio de Janeiro (avulsos), doc.: 4674</ref>
  
 
Segundo as [[Notícias do Bispado do Rio de Janeiro]], de 1687, a povoação contava com ''152 fogos com 606 pessoas de comunhão''.<ref>[[Notícias do Bispado do Rio de Janeiro]]</ref>
 
Segundo as [[Notícias do Bispado do Rio de Janeiro]], de 1687, a povoação contava com ''152 fogos com 606 pessoas de comunhão''.<ref>[[Notícias do Bispado do Rio de Janeiro]]</ref>

Edição atual tal como 12h40min de 18 de maio de 2016

por Tiago Gil
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Foi uma vila fundada em 1608, na primeira vez e em 1624, na segunda oportunidade, uma vez que a povoação original foi deslocada para outro lugar. Ocupando originalmente uma pequena baía defronte e Ilha da Gipóia, foi depois deslocada para leste da mesma península onde hoje está a cidade de Angra dos Reis. O motivo da mudança foi o assassinato do padre Luiz dos Santos Figueira, em 1617. A prelazia do Rio de Janeiro teria condicionado o envio de novo padre até que a vila abrigasse descendentes do assassino, Manual Antunes.[1]

Segundo Pizarro e Araújo, a freguesia ali já existia antes de 1593, mas não sabia-se desde quando. Pertencia originalmente à Capitania de São Vicente, tendo depois passado para a Capitania de Itanhaém.[2] Posteriormente, passou para a Capitania de São Paulo (depois de 1725)[3] e finalmente para a Capitania do Rio de Janeiro, antes de 1753.[4]

Segundo as Notícias do Bispado do Rio de Janeiro, de 1687, a povoação contava com 152 fogos com 606 pessoas de comunhão.[5]

Segundo Pais Leme, apesar de pertencer à Capitania de São Paulo, as causas cíveis e criminais eram resolvidas na jurisdição da Capitania do Rio de Janeiro.[6]


[editar] Referências

  1. (Abreu, 1994)
  2. (Araújo, 1820)
  3. Como se observa na leitura do documento do Arquivo Ultramarino. AHU. Rio de Janeiro (avulsos), doc.: 1662
  4. Como se observa na leitura do documento do Arquivo Ultramarino. AHU. Rio de Janeiro (avulsos), doc.: 4674
  5. Notícias do Bispado do Rio de Janeiro
  6. LEME, Pedro Taques de Almeida Paes. História da Capitania de São Vicente. Brasília: Senado Federal, 2014. p.122



Citação deste verbete
Autor do verbete: Tiago Gil
Como citar: GIL, Tiago. "Angra dos Santos Reis da Ilha Grande". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Angra_dos_Santos_Reis_da_Ilha_Grande. Data de acesso: 12 de novembro de 2019.



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