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Batterye

De Atlas Digital da América Lusa

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[[Category: Coleção Levy Pereira]]

Edição de 12h24min de 7 de janeiro de 2013

Coleção Levy Pereira


Batterye

sem nome no BQPPB


Natureza: forte


Mapa: PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS BOREALIS, una cum PRÆFECTURA de ITÂMARACÂ


Capitania: PARANAMBVCA

Forte no 'Cabo ᵭ S. Ago∫tinho', lado sul.

Assinalado com símbolo, sem nome, no BQPPB.


Nome atual: Forte Castelo do Mar, no Cabo de Santo Agostinho, litoral de Pernambuco.


Nomes históricos: Batterye; BattԐrÿ; Castrum Maritimum; Arx maritima.

■ '

Nota:

alguns estudiosos o denominam 'Reduto da Barra de N. S. de Nazaré', ao nosso ver e estritamente considerando as informações no contexto do período holandes, designação inapropriada, pois realmente havia o reduto, fortificação que dava proteção à 'Batterye' para esta não ser atacada por trás, o 'Redout' representado no mapa (Laet, 1644), Afbeeldinghe van de CABO St AVGVSTIN ende Forten e comentado em (Nassau-Siegen; Dussen; Keullen - 1638), pg. 116, posteriormente ao período holandes, ampliado, e cujas ruínas são hoje conhecidas como Quartel Velho.

Também, dentro desse contexto, denominado inadequadamente de 'Forte de Nossa Senhora do Nazaré', que efetivamente foi fortificação edificada junto à igreja (e ermida) de Nossa Senhora de Nazaré, a 'Nazaretta' dos mapas (Laet, 1644), Afbeeldinghe van de CABO St AVGVSTIN ende Forten e (Barléu, 1647), prancha #36, 'CAP S. AUGVSTINI', e citada por (Pereira da Costa, 1951), Volume 5, Ano 1720, pg. 315:

"O convento de Nazaré foi fundado ao lado de uma capela com aquela invocação, sobre cuja construção nada há de positivo, porquanto variam as datas mencionadas, nomeadamente um documento que temos presente, que diz que foi fundada pelos anos de 1617, e o autor do Santuário Mariano, que a ermida de N.S. de Nazaré foi construída pelos anos de 1627. O que não resta dúvida é que já estava edificada em 1632, porquanto, construindo-se na localidade uma fortificação regular para a defesa do porto e da povoação, ficou dentro dos seus baluartes a pequena ermida de N. S. de Nazaré, vindo daí a denominação do forte. Um velho monje, na frase de Richshoffer, aprisionado pelos holandeses quando em 1631 saquearam e incendiaram a povoação, era naturalmente o seu ermitão.

Ocupada a povoação pelos holandeses em 1635, com a capitulação do forte, e posteriormente por eles arrasado, por imprestável, porquanto, por demais afastado da barra não a defendia e nem tão pouco a localidade, foi também a ermida arrasada, como é de supor; e daí, como encontramos em uma notícia inédita, a construção de uma capela sob a mesma invocação em 1640, fundada por Pedro Dias da Fonseca, em terras que então pertenciam ao engenho Salgado, que compreendiam o outeiro de Nazaré, e chegavam até o Porto de Galinhas, ao Sul do Cabo de Santo Agostinho.".

■ ====Citações====

►Mapa PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 CAPITANIA DE PHARNAMBOCQVE, plotado com o símbolo, 'DԐr ∂u∫∫Ԑn', no 'C. Do St. Agostinha'.


Nota: o mapa (Barléu, 1647), prancha #36, mostra o Forte Dussen localizado noutra posição, no Pontal, mais próximo ao 'Fort Gyseling'.

►Mapa (Laet, 1644), Afbeeldinghe van de CABO St AVGVSTIN ende Forten, 'Batterye' (BattԐrÿ), desenhado na ponta sudeste do 'CABO ST. AVGVSTIN', protegendo a 'Incomen vande haven' ('Inkomen van ∂Ԑ HavԐn' - entrada da baía).

►(Barléu, 1647):

@ prancha #36, 'CAP S. AUGVSTINI', mapa da área, 'Castrum Maritimum', desenhado na ponta sudeste do 'CAP S. AUGVSTINI.', protegendo a 'O∫tium Portus' (entrada do porto).

@ prancha #37, 'CAPVT S. AVGUSTINI', vista do cabo, assinalada com a letra D, 'D. Arx maritima'.

►Mapa PE (Orazi, 1698) PROVINCIA DI PERNAMBVCO, plotado, sem nome, na ponta sudeste do 'Cabo ᵭS. Agostinno'.

►(Nassau-Siegen; Dussen; Keullen - 1638), pg. 116, discorre sobre a situação dessa bateria:

"Para ter em nosso poder o dito porto, é necessário levantar um forte sobre o Pontal, porém situado mais para dentro do que se achava o reduto, com o que se evitará que fique exposto ao mar, e ao mesmo tempo servirá para dominar o porto, segurá-lo melhor do que antes estava, e manter também a bateria sobre a barra, que aí sempre existiu. E verdade que esta bateria não poderia ser defendida, se algum inimigo desembarcasse com bastante poder: é aberta por trás e não pode ser fechada, de modo que o inimigo poderia chegar até aí encobertamente, porque esta bateria fica abaixo de dois montes altos, donde se pode fazer fogo com mosquetes diretamente contra ela, e não é possível livrá-la deste perigo por meio de uma muralha, por muito alta que se a faça. Para defender a mesma bateria há somente um reduto, que fica sobre o mais meridional daqueles dois montes, donde se faz fogo contra o outro, e assim se defende de algum modo a bateria da barra.".

►(Dussen, 1640), pg. 205-206:

"Segue-se a bateria ao pé do morro, na barra ou entrada do porto, construída de pedra, muito boa e segura para castigar os navios que entrarem, mas é aberta por detrás e não pode ser fechada de modo a oferecer aos que estejam no interior dela, garantia e cobertura, em conseqüência de dois altos morros abaixo dos quais está. Aí se encontram 3 peças de ferro de 4 lb. ".

►(Pereira da Costa, 1951):

@ Volume 2, Ano 1630, pg. 535-536:

«"Vendo-se os nossos governadores desamparados de socorros, escreve um cronista do tempo, trataram de aproveitar todos os meios possíveis para tornar a defesa mais eficaz. Assentaram assim em 1648, primeiramente, que as forças reunidas eram mais fortes, e para esse fim ...

Mandaram que se conservasse a fortaleza do Arraial e a da Bateria, tirando desta a artilharia de bronze para a fortaleza do pontal de Nazaré, que necessitava dela.".

@ Volume 2, Ano 1631, pg. 566:

"Em março de 1634 atacam de novo o posto, também sem resultado, mas apoderam-se de 1.300 caixas de açúcar e grande quantidade de pau-brasil, que acharam embarcados em quinze pequenos navios que estavam fundeados no porto, e dos quais se apossaram. Os moradores por sua vez, vendo que não podiam resistir ao inimigo, incendiaram os depósitos de açúcar e fazendas situados na povoação, para não lhes cair nas mãos. Fortificaram-se então os holandeses no Pontal, e o mesmo fizeram na Ilha do Borges, que ficava da parte oposta, à qual puseram o nome de Walcheren, chamando Gysselingh ao pequeno forte que ali levantaram.".






Citação deste verbete
Autor do verbete: Levy Pereira
Como citar: PEREIRA, Levy. "Batterye". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Batterye. Data de acesso: 17 de setembro de 2019.


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