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Capitania de São Vicente

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Essa disputa teve seu auge com o litígio iniciado em 1621 entre [[D. Luís de Castro, conde de Monsanto]] e [[D. Mariana de Sousa Guerra, condessa de Vimieiro]], então donatária da [[capitania de São Vicente]] . A demarcação feita por [[Fernão Vieira Tavares]] em 1623 dava ao conde a posse dos  territórios onde estavam localizadas as vilas de [[São Vicente]], [[São Paulo]] e [[Santana  de Mogi das Cruzes]]. Diante da perda de grande parte de seu domínio, a [[condessa de Vimieiro]] fez da vila [[Nossa Senhora de Itanhaém]] a cabeça de suas terras. A partir daí, os domínios pertencentes ao [[conde de Monsanto]] seriam chamados de [[capitania de São Vicente]] e os domínios da condessa passariam a ser conhecidos como [[capitania de Itanhaém]]. <ref>SILVA, Maria Beatriz Nizza da; BACELLAR, Carlos de Almeida Prado; GOLDSCHMIDT, Eliana Maria Rea; NEVES, Lucia Maria Bastos Pereira Das (Org). História de São Paulo colonial. São Paulo: Editora UNESP, 2009.</ref>. A disputa entre as duas casas se estenderia até 1679, quando [[Francisco Luís Carneiro de Sousa]] passa a ser donatário das capitanias de [[capitania de São Vicente|São Vicente]] e [[capitania de Itanhaém|Itanhaém]] e a [[vila de São Vicente]] volta a ser cabeça de capitania.  
 
Essa disputa teve seu auge com o litígio iniciado em 1621 entre [[D. Luís de Castro, conde de Monsanto]] e [[D. Mariana de Sousa Guerra, condessa de Vimieiro]], então donatária da [[capitania de São Vicente]] . A demarcação feita por [[Fernão Vieira Tavares]] em 1623 dava ao conde a posse dos  territórios onde estavam localizadas as vilas de [[São Vicente]], [[São Paulo]] e [[Santana  de Mogi das Cruzes]]. Diante da perda de grande parte de seu domínio, a [[condessa de Vimieiro]] fez da vila [[Nossa Senhora de Itanhaém]] a cabeça de suas terras. A partir daí, os domínios pertencentes ao [[conde de Monsanto]] seriam chamados de [[capitania de São Vicente]] e os domínios da condessa passariam a ser conhecidos como [[capitania de Itanhaém]]. <ref>SILVA, Maria Beatriz Nizza da; BACELLAR, Carlos de Almeida Prado; GOLDSCHMIDT, Eliana Maria Rea; NEVES, Lucia Maria Bastos Pereira Das (Org). História de São Paulo colonial. São Paulo: Editora UNESP, 2009.</ref>. A disputa entre as duas casas se estenderia até 1679, quando [[Francisco Luís Carneiro de Sousa]] passa a ser donatário das capitanias de [[capitania de São Vicente|São Vicente]] e [[capitania de Itanhaém|Itanhaém]] e a [[vila de São Vicente]] volta a ser cabeça de capitania.  
 
A capitania foi incorporada, através de compra, aos territórios da Coroa em 1709 e passou a integrar a [[Capitania de São Paulo e Minas de Ouro]]. [[Pedro Taques de Almeida Paes Leme]], na obra ''História da Capitania de São Vicente'', afirma, no entanto, que  os territórios incorporados à Coroa não compreendiam toda a antiga [[capitania de São Vicente]]. As vilas de [[São Vicente]], de [[Santos]] e de [[São Paulo]] teriam permanecido sob o domínio do donatário da região, o [[Marquês de Cascais]].  
 
A capitania foi incorporada, através de compra, aos territórios da Coroa em 1709 e passou a integrar a [[Capitania de São Paulo e Minas de Ouro]]. [[Pedro Taques de Almeida Paes Leme]], na obra ''História da Capitania de São Vicente'', afirma, no entanto, que  os territórios incorporados à Coroa não compreendiam toda a antiga [[capitania de São Vicente]]. As vilas de [[São Vicente]], de [[Santos]] e de [[São Paulo]] teriam permanecido sob o domínio do donatário da região, o [[Marquês de Cascais]].  
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Edição de 07h17min de 15 de maio de 2015

por Nayara Rocha


A Capitania de São Vicente foi fundada em 1534 e permaneceu com esse nome até 1709, quando o seu território, o da Capitania de Santo Amaro e os territórios recém-descobertos das minas foram incorporados e passaram a ser denominados Capitania de São Paulo e Minas de Ouro.

Histórico

As capitanias de São Vicente e Santo Amaro foram doadas pelo rei d. João III aos irmãos Martim Afonso de Sousa e Pero Lopes de Sousa em 1534, com a implantação do sistema de capitanias hereditárias. Inicialmente, os limites de São Vicente estendiam-se da margem do rio São Francisco do Sul à ilha de Santo Amaro (atual Guarujá), tendo como principais núcleos as vilas de São Vicente, São Paulo, Mogi das Cruzes e Taubaté [1]. Os territórios das duas capitanias se alargaram ao longo do tempo e sempre careceram de uma delimitação precisa, sendo matéria de disputa entre os herdeiros de Martim Afonso de Sousa e os de seu irmão. Essa disputa teve seu auge com o litígio iniciado em 1621 entre D. Luís de Castro, conde de Monsanto e D. Mariana de Sousa Guerra, condessa de Vimieiro, então donatária da capitania de São Vicente . A demarcação feita por Fernão Vieira Tavares em 1623 dava ao conde a posse dos territórios onde estavam localizadas as vilas de São Vicente, São Paulo e Santana de Mogi das Cruzes. Diante da perda de grande parte de seu domínio, a condessa de Vimieiro fez da vila Nossa Senhora de Itanhaém a cabeça de suas terras. A partir daí, os domínios pertencentes ao conde de Monsanto seriam chamados de capitania de São Vicente e os domínios da condessa passariam a ser conhecidos como capitania de Itanhaém. [2]. A disputa entre as duas casas se estenderia até 1679, quando Francisco Luís Carneiro de Sousa passa a ser donatário das capitanias de São Vicente e Itanhaém e a vila de São Vicente volta a ser cabeça de capitania. A capitania foi incorporada, através de compra, aos territórios da Coroa em 1709 e passou a integrar a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro. Pedro Taques de Almeida Paes Leme, na obra História da Capitania de São Vicente, afirma, no entanto, que os territórios incorporados à Coroa não compreendiam toda a antiga capitania de São Vicente. As vilas de São Vicente, de Santos e de São Paulo teriam permanecido sob o domínio do donatário da região, o Marquês de Cascais.


Capitania de São Vicente






Bibliografia selecionada da Capitania de São Vicente


Referências

  1. BUENO, B. P. S. Dilatação dos confins: caminhos, vilas e cidades na formação da Capitania de São Paulo. Anais do Museu Paulista. São Paulo. N. Sér. v.17. n.2. p. 251-294. jul.- dez. 2009.
  2. SILVA, Maria Beatriz Nizza da; BACELLAR, Carlos de Almeida Prado; GOLDSCHMIDT, Eliana Maria Rea; NEVES, Lucia Maria Bastos Pereira Das (Org). História de São Paulo colonial. São Paulo: Editora UNESP, 2009.



Citação deste verbete
Autor do verbete: Nayara Rocha
Como citar: ROCHA, Nayara. "Capitania de São Vicente". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Capitania_de_S%C3%A3o_Vicente. Data de acesso: 28 de março de 2024.



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