Ações

Capitania de Sergipe d'El Rey

De Atlas Digital da América Lusa

Edição feita às 11h25min de 15 de maio de 2015 por Tiagogil (disc | contribs)

(dif) ← Versão anterior | ver versão atual (dif) | Versão posterior → (dif)

Capitania de Sergipe d'El Rey

Geometria
por Tiago Gil
Este site foi criado em uma Universidade Federal (UnB) e produz conteúdo de qualidade para todos (com a participação de diversos professores de outras instituições federais!).
Valorize esse patrimônio!
Diga não aos cortes!


Foi uma capitania do Estado do Brasil criada em 1590 onde originalmente estava a Capitania de Francisco Pereira Coutinho, conforme a divisão original das Capitanias Hereditárias.

Histórico

Segundo a divisão original das Capitanias Hereditárias, o território que posteriormente ocupou a Capitania de Sergipe d'El Rey pertencia ao donatario Francisco Pereira Coutinho, ou com a Capitania da Bahia, que se convencionou chamar depois.[1]

Contudo, a criação da assim chamada Capitania de Sergipe d'El Rey só ocorreu em 1590, por conta de combates entre portugueses, liderados por Cristóvão de Barros e grupos nativos.

Como narrou Frei Vicente do Salvador:

Aspa1.png Alcançada a vitória, e curados os feridos, armou Cristóvão de Barros alguns caravelões, como fazem na África, por provisão de el-rei, que para isso tinha, e fez repartição dos cativos, e das terras, ficando-lhe de uma coisa, e outra muito boa porção, com que fez ali uma grande fazenda de currais de gado, e outros a seu exemplo fizeram o mesmo, com que veio a crescer tanto pela bondade dos pastos, que dali se provêm de bois os engenhos da Bahia e Pernambuco, e os açougues de carne. Está Sergipe na altura de 11º graus e dois terços, por cuja barra com os batéis diante costumam entrar os franceses com naus de mais de cem toneladas, e vinham acabar de carregar da barra para fora, por ela não ter mais de três braças de baixa-mar; e assim ficou Cristóvão de Barros não só castigando os homicidas de seu pai, mas tirando esta colheita aos franceses, que ali iam carregar suas naus de pau-brasil, algodão, e pimenta da terra, e sobretudo franqueando o caminho de Pernambuco, e mais capitanias do norte, para esta Bahia, e daqui para elas, que dantes ninguém caminhava por terra, que o não matassem, e comessem os gentios, e o mesmo faziam aos navegantes, porque ali começa a enseada de Vasa-barris, onde se perdem muitos navios, por causa dos Recifes que lança muito ao mar, e os que escapavam do naufrágio não escapavam, de suas mãos, e dentes, donde hoje se caminha por terra com muita facilidade, e segurança, e vem, e vão cada dia com suas apelações, e o mais que lhes importa, sem esperarem seis meses para monção, como dantes faziam... Aspa2.png
Livro 4 - DA HISTORIA DO BRASIL DO TEMPO QUE O GOVERNOU Manuel Teles Barreto ATÉ A VINDA DO GOVERNADOR Gaspar de Souza - Capítulo 20 - Da guerra, que Cristóvão de Barros foi dar ao gentio de Sergipe


Lista das Vilas e Cidades da Capitania do Sergipe

São Cristóvão

Santo Antonio de Itabaiana

Santo Amaro das Brotas

Vila Nova de Santo Antonio do Rio de São Francisco

Vila Nova de Tomar

Propriá



Capitania de Sergipe






Bibliografia selecionada da Capitania de Sergipe


Referências

  1. Há grande polêmica sobre o território que realmente pertencia a Coutinho. Para ver parte desta discussão, ver PRADO, Ivo do. A Capitania de Sergipe e suas Ouvidorias: memoria sobre questões de limites. Rio de Janeiro: Papelaria Brazil, 1919



Citação deste verbete
Autor do verbete: Tiago Gil
Como citar: GIL, Tiago. "Capitania de Sergipe d'El Rey". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Capitania_de_Sergipe_d%27El_Rey. Data de acesso: 12 de novembro de 2019.



Baixe a referência bibliográfica deste verbete usando

BiblioAtlas recomenda o ZOTERO

(clique aqui para saber mais)

Informar erro nesta página