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Castello de S.Iorge, v. Landtcasteel (h.)

De Atlas Digital da América Lusa

Edição feita às 17h18min de 19 de julho de 2016 por Levypereira (disc | contribs)

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Coleção Levy Pereira


Castello de S.Iorge, v. Landtcasteel (h.)

Fortaleza na restinga entre 'Olinda' e 'Stede Reciff (f.)'.

Assinalado com a letra h no BQPPB.


Natureza: fortaleza.


Mapa: PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS BOREALIS, una cum PRÆFECTURA de ITÂMARACÂ.


Capitania: PARANAMBVCA.


Nome atual: este forte está destruído e sua área foi reocupada.

Situado no Recife Antigo, bairro da cidade de Recife-PE.


Nomes históricos: Castello de S.Iorge, v. Landtcasteel, Castԑԑl St. Jorge, Castelo de São Jorge, Fort S. Georgen, S. George, St. Georg, Castelo da Terra, Arx S. Georgy, Ca∫trum in terrestribus, Forte Velho, Forte de São Jorge, Forte de Terra.

Citações:

►Mapa REC (Albernaz, 1626/1627), desenhado, «Forte de terra», na restinga, entre a povoação, denominada «LVGAR DO RECIFE» e a «VILLA DE OLINDA».

►Imagem (Pascaert van de ghelegentheyt van Parnambuc betrocken door Hessel Gerritsz, 1630), desenhado, identificado com a letra a, «a 't Groot ƒort op 't Landt-recÿƒƒ, S. George geoemt.» nas legendas, na restinga entre a «Villa de Olinda de Pernambuco» e a povoação marcada com a letra d, «d Povo o∫t Dorp bÿ de Packhuy∫en».

►Imagem (Die stat Olinda de Phernambuco welche durch die Hollender im Februari 1630 Erobert worden, 1630), mostra duas imagens do ataque neerlandês, identificado sobre a restinga nas duas, «S George», na de cima, e «6 St. Georg», e «6 Große Schantz uffm Land Reciff» no quadro de legendas da imagem de baixo.

►Imagem (Entwerffung von Eroberung der Stadt Olinda so in der hauptmanschafft Pharnambuco gelegen, 1630), mostra o ataque neerlandês, identificando o forte com o número 6, desenhado sobre a restinga, «6. Die grosse Forte uffm Lande Reciff S. Georg..».

►Imagem (Olinda de Phernambuco. Auf der Reed nach dem leben abgezeichnet, 1634), mostra o ataque neerlandês, identificando o «S. Georgen.», construído sobre a restinga.

►Imagem (Das Norder theil des Lands Brasilien, 1634), mostra na imagem abaixo do mapa, o ataque neerlandês, identificando o «S. George», desenhado sobre a restinga.

O mapa plota um topônimo sem simbolo, presumivelmente o forte,«S. Geozge», situado entre «Recife d. la Mar», ao sul, e «Ponta d. marin» e «Villa D'Olinda de Pernambuco».

►Mapa (Drewisch, 1631) Grondt teyckeningh van het Eylandt Antoni Vaaz, het Recif ende vastelandt aende haven van Pernambuco in Brasil, desenhado na restinga, «Het groot Castԑԑl St. Jorge».

►Mapa Caerte van de Haven van Pharnambocque met de Stat Mouritia, 't Dorp Reciffo en Byleggende forten met alie gelengenheden van dien. In 't Jaer Anno 1639, desenhado na restinga, marcado com a letra N, «N: 't Lan∂t Ca∫tԑԑl gԑnaԑmt St. Jorge» na legenda.

►Mapa PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 CAPITANIA DE PHARNAMBOCQVE, plotado com o símbolo, sem nome, na restinga a oeste da «Ptº. ∂Ԑ Marin»,

►Mapa IT (IAHGP-Vingboons, 1640) #43 CAPITANIA DE I. TAMARICA, plotado com o símbolo, sem nome, na restinga ao sul da «villa ∂'Olin∂a ∂ĭ Pharnambo».

(Barléu, 1647):

@ prancha #33 'INSULA ANTONIJ VAAZIJ.', situação no ano de 1637, desenhado como «Arx S. Georgy», na restinga, entre o «MARE.» e o «FL. BIBERIBI.».

@ prancha #40 MAVRITIOPOLIS RECIFFA ET CIRCUM IACENTIA CASTRA, plotado como «Ca∫trum in terrestribus», na restinga, próximo ao «PORTVS».

►Mapa PC (Golijath, 1648) "Perfecte Caerte der gelegentheyt van Olinda de Pharnambuco MAURITS-STADT ende t RECIFFO", desenhado, «t´Lant Ca∫tԑԑl St. Jorge».

►Mapa ASB (Golijath, 1648) "Afbeeldinge van drie Steden in Brasil", desenhado, marcado com a letra H, «H: 't Lant genaemt St. JorgԐ» na legenda.

(Nassau-Siegen; Dussen; Keullen - 1638), pg. 119-120:

"Fora do Recife encontra-se primeiro o velho castelo denominado São Jorge. Achando-se este castelo muito arruinado, os administradores do hospital pediram-no para servir de enfermaria, com promessa de o repararem interiormente e conservarem-no a sua custa, utilizando-se dele até que seja necessário ao serviço militar e à defesa do Recife, o que resolvemos conceder-lhes para poupar despesas à Companhia, e porque este castelo é atualmente inútil, e se-lo-á talvez também para o futuro. Contudo ficaram aí todas as peças. ".

(Dussen, 1640), pg. 200:

"A distância de dois tiros de mosquete do Recife, em direção à cidade de Olinda, pelo istmo, está o Castelo de São Jorge, feito de pedra, tendo do lado da cidade de Olinda um baluarte e um meio-baluarte, de construção elevada e no qual estão 13 peças de ferro, 1 de 12 lb, 1 de 9 lb, 6 de 6 lb, 3 de 5 lb, 1 de 4 lb, 1 de 3 lb; domina o istmo e a barra.".

(Pereira da Costa, 1951):

@ Volume 1, Ano 1578, pg. 468:

"Posteriormente foi construído um outro forte, que também teve o mesmo nome de S. Jorge, mas em situação mais próxima ao ancoradouro, em frente ao da Lage, ou Picão, sobre os recifes, em cujo local campeia a capela de N. S. do Pilar.".

@ Volume 2, Ano 1597, pg. 119:

"... fortaleza do Brum, e mantendo a mesma largura do istmo, apenas se via, um pouco aquém daquela força, o velho e arruinado forte de S. Jorge, precisamente situado no local escolhido para a construção da capela do Pilar, ...".

@ Volume 2, Ano 1599, Março, 2, pg. 503-509:

"Rua de São Jorge — É a velha Rua do Pilar, que recebeu esta nova denominação em 1770 — para comemorar que naquele lugar existiu o forte de S. Jorge, que tão célebre se tornou pela resistência aos holandeses em 1630.".

@ Volume 2, Ano 1630, Março, 2, pg. 503-509, registradas minuciosas informações sobre o Forte de São Jorge, donde destacamos:

@ pg. 504, construído entre 1603 e 1612:

"Vê-se assim, segundo documentação da época, que o forte de S. Jorge, ou Forte Velho, não foi assim chamado — depois da fundação do do Brum,— como se tem dito, e sim porque foi de fundação anterior ao da Lajem, ou do Picão, o Forte Novo, do qual particularmente nos ocupamos em 1614.

O Forte Velho, segundo o referido livro Rezão do Estado do Brazil, foi construído à custa do povo e do senhor da terra, o donatário, obra de um padre da Companhia de Jesus, chamado São Peres, ... Aquele religioso jesuíta a que se refere o livro, é o padre Gaspar de S. João Peres, que já estava em Pernambuco em 1597, quando em fins deste ano seguiu para o Rio Grande do Norte incorporado à expedição militar comandada por Manuel Mascarenhas e destinada à sua conquista e colonização, "por ser grande arquiteto e engenheiro, para traçar e dirigir a construção de uma fortaleza".".

@ pg. 508:

"O Forte Velho, de Terra, ou de S. Jorge, como assim é mencionado nos nossos anais históricos, tinha a forma triangular, e dele partiam duas estradas cobertas, uma com a extensão de 600 passos, que terminava no forte do Bom Jesus, e outra com a de 300, que chegava às confrontações do de Diogo Pais ou do Brum, estradas essas mandadas construir pelo general Matias de Albuquerque, nas proximidades da invasão holandesa verificada em 1630.".

(Gonsalves de Mello, 1976), pg. 12:

"A obra de Drewisch indica as defesas, os fortes e os redutos construídos em torno do Recife para defesa, quer contra os ataques partidos do lado de terra, quer contra o porto. Com exceção dos dois fortes de São Jorge e do Picão, todos os outros por ele apontados foram levantados pelos holandeses após a tomada do Recife e da Ilha de Antônio Vaz em março de 1630.".

Mais informações:

WIKIPEDIA - Forte de São Jorge Velho.

BRASIL ARQUEOLÓGICO - Forte do Buraco.






Citação deste verbete
Autor do verbete: Levy Pereira
Como citar: PEREIRA, Levy. "Castello de S.Iorge, v. Landtcasteel (h.)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Castello_de_S.Iorge,_v._Landtcasteel_(h.). Data de acesso: 13 de outubro de 2019.


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