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Curemataĩ (barra)

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[[Category: Coleção Levy Pereira]]

Edição de 12h55min de 7 de janeiro de 2013

Coleção Levy Pereira


Curemataĩ

Curematáĩ

Curematai


Natureza: rio

barra de rio


Mapa: PRÆFECTURÆ DE PARAIBA, ET RIO GRANDE


Capitania: RIO GRANDE

Rio com barra no Oceano Atlântico, na Capitania do Rio Grande.

R. Conhao' no MBU.


Nomes históricos: Curemataĩ (Curematáĩ, Curimatau, Canhahug, Corimatahug, Carwataugh, Crumataú, Goaramataí, Cunhao, Conhao, koniou); Goaramataí.


Nome atual:

Rio Curimatau, Rio Cunhau.

Barra do Cunhau, na sua barra ou foz.

Etimologia

Termo de origem tupi, associando curimata, um peixe de água doce parecido com a carpa, conhecido como curimatã ou curimbatá, e ĩ, rio.

►(Margrave, 1648) pg. 156 descreve o curimata,

Citações

►Mapa PB (Albernaz, 1612), plotado como rio, 'Rio Canhahug', 'Rio Corimatahug' na foz, entre o 'Rio Iaguahu' (?) e o Rio Subahuna' (Rio Catu, cuja foz é atualmente denominada Sibaúma).

►Mapa PB (IAHGP-Vingboons, 1640) #49 CAPITANIA DE PARAYBA - plotado como rio, 'R Carwataugh' e 'R. Conhao' na barra no oceano..

►Mapa RG (IAHGP-Vingboons, 1640) #51 CAPITANIA DE RIO GRANDE - plotado como rio, 'R. Carwataugh' e 'Rº. Conhao' na barra no oceano.

►Mapa Y-48 (4.VEL Y, 1642) De Cust van Brazil tusschen Cabo Blancko en Rio Jan de Sta, plotado como rio, 'Bara Rº koniou:' na barra no oceano.

►(Sousa, 1587), pg. 51:

"De Itacoatigara ao rio de Goaramataí são duas léguas, o qual está em seis graus esforçados; de Goaramataí ao rio de Caramative são duas léguas, o qual está em seis graus e 1/4, e entre um e outro rio está a enseada Aratipicaba, onde dos arrecifes para dentro entram naus francesas e fazem sua carga.".

►(Laet, 1637):

@ Interrogação de Bartolomeu Peres, e situação ao redor e perto de Pernambuco, tanto ao sul como ao norte, pg. 120-121:

"Segue o Rio Cunhaú, doze pés de profundidade, duas léguas a sul da Ponta da Pipa. Os barcos entram quatro a cinco léguas rio adentro, com profundidade de 2, 2½ e 3 braçadas, onde está um engenho de açúcar e onde se cultiva muito tabaco: um grande aglomerado de casas. Teríamos entrado nele com as chalupas se o tempo estivesse melhor. Umas cinco léguas rio adentro, onde havia 500 quintais de pau-brasil, como ele bem sabia, os quais ele teria podido apanhar se tivéssemos tido confiança nele. Se tivéssemos subido o rio numa chalupa bem tripulada e com duas peças de artilharia, não teríamos encontrado quem nos contrariasse, uma vez que se trata de um rio com muitos pântanos aos dois lados. A Baía de Traição está sete léguas espanholas ao sul de Cunhaú: uma boa baía e que não sabe se lá há uma fortaleza.".

@ Descrição da costa do noroeste de Brasil entre Pernambuco e Rio Camocipe, do Relatório dos brasilianos, pg. 134:

"A uma légua da Baía Formosa segue um rio para iates, chamado Curimataú, que tem um engenho de açúcar três léguas rio adentro. Os iates não chegam tão longe, e deve continuar-se navegando uma légua em chalupas. Quatro léguas de Curimataú há um ancoradouro chamado Pernambuco ou Guiraire.".

►(Nieuhof, 1682), pg. 88:

"Já o rio Cunhaú só é navegável por barcas e pequenos navios.".

►(Câmara Cascudo, 1956) pg. 237:

"Regista a barra do Curemataí (Curimataú) que Diogo de Campos conhecia, em 1612, por Corimatahuo. Dizemos agora "barra do Cunhaú". ".

►(Câmara Cascudo, 1968):

@ pg. 85:

"CUNHAÚ: — Nome do Rio Curimataú atravessando Canguaretama. Lagoa em Pedro Velho. Barra do Cunhaú, povoação na foz atlântica. De cunhã-u, bebedouro, aguada das mulheres. Povoação em Canguaretama, tornada histórica pelo sacrifício de moradores às mãos dos janduís, chefiados pelo delegado holandês Jacob Rabi, em 16 de julho de 1645, massacrados dentro da igreja por ocasião da missa dominical, celebrada pelo Padre André do Soveral, também assassinado, aos 73 anos.".

@ pg. 86:

"CURIMATAÚ: — Rio que atravessa os municípios de Nova Cruz, Pedro Velho e Canguaretama, desaguando no mar na Barra do Cunhaú. De corimatã-u, o rio das curimatãs. Virá curimatã de quiri-mbatã, o peixe tenro, delicado, fino (CM), Prochilodus reticulatus. Rio CRUMATAÚ. O peixe é denominado Corimbatá, Coromatá, Corumbatá, Crumatá, Crumatã, Soguá.".

►(Medeiros, 1997), A COSTA POTIGUAR EM 1587, DESCRITA POR GABRIEL SOARES DE SOUZA, comentando o texto acima, de outra fonte, pg. 17 e 19:

"O Roteiro Geral, com Largas Informações de toda a Costa do Brasil, de autoria de GABRIEL SOARES DE SOUZA, publicado sob o título Tratado Descritivo do Brasil em 1587, também descreve o litoral da Capitania do Rio Grande (1).

...

O Goaramataí de Soares de Souza corresponde ao mesmo rio Curimataú, que faz barra sob o nome de Cunhaú. Entre a ponta da Pipa e o Curimataú, contam-se apenas duas léguas, na realidade.

...

(1) SOARES DE SOUZA, Gabriel ● Tratado Descritivo do Brasil em 1587, pp. 24-26.".

►(Medeiros, 1998), O LITORAL POTIGUAR EM 1628, SEGUNDO GASPAR PARAUPABA E OUTROS INDÍGENAS, comentando o documento acima citado, de outra fonte (tradução), pg. 16:

"Aos 20 de março de 1628, cinco indígenas brasileiros compareceram perante o notário Kilian van Renselaer, com a finalidade de prestarem informações detalhadas da costa nordestina brasileira, aos seus amigos neerlandeses. No tocante ao litoral da Capitania do Rio Grande, aqueles silvícolas assim o descreveram (1):

...

Curemataú, um grande rio que se pode subir até longe com um iate, tem um engenho de açúcar, a três léguas do mar. A uma légua de Guartapô.'

Tal rio ainda conserva a mesma designação original. O seu trecho final, hoje é chamado de Cunhaú. O engenho referido pelos silvícolas é o Cunhaú, pertencente, à época, à família Albuquerque Maranhão.

...

Os cinco indígenas autores dessas informações, chamavam-se: Gaspar Paraoupaba, do Ceará, 50 anos; Andreus Francisco, também do Ceará, 32 anos; Píeter Poty, Antony Francisco e Lauys Caspar, todos eles moradores em Baia da Traição, na Paraíba.

(1) GERRITSZ, Hessel • Jornaux et Nouvelles, etc,, pp. 171-173.".






Citação deste verbete
Autor do verbete: Levy Pereira
Como citar: PEREIRA, Levy. "Curemataĩ (barra)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Curemata%C4%A9_(barra). Data de acesso: 22 de setembro de 2019.


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