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Iaguâré (engenho)

De Atlas Digital da América Lusa

Coleção Levy Pereira


Iaguâré

Engenho de roda d'água sem igreja, plotado com o símbolo, sem nome, , na m.e. do 'Iaguâré' (Rio Jaguaré).


Natureza: Engenho de roda d'água sem igreja.


Mapa: PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS BOREALIS, una cum PRÆFECTURA de ITÂMARACÂ.


Capitania: PARANAMBVCA.


Jurisdição: Vila Formosa de Serinhaém.


Nomes históricos: Engenho Jaguaré (Iaguâré, IaguarԐ); Engenho de D. Catarina.


Nome atual: Engenho Jaguaré - vide mapa IBGE Geocódigo 2614204 SIRINHAEM-PE.


Citações:

►Mapa PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 CAPITANIA DE PHARNAMBOCQVE - plotado com o símbolo de engenho, 'JaguarԐ'.


►Mapa PE-C (BAV-Vingboons, 1640) Reg.lat.2106 fol 38 p40r CAPITANIA DE PHARNAMBOCQVE - plotado com o símbolo de engenho, 'Jaguar', na m.d. do 'R, JagŭarƐ' (Rio Jaguaré).


(Schott, 1636), pg. 65-66:

"Engenhos da freguesia de Sirinhaém

Engenho .............. pertencente a Dona Catarina Jaguara [sic] que com seus filhos está sob o nosso passaporte;

fica perto do engenho por nós antes citado; tem pouca cana e mói com bois e pode anualmente produzir 1.400 a 1.500 arrobas de açúcar, paga 2 em cada mil de recognição. A casa de purgar e a casa das caldeiras são de alvenaria e desmoronadas e nelas nada foi encontrado para a Companhia.".

(*) - Este engenho deve ser o Jaguaré, pertencente a D. Catarina Camela, viúva de Jerônimo da Taíde, situado no rio Iguaré (Iaguâré no mapa BQPPB, atual rio Jaguaré).


(Nassau-Siegen; Dussen; Keullen - 1638), pg. 82:

"Distrito de Serinhaém

5. Engenho de D. Catarina Camela, viúva de Jerônimo da Taíde, situado no rio Iguaré. Por causa da ausência do dono, foi confiscado mas ainda não vendido, e por não ter dono e estar muito arruinado, este ano não moerá.".


(Dussen, 1640), pg. 158:

"ENGENHOS DE PERNAMBUCO

Na jurisdição de Siranhaém

92) Engenho de Dona Catarina, está arruinado.".


(Bullestrat, 1642), pg. 157:

"Em Serinhaém está vago o engenho de ... [não indica] que pertenceu à viúva de Jerônimo de Ataíde, que se retirou; ali ainda está vago o engenho Araquara, do qual era proprietário Vicente Campelo, que se retirou. Deste e do outro deve-se dispor oportunamente para venda (35). ".


(Gonsalves de Mello, 1985), pg. 193:

"(35) Jerônimo de Ataíde de Albuquerque (já falecido em 1635) era casado com Catarina Camelo: A. J. V. Borges da Fonseca, Nobiliarquia Pernambucana cit. I p. 32 e II p . 422. Era ela proprietária do Engenho Jaguaré, confiscado por ela se ter retirado. Vicente Campelo da Costa foi nomeado Capitão do forte do Recife por carta de 13 de março de 1611, Torre do Tombo, Chancelaria de Filipe II de Portugal, livro 23 fls. 251, tendo sido antes nomeado Provedor da Fazenda Real de Pernambuco, em 17 de fevereiro de 1610, Chanc. cit., livro 26 fls. 107v. Permaneceu em Pernambuco: Livro 1º do Governo do Brasil (Rio 1958) pp. 222, 251, 335. O engenho era denominado Araquara.(*)".


(Melo, 1931), pg. 205:

"JAGUARÉ — (Eng. no Mun. de Sirinhaém) — Iaguar-é, lugar de jaguares — M. M.".


(Cabral de Mello, 2012):

@ pg. 125-126, Os engenhos de açúcar do Brasil Holandês, I - Capitania de Pernambuco, Sirinhaém-Una:

«3) D. CATARINA, ENGENHO DE. Também denominado Jaguaré, como no mapa de Golijath. Sem indicação de orago. Sito à margem esquerda do rio homônimo. Engenho de bois. Pagava de pensão duas arrobas de açúcar branco em cada mil. Fundado posteriormente a 1609 por Jerônimo de Ataíde de Albuquerque, em sesmaria herdada do seu avô, Jerônimo de Albuquerque. Em 1623, o engenho produzia 1090 arrobas. Em 1635, a viúva, Catarina Camela, sobrinha homônima da proprietária do vizinho engenho Jaciru, retirou-se para a Bahia. Em 1636, tinha "pouca cana [...] e pode anualmente produzir 1,4 mil a 1,5 mil arrobas de açúcar [...]. A casa de purgar e casa das caldeiras são de alvenaria e [estão] desmoronadas". Confiscado, não encontrou comprador por "estar muito arruinado". Em 1642 ainda se encontrava a monte. Em 1655 não se lhe faz alusão, a menos que se trate do engenho da Tapera.(89)».

@ pg. 185, Notas:

«(87) RPFB, p. 206; FHBH, I, pp. 30, 65, 8l, 158, 241; RCCB, pp. 55, 159; MDGB, p. 207; DN, 3.VII,1637; "Blaffaert ofte lyste vande dizimos, pensoens ende andere impositien" e "Vercochte engenhos", ARA, OWIC, n. 54; "Generale staet", ARA, OWIC, n. 62; Alvarás, 1650-1, Arquivo Público da Bahia, fl. 2; NP, I, pp. 294, 424; Nieuhof, Memorável viagem, pp. 182-3; Gonsalves de Mello, João Fernandes Vieira, I, p. 120.».

NOTAS:

  • O Engenho Jaguaré está plotado nos mapas Vingboons na m.d. do Rio Jaguaré, e no de Marcgrave na m.e. desse rio.
  • O Engenho Tapera situa-se ao sul da cidade de Ipojuca-PE, às margens da rodovia PE-060, próximo à nascente do Rio Tapera, afluente m.e. do Rio Merepe.
  • Esse engenho está mapeado no mapa de Marggrave com o símbolo de casa, sem nome - vide Tapera.






Citação deste verbete
Autor do verbete: Levy Pereira
Como citar: PEREIRA, Levy. "Iaguâré (engenho)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Iagu%C3%A2r%C3%A9_(engenho). Data de acesso: 21 de abril de 2019.


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