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De Atlas Digital da América Lusa

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Edição de 11h22min de 3 de outubro de 2017

O Atlas Digital da América Lusa é uma ferramenta colaborativa que pretende organizar conhecimento histórico sobre o chamado "Brasil Colonial", tanto na forma de mapas históricos em formato digital como com textos de apoio.

Neste momento, BiblioAtlas contém 7 856 artigos sobre os mais diversos temas da história do Brasil Colonial.

O Atlas é uma proposta colaborativa, que congrega pesquisadores de diversas instituições. A ferramenta base foi desenvolvida pelo Laboratório de História Social (LHS) da Universidade de Brasília, usando tecnologia do Ministério do Meio Ambiente, o software I3GEO. O LHS/UnB também produziu mapas base com informações de unidades urbanas e populacionais do período entre 1500 e 1800, além de outros bancos de dados de informações geográficas. Sendo uma ferramenta colaborativa, no espírito da chamada web 2.0 no qual há ênfase no trabalho de equipe e troca livre de informações, o ATLAS DIGITAL DA AMÉRICA LUSA é um espaço de interação. Nele podem ser publicados dados espacializados de diversas pesquisas ou mesmo informações que possam passar pelo processo de geoprocessamento a cargo do LHS/UnB. A ideia é que diversos pesquisadores possam enviar informações de seus estudos e, ao mesmo tempo, usufruir deste grande banco de dados coletivo revisado, organizado e certificado, assim como da cartografia produzida.

Mapa Digital

N o t í c i a s

Disponível para compra o ATLAS HISTÓRICO DA AMÉRICA LUSA. No site da Ladeira Livros

Apresentamos o "Atlas Histórico da América Lusa", a versão impressa do "Atlas Digital da América Lusa". É uma leitura possível do conjunto de dados presentes na edição virtual, juntando mapas relevantes para o ensino e para a pesquisa em história com algumas propostas inovadoras de visualização de dados. É um trabalho coletivo, que usou uma grande quantidade de dados produzidos pela nossa equipe e por outros, particularmente, aqueles disponibilizados online pelo Voyages, The Trans-Atlantic Slave Trade Database, pelo projeto "Fortalezas.org", e pelo "Impressões Rebeldes". Todos esses projetos, assim como o nosso, se amparam em vastas quantidades de fontes e bibliografias para produzir conhecimento. O nosso atlas se dividem em duas partes: a primeira, cronológica, observar o processo de ocupação territorial através da fundação de vilas e cidades, assim como a defesa deste movimento com a edificação de fortalezas. Para observar o processo, optamos por recortes de tempo de 50 anos, que são apresentados de forma comparativa. A segunda parte, temática, procura tomar diferentes aspectos da vida na época de modo serial, "de longe", observando tendências. A passagem entre as temáticas é gradual e enfatiza a inter-relação entre os processos históricos da época. A parte inicial de cronologia utilizou dados produzidos pelo próprio Núcleo de Experimentação da UnB, com uma revisão exaustiva das vilas e cidades fundadas no período. Os dados sobre fortalezas foram todos obtidos no projeto "Fortalezas.org" e reordenados cartograficamente para permitir a comparação dos processos. As informações sobre capitanias, ordens religiosas, economia, caminhos, bispados, e uma parte de "viajantes" foram igualmente produzidas pela equipe da UnB, usando vasta bibliografia. A parte sobre indígenas foi baseada na clássica obra de Kurt Nimuendaju, o "Mapa etno-histórico do Brasil e regiões adjacentes", de 1944, que utilizou-se de mais de 900 obras, entre relatos de época e produção acadêmica. Contudo, acrescentamos dados de diversas outras obras mais recentes que se faziam necessários. Dentre estas, o clássico "Negros da Terra" de John Monteiro foi a mais utilizada. Os dados sobre o tráfico atlântico foram todos retirados do Voyages. As informações sobre as revoltas resultam de um convênio com o projeto "Impressões rebeldes", da Universidade Federal Fluminense e aquelas sobre as comarcas, de uma parceria com Mafalda Soares e António Castro Nunes, que produziram os dados. Esperamos que o Atlas possa ser útil tanto para a comunidade acadêmica quanto para professores de ensino médio e fundamental.


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