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Mangari (Engenho de roda d'água com igreja)

De Atlas Digital da América Lusa

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Coleção Levy Pereira


Mangari

Engenho de roda d'água com igreja na m.e. do 'Mangarí' (Riacho ...).


Natureza: Engenho de roda d'água com igreja.


Mapa: PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS BOREALIS, una cum PRÆFECTURA de ITÂMARACÂ.


Capitania: PARANAMBVCA.


Jurisdição: Cidade de Olinda, Freguesia de São Lourenço.


Nome histórico: Engenho Mangari (Mangaré; Magaree; Mangara); Santa Cruz.


Nome atual: Engenho Palmeiras ou Fazenda Palmeira - vide mapa IBGE Geocódigo 2607901 - Jaboatão dos Guararapes-PE.


Citações:

►Mapa PE (Orazi, 1698) PROVINCIA DI PERNAMBVCO, plotado, 'Mangara', na m.e. de rio sem nome, afluente m.e. do 'Cuguaçuna' (Rio Mangaré).


(Dussen, 1640), pg. 150:

"49) Engenho Magaree, está de todo arruinado, pelo que não há indicações; foi confiscado e ainda não vendido. ".


(Pereira da Costa, 1951), Vol. 1, ano 1566, - pg. 373-374:

"Filipe Diniz da Paz, depois de anexar ao engenho Mangaré às terras que comprou a Afonso Alves, Antônio Afonso, Heitor Mendes, Manuel Valente, Ana de Figueiredo e outros, o transferiu a seu irmão Henrique de Carvalho, declarando que as terras compradas a Fernão Rodrigues Vassalo tinham 1.400 braças de comprido e 600 de largo, e delas separava ele para o engenho Suassuna, e para isso as não vendia, 250 braças de terra, — que começam na boca do açude de cima do engenho Suassuna, onde está um marco, indo pelo rio acima até elas se acabarem, e de largo as águas vertentes que caem sobre o dito açude — o que consta da respectiva escritura de venda passada em 18 de março de 1634.

Além dos dois engenhos Suassuna e S. João Batista, situados em terra da sesmaria concedida em 1566 a Gaspar Alves de Pugas, levantou-se ainda um outro na mesma data, com o nome de Santa Cruz, chamado depois Mangaré, e hoje Palmeira, pela mudança da fábrica para o sítio assim chamado. Este engenho foi levantado por Fernão Rodrigues Vassalo em um lote de terras de 1.400 braças de extensão sobre 600 de largura, que comprara por escritura pública lavrada em 26 de dezembro de 1601, cujas terras foram anteriormente desmembradas do engenho S. João e vendidas a Manuel Pinto e sua mulher, Francisca Simões, que naquela data as venderam ao referido Fernão Rodrigues Vassalo, seu genro.

Do engenho Santa Cruz, hoje Palmeira, constam os seguintes dados até 1634, segundo documentos autênticos:

Fernão Rodrigues Vassalo, depois de ter levantado o engenho Santa Cruz, vendeu-o por escritura de 19 de julho de 1616 a Filipe Diniz da Paz, senhor do engenho Suassuna.".


(Cabral de Mello, 2012):

@ pg. 93-94, Os engenhos de açúcar do Brasil Holandês, I - Capitania de Pernambuco, Muribeca:

«10) MANGARÉ. Sem indicação de orago. Sito à margem esquerda do Muribeca. Engenho de bois. Pagava de pensão quarenta arrobas de açúcar quarteado. Construído antes de 1609 em terras do engenho São João Batista por Fernão Rodrigues Vassalo, nomeado em 1596 escrivão da ouvidoria geral do Brasil. O fundador vendeu-o em 1616 a Felipe Diniz da Paz, que o senhoreava em 1623, produzindo 7610 arrobas. Felipe Dias arredondou o fundo territorial mediante compra de terras e em 1634 transferiu o engenho a seu irmão Henrique de Carvalho. Em 1639, estando "de todo arruinado [...] foi confiscado e ainda não vendido". Em 1655, continuava no mesmo estado.(47)».

@ pg. 180, Notas:

«(47) FHBH, I, pp. 86,150, 238; RCCB, pp. 43,154; Pereira da Costa, "Origens históricas", pp. 270-1.».






Citação deste verbete
Autor do verbete: Levy Pereira
Como citar: PEREIRA, Levy. "Mangari (Engenho de roda d'água com igreja)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Mangari_(Engenho_de_roda_d%27%C3%A1gua_com_igreja). Data de acesso: 17 de outubro de 2019.


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