Ações

N S d'Auída (Engenho de roda d'água)

De Atlas Digital da América Lusa

Edição feita às 15h09min de 15 de outubro de 2015 por Levypereira (disc | contribs)

(dif) ← Versão anterior | ver versão atual (dif) | Versão posterior → (dif)

N S d'Auída (Engenho de roda d'água)

Geometria

Coleção Levy Pereira


N S d'Auída

Engenho de roda d'água com igreja, na m.d. do 'Nhúobi' (Rio Obim - Rio Engenho Novo).


Natureza: Engenho de roda d'água com igreja.


Mapa: PRÆFECTURÆ DE PARAIBA, ET RIO GRANDE.


Capitania: PARAIBA.


Jurisdição: Prefeitura da Paraiba.


Nomes históricos: Engenho Nossa Senhora da Ajuda (d'Ajuda, de Aiuda), Engenho Salvador, Engenho Novo; Engenho Velho.

  • Nota: Duarte Gomes da Silveira instituiu o Morgado do Salvador do Mundo.


Nome atual: USINA SANTANA.

  • Vide citação de Marcus Odilon Ribeiro Coutinho, abaixo, e o mapa IBGE Geocódigo 2512703 SANTA RITA-PB.

Citações:

►Mapa PB (IAHGP-Vingboons, 1640) #49 CAPITANIA DE PARAYBA - plotado como engenho, 'Ԑ d'Ajuda, na m.d. do 'R. Hinjouy'.


►Mapa PB (Orazi, 1698) PROVINCIA DI PARAIBA, plotado como engenho, 'de Aiuda', na m.d. do 'R. Hiniuis'.


(Carpentier, 1635), pg. 49:

"Ao norte do rio Paraíba há igualmente nove engenhos:

...

O quarto, o Engenho Velho de Duarte Gomes da Silveira, é um engenho d'água que mói muito; junto a esse há um novo, mas não está pronto.".


(Nassau-Siegen; Dussen; Keullen - 1638), pg. 94:

"15. Engenho Salvador no Inhobi, pertencente a Duarte Gomes da Silveira, presente; mói. ".


(Herckmans, 1639):

@ pg. 20:

"À margem do mesmo rio, obra de meia hora de viagem para cima do engenho Inobi ou Amstal, fica a casa de Duarte Gomes da Silveira. Está situada sobre um monte; ...

Junto existiu um engenho chamado Velho (16), que caiu em ruínas, mas agora foi aí levantado um novo engenho pelo mencionado Duarte Gomes. Por este sítio passa o caminho (pas) que segue para o norte procurando o Monguappi (Mamanguape).".

@ pg. 50, Coutinho, Marcus Odilon Ribeiro, "Notas":

"(16) No local do Engenho Velho, ergue-se hoje a Usina Santana ...".


(Dussen, 1640), pg. 174:

"159) Engenho São Salvador, pertencente a Duarte Gomes da Silveira, é engenho d'água e mói. São lavradores:

Diogo Mendes van der Nesse 20 tarefas

Sebastião Machado 25

Domingos Velasques 30

Paula d'Almeida 8

Bartolomeu de Góis 30

_______________

123 (sic) tarefas".


(Câmara Cascudo, 1956), pg. 219:

"Um afluente do Paraíba, o Nhuobi (Inhobim) tem seus engenhos também, o Santo Antônio, a bois, o Nossa Senhora d'Ajuda, e o do flamengo Amstel, com roda d'agua, em pleno serviço.".


(Medeiros, 1997), pg. 176-177:

"ENGENHO VELHO - Ao norte do rio Paraíba, no atual município de Santa Rita. Encontrando-se derrubado, foi novamente levantado por Duarte Gomes da Silveira. Tinha a invocação de Nossa Senhora da Ajuda. Nele ergue-se a Usina Sant'Ana.".


(Cabral de Mello, 2012):

@ pg. 164-165, Os engenhos de açúcar do Brasil Holandês, III - Capitania da Paraíba:

«15) SÃO SALVADOR-NOVO. Também chamado Nossa Senhora da Ajuda. Sito à margem direita do Inhobi. Engenho d'água, recém-fundado em 1606, por Duarte Gomes da Silveira, natural de Olinda e filho de colonos duartinos. A produção do engenho durante o período 1607-14 foi reconstituída por Regina Célia Gonçalves. Duarte Gomes litigou com Ambrósio Fernandes Brandão acerca da utilização das águas do rio Inhobi. Em 1623, Duarte possuíra dois engenhos, que produziam o total de 7618 arrobas. Em 1633, teve permissão régia para instituir morgado. Em 1634, quando do sítio da cidade da Paraíba, Duarte foi preso por ter participado da resistência, mas permaneceu sob o domínio holandês. Em 1635, o engenho safrejava e junto a ele Duarte construía nova fábrica. Moía em 1637 e 1639, com cinco partidos de lavradores, que forneciam 113 tarefas (5650 arrobas), sem partido da fazenda. Em 1638, Duarte foi preso por suspeita de participação em complô contra o domínio holandês. Em 1639, fundou capela na igreja da Santa Casa da Misericórdia da Paraíba, a cujo fim recebera autorização régia desde 1633. A ela, vinculou o engenho, além de outros bens. Em 1640, seus canaviais foram incendiados por Vidal de Negreiros. Em 1644, Duarte Gomes da Silveira falecera e o São Salvador-Novo e o respectivo morgadio passaram ao genro, Antônio Barbalho Bezerra, senhor do engenho Camaratuba (Paraíba), que naquele mesmo ano assinou com a WIC um contrato de encampação da dívida. Evacuado em 1646. Em 1663, Duarte Gomes da Silveira devia 5356 florins à WIC.(15)».

@ pg. 192, Notas:

«(15) RPFB, p. 194; FHBH, I, pp. 32, 94, 174; II, pp. 71-2; RCCB, pp. 77, 156; MDGB, pp. 75, 178; DN, 19.I.1640; NP, I, pp. 19-20; Gonsalves de Mello, Tempo dos flamengos, p. 189; Regina Célia Gonçalves, Guerras e açúcares, pp. 205-6, 245.».






Citação deste verbete
Autor do verbete: Levy Pereira
Como citar: PEREIRA, Levy. "N S d'Auída (Engenho de roda d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/N_S_d%27Au%C3%ADda_(Engenho_de_roda_d%27%C3%A1gua). Data de acesso: 19 de março de 2019.


Baixe a referência bibliográfica deste verbete usando

BiblioAtlas recomenda o ZOTERO

(clique aqui para saber mais)



Informar erro nesta página