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Nouo (Engenho de roda d'água)

De Atlas Digital da América Lusa

Edição feita às 13h20min de 20 de outubro de 2015 por Levypereira (disc | contribs)

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Coleção Levy Pereira


Nouo

Engenho de roda d'água sem igreja, na m.e. do 'Pirápáma' (Rio Pirapama).


Natureza: Engenho de roda d'água sem igreja.


Mapa: PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS BOREALIS, una cum PRÆFECTURA de ITÂMARACÂ.


Capitania: PARANAMBVCA.


Jurisdição: Cidade de Olinda, Freguesia do Cabo Santo Agostinho.


Nomes históricos: Nouo (Novo); Algodoais Novo (Algodais novo); São Miguel.


Nome atual: ?

  • A região imediatamente ao norte é conhecida como NOVO - vide mapa IBGE Geocódigo 2609021 CABO DE SÃO AGOSTINHO-PE.


Citações:

►Mapa PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 CAPITANIA DE PHARNAMBOCQVE, plotado como engenho, 'Algodais Ԑ novo', na m.e. do 'Rº. Piripama' (Rio Pirapama). (1)


►Mapa PE (Orazi, 1698) PROVINCIA DI PERNAMBVCO, plotado, 'Nouo', na m.e. do 'Pirápamá' (Rio Pirapama).


(Schott, 1636), pg. 55:

"3 - Engenho Novo de Cristóvão Paes, que fugiu com Albuquerque, está situado um quarto de uma pequena milha mais ao sul do engenho da referida Dona Adriana (2), tendo toda sua cana plantada em redor do engenho. A terra que lhe pertence foi calculada em meia milha; mói com água e tem um açude muito difícil, cortado do rio Pirapama, e que deve ser mantido com grande despesa. A casa de purgar tem paredes de taipa, como também a casa das caldeiras; a moenda e a casa do senhor de engenho têm um lado desmoronado. Para não perder o belo canavial que lhe pertence, foi este engenho com não pouco trabalho e com despesas razoáveis tão recuperado que atualmente mói para a Companhia, podendo fornecer anualmente 5.000 a 6.000 arrobas de açúcar, se não acontecer algo inesperado; paga como recognição 3 1/2 por cento dos açúcares que nele são feitos. ... ".


►Notas em (Gonsalves de Mello, 1981):

(1) @ pg. 60:

"14 - Engenho Algodoais, pertencente a Miguel Paes ...", possivelmente parente de Cristóvão Paes, dá sentido ao nome Engenho Algodoais Novo - ambos pertenciam à mesma família.

(2) @ pg. 54:

"Engenho Trapiche, ou Nossa Senhora da Conceição, pertencente a Dona Adriana, viúva de Manuel Gomes de Melo ...".


(Nassau-Siegen; Dussen; Keullen - 1638), pg. 84-85:

"18. Engenho Novo, invocação de São Miguel. Confiscado e vendido a Duarte Saraiva. Engenho d'água e moerá".


►(Dagelijkse Notulen der Horge Regeering in Brazilie 1635-1654 - Nótulas Diárias do Alto Governo Neerlandês no Brasil - fonte: UFPE - LIBER - Monumenta Hygina [1]):

@ Dagelijkse Notule in Volume 6, Período de 2 de janeiro a 31 de dezembro de 1640:

"24 de janeiro Hoje a noite recebemos uma carta do coronel Doncker, que dizia que ele tinha informações de confiança que Vidal em Paraíba teria continuado com os incêndio dos canaviais e agora estava marchado para Goiânia pelas roças de Cavalcante Por causa disto foi decidido ...

Também foi decidido de se estacionar a companhia do Capitão Daeij em Pantorre e que ele receba o comando sobre a companhia do Capitão Advocaet, que está estacionada em Ipojuca e a companhia Laurens Vallet, que se encontra em engenho novo e Pirapaim.".


(Dussen, 1640), pg. 143:

"20) Engenho Novo, pertencente a Duarte Saraiva, é engenho d'água e mói. São lavradores:

Antonio Teixeira, 34 tarefas

Francisco Pereira da Silva, 28

Adriaen Michielsz, 8

_____________

70 tarefas".


(Cabral de Mello, 2012):

@ pg. 104, Os engenhos de açúcar do Brasil Holandês, I - Capitania de Pernambuco, Cabo:

«4) NOVO, ENGENHO. Também denominado São Miguel. Sito à margem esquerda do Pirapama. Engenho d'água. Pagava 3,5% de pensão. Levantado por João Pais Barreto, o Velho, posteriormente a 1609. Em 1623, pertencia a seu filho, Cristóvão Pais Barreto, produzindo 6160 arrobas. Quando da ocupação holandesa, o proprietário retirou-se. Em 1636, tinha

"toda sua cana plantada em redor do engenho. A terra que lhe pertence foi calculada em meia milha; [...] tem um açude muito difícil, cortado do rio Pirapama, e que deve ser mantido com grande despesa. A casa de purgar tem paredes de taipa, como também a casa das caldeiras; a moenda e a casa do senhor de engenho têm um lado desmoronado. Para não perder o belo canavial que lhe pertence, foi este engenho com não pouco trabalho e com despesas razoáveis, todo recuperado [...] atualmente mói para a Companhia, podendo fornecer anualmente 5 mil a 6 mil arrobas de açúcar.".

Confiscado e vendido a Duarte Saraiva em 1637 por 42 mil florins, em sete prestações anuais de 6 mil florins. Moía em 1637 e 1639, dispondo de três partidos de lavradores, no total de setenta tarefas (3,5 mil arrobas). Pode ser o "engenho do Funda", que moía em 1655.(62)».

@ pg. 182, Notas:

«(62) FHBH, I, pp. 29, 57, 84, 144, 239; RCCB, p. 35; MDGB,p. 203; DN, 23.vi.1637; "Vercochte engenhos", ARA, OWIC, n. 54; Pereira da Costa, "Origens históricas", p. 275; Gilberto Osório de Andrade e Rachel Caldas Lins, Pirapama, Recife, 1984, p. 101; Gonsalves de Mello, Gente da nação, p. 413.».






Citação deste verbete
Autor do verbete: Levy Pereira
Como citar: PEREIRA, Levy. "Nouo (Engenho de roda d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Nouo_(Engenho_de_roda_d%27%C3%A1gua). Data de acesso: 17 de outubro de 2019.


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