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Pindoba (Engenho de roda d'água)

De Atlas Digital da América Lusa

Edição feita às 13h11min de 21 de outubro de 2015 por Levypereira (disc | contribs)

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Coleção Levy Pereira


Pindoba

Engenho d'água com igreja, na m.e. de rio sem nome, tributário m.d. do 'Meree' (alto curso, Rio Arimbi; baixo curso, Rio Merepe).


Natureza: Engenho de roda d'água com igreja.


Mapa: PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS BOREALIS, una cum PRÆFECTURA de ITÂMARACÂ.


Capitania: PARANAMBVCA.


Jurisdição: Cidade de Olinda, Freguesia de Ipojuca.


Nomes históricos: Engenho (da) Pindoba (Pindoua; Pindova).


Nome atual: Engenho Pindoba.

  • Vide mapa IBGE Geocódigo 2607208 IPOJUCA - PE.


Citações:

►Mapa PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 CAPITANIA DE PHARNAMBOCQVE, plotado como rio, 'Ԑ: Pin∂oua', no vale do 'R Pin∂oua'.

Notas:

  • Este mapa plota esse engenho no vale do 'R Pin∂oua' ('Meree' do BQPPB), na foz de um tributário m.d. sem nome, onde está representado o açude que alimenta sua roda d'água.
  • Essa também é a posição onde situa-se o atual Engenho Pindoba, assim a representação nesse mapa parece ser a correta e, consequentemente, por não se encontrar um engenho na cabeceira do tributário que tenha um caminho contínuo norte-sul, assume-se que há engano no posicionamento desse engenho no BQPPB.


►Mapa PE (Orazi, 1698) PROVINCIA DI PERNAMBVCO, plotado, 'Pindoba', à margem de caminhos na m.d. do 'Ipoiucâ' (Rio Ipojuca).

  • Posição diferente da conhecida atualmente e das disponíveis nos mapas fontes utilizados por Orazi.


(Schott, 1636), pg. 64:

"Engenho Pindoba, situado duas milhas distante de Ipojuca, pertencente aos órfãos de Gaspar da Fonseca, dos quais o filho mais velho se encontra aqui e as filhas estão num convento em Portugal. Tem uma moenda de água e outra de bois, um belo açude e cerca de meia milha de terra, na qual está uma várzea tão bem plantada que anualmente o engenho pode fornecer 3.000 a 4.000 arrobas de açúcar; paga de recognição 50 arrobasde açúcar branco e 30 arrobas de açúcar mascavado encaixados. De uma barraca, situada em torno deste engenho, foram conduzidas para a Companhia 17 caixas de açúcar branco e mascavado. ".


(Nassau-Siegen; Dussen; Keullen - 1638), pg.84:

"Cidade de Olinda

Freguesia de Pojuca

11. Engenho Pindoba. Pertencente a Gaspar da Fonseca Carneiro, e seu filho ainda o possui. É d'água e moente.".


(Dussen, 1640), pg. 143:

"ENGENHOS DE PERNAMBUCO

Na freguesia de Ipojuca.

11) Engenho Pindoba, pertencente a Gaspar da Fonseca, é engenho d'água e mói. São lavradores: (não indica). ".


(Bullestrat, 1642), pg. 153:

"Não pude avistar-me com Gaspar Gonçalves Vila, devedor da Companhia, por ter tido ciência em algumas ocasiões de que o mesmo se ausentara por motivo de alguns delitos, e por isto resolvi visitar o engenho para verificar a situação dele, a fim de que a Companhia não tenha prejuízo por este motivo (20).

...

Dia 19 do mesmo. Antes do meio dia parti de Ipojuca em direção a Serinhaém, detendo-me em caminho na casa de Francisco Dias Delgado, e visitei o engenho Pindoba comprado por Gaspar Gonçalves Vila e embora ele estivesse ausente, falei com a esposa dele sobre o que ele ainda deve do preço do engenho; prometeu ela que daqui a 3 ou 4 semanas, sem dúvida, seria satisfeito o pagamento por ela própria ou por seu pai (25). ".


(Gonsalves de Mello, 1985), pg. 192:

"(20) Gaspar Gonçalves Vila, natural de Alter do Chão, no Alentejo, era senhor do Engenho Pindoba em Ipojuca, o qual o vendeu em 1644 a João Fernandes de Carvalho: Relatório de Van der Dussen (639) no vol. I desta série; Frei Manuel Calado, O Valeroso Lucideno (Lisboa 1648) p. 176 e na reedição do Recife I p. 368; ARA, OWIC 70, dag. notule de 21 de outubro de 1644.

...

(25) - refere-se apenas a Francisco Dias Delgado, citado nesse parágrafo, sem relação com o Pindoba.".


(Broeck, 1651), relatando eventos ocorridos de 29 a 31 de agosto de 1645:

@ pg. 30-31:

"29. — Jacob Dassine, Jacob Vermeulen, eu e doze soldados, fomos enviados para Santo Antônio pelo governador Vieira, escoltados por soldados da Bahia, que nos trataram bem. A 30 chegamos a Santo Antônio, onde encontramos presos o schout Holl, três marinheiros do barco tomado no Cabo e o tenente Jacheris, que, tendo partido antes de nós com os outros oficiais, aqui ficara por doente. Ao outro dia vieram da Várzea reunir-se conosco mais vinte e um soldados.

Esperavamos que nos conduzissem para o Cabo afim de aí embarcarmos, conforme nos prometeram, mas alegaram que a fortaleza ainda não se havia rendido, pelo que seguiríamos para Serinhaem, onde havíamos de embarcar De feito para aí partimos este mesmo dia, ficando Jacob Dassine detido em Santo Antônio por queixas de Pedro Marinho Falcão. Ia preso conosco, mas a cavalo, o schout Holl; e um pouco adiante de Tabatinga, vindo atrás de nós, foi derrubado do cavalo e cruelmente assassinado, do que foi principal causa Jasper Gaisales Villus (25). À tardinha chegamos a Ipojuca.".


►Pereira, José Hygino Duarte, in (Broeck, 1651), pg. 31, Notas:

"(25) Gaspar Gonçalves Villas, senhor do engenho Pindoba.".


(Relação dos Engenhos, 1655), pg. 239-240, informando a pensão que este engenho pagava à capitania de Pernambuco:

"Engenhos da freguesia de Ipojuca

...

- E o engenho da Pindoba, oitenta arrobas de açúcar terçado, seco nos toldos.".


(Melo, 1931), pg. 218:

"PINDOBA — (...) — "C. pindob, folha de palmeira, palmeira em geral; nome também da mesma palmeira" (B. C. 337) — A. C.

Para Th. Sampaio, pind-oba, a folha de anzol, aquela cujo talo serve para vara de anzol — M. M.".


(Cabral de Mello, 2012):

@ pg. 121-122, Os engenhos de açúcar do Brasil Holandês, I - Capitania de Pernambuco, Ipojuca:

«11) PINDOBA. Invocação São João. Sito à margem esquerda do Pindoba. Engenho d'água e de bois. Pagava de pensão oitenta arrobas de açúcar terçado, seco nos toldos. Fundado por volta de 1590 por Gaspar da Fonseca Carneiro, provedor-mor de Pernambuco, que pouco tempo depois regressou a Portugal. Em 1609, é referido como o engenho que "ficou de Cristóvão Álvares", provavelmente seu rendeiro, pois em 1623 é novamente mencionado como pertencendo a Gaspar da Fonseca Carneiro. Produzia então 4680 arrobas. Tinha "um belo açude e cerca de meia milha de terra, na qual está uma várzea tão bem plantada que anualmente o engenho pode fornecer 3 mil a 4 mil arrobas de açúcar". Quando da ocupação holandesa, Gaspar já era falecido, e o engenho pertencia aos filhos, sendo administrado pelo primogênito, ao passo que as irmãs encontravam-se num convento em Portugal. Moía em 1637 e 1639. Posteriormente vendido a Gaspar Gonçalves Vilas, natural de Alter do Chão (Alentejo), que, para obter a compra, teria subornado a mulher de autoridade neerlandesa com duas libras de ouro. Em 1642, a dívida de Gaspar não pôde ser cobrada, pois "se ausentara por motivo de alguns delitos". Autoridade do governo do Recife visitou o engenho "para verificar a situação dele, a fim de que a Companhia não tenha prejuízo"; e entendendo-se com a esposa de Gaspar "sobre o que ele ainda deve do preço do engenho", teve a promessa de que "daqui a três ou quatro semanas, sem dúvida, seria satisfeito o pagamento por ela própria ou por seu pai". Em 1644, o Pindoba foi vendido a João Fernandes de Carvalho por 14 mil florins. Em 1655, o engenho moía. Em 1645 e em 1663, Gaspar era devedor de 57899 florins à WIC. João Fernandes de Carvalho devia 4637 florins.(83)».

@ pg. 184, Notas:

«(83) DP, p. 204; LSUR, p. 31; RPFB, p. 206; FHBH, I, pp. 30, 64, 84, 143, 240; II, pp. 153, 192; RCCB, pp. 33, 150; "O machadão do Brasil", RIAP, 13 (1908), p. 151; DN, 3.X.1640, 21.X.1644; "Generale staet", ARA, OWIC, n. 62; VL, I, pp. 315-6; II, p. 124.».






Citação deste verbete
Autor do verbete: Levy Pereira
Como citar: PEREIRA, Levy. "Pindoba (Engenho de roda d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Pindoba_(Engenho_de_roda_d%27%C3%A1gua). Data de acesso: 22 de outubro de 2019.


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