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Príncipe

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Fundada em 1714, Vila do Príncipe permaneceu com a mesma configuração territorial até o fim do período colonial. Antes de ser elevada a vila, a região recebeu uma série de designações. Assim que foi descoberta os contemporâneos chamavam a área de [[minas do Ivituruí]]. O nome Ivituruí era de origem indígena e significava ''Serro Frio''. Também, a região era designada por ''minas do Serro Frio'' e ''Tocambira''.
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No início do século XVIII, quando foi criado o arraial, a área passou a ser denominada como ''Arraial de Santo Antônio do Bom Retiro do Serro Frio''. Todavia, os coevos também se referiam ao arraial como ''Lavras Velhas do Serro'' e ''Ribeirão das Lavras Velhas''<ref>BARBOSA, Waldemar de Almeida. Dicionário histórico e geográfico de Minas Gerais. 2. ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 1995, p.340-341</ref>.
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No início do século XVIII, quando foi criado o arraial, a área passou a ser denominada como ''Arraial de Santo Antônio do Bom Retiro do Serro Frio''. Todavia, os coevos também se referiam ao arraial como ''Lavras Velhas do Serro e Ribeirão das Lavras Velhas'' <ref>BARBOSA, Waldemar de Almeida. Dicionário histórico e geográfico de Minas Gerais. 2. ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 1995, p.340-341</ref>.
 
Durante o século XVII, diversas bandeiras passaram pelo local, mas, somente em 1702, [[Antônio Soares Ferreira]] e [[Manuel Rodrigues Arzão]] acharam ouro na região. Os dois sertanistas mineraram na área sem muito controle do Estado português até a década de 1710. Em 29 de janeiro de 1714, com o intuito de obter maior controle da região, o governador [[D. Brás Baltazar da Silveira]] elevou o arraial a ''Vila do Príncipe''. Todavia, a medida do governador não funcionou.
 
Durante o século XVII, diversas bandeiras passaram pelo local, mas, somente em 1702, [[Antônio Soares Ferreira]] e [[Manuel Rodrigues Arzão]] acharam ouro na região. Os dois sertanistas mineraram na área sem muito controle do Estado português até a década de 1710. Em 29 de janeiro de 1714, com o intuito de obter maior controle da região, o governador [[D. Brás Baltazar da Silveira]] elevou o arraial a ''Vila do Príncipe''. Todavia, a medida do governador não funcionou.
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Edição atual tal como 18h04min de 10 de maio de 2016

por Mariana Barcelos


Fundada em 1714, Vila do Príncipe permaneceu com a mesma configuração territorial até o fim do período colonial. Antes de ser elevada a vila, a região recebeu uma série de designações. Assim que foi descoberta os contemporâneos chamavam a área de minas do Ivituruí. O nome Ivituruí era de origem indígena e significava Serro Frio. Também, a região era designada por minas do Serro Frio e Tocambira. No início do século XVIII, quando foi criado o arraial, a área passou a ser denominada como Arraial de Santo Antônio do Bom Retiro do Serro Frio. Todavia, os coevos também se referiam ao arraial como Lavras Velhas do Serro e Ribeirão das Lavras Velhas [1]. Durante o século XVII, diversas bandeiras passaram pelo local, mas, somente em 1702, Antônio Soares Ferreira e Manuel Rodrigues Arzão acharam ouro na região. Os dois sertanistas mineraram na área sem muito controle do Estado português até a década de 1710. Em 29 de janeiro de 1714, com o intuito de obter maior controle da região, o governador D. Brás Baltazar da Silveira elevou o arraial a Vila do Príncipe. Todavia, a medida do governador não funcionou. Em 1718, o novo governador D. Pedro de Almeida, o Conde de Assumar, ordenou o fim da exploração de ouro no local enquanto Antônio Soares Ferreira não repartisse as lavras em datas minerais. O sertanista recusou-se a acatar a determinação. Assumar ordenou a prisão de Ferreira e ele acabou se escondendo. Durante a fuga, Antônio Soares Ferreira foi morto. Com o falecimento do sertanista o governador tomou o controle da vila e repartiu as datas minerais [2].


Palavras-Chave: minas do Ivituruí, minas do Serro Frio e Tocambira, Arraial de Santo Antônio do Bom Retiro do Serro Frio, Lavras Velhas do Serro, Ribeirão das Lavras Velhas, Vila do Príncipe.


[editar] Referências

  1. BARBOSA, Waldemar de Almeida. Dicionário histórico e geográfico de Minas Gerais. 2. ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 1995, p.340-341
  2. BARBOSA, Waldemar de Almeida. Dicionário histórico e geográfico de Minas Gerais. 2. ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 1995, p.340-341.



Citação deste verbete
Autor do verbete: Mariana Barcelos
Como citar: BARCELOS, Mariana. "Príncipe". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Pr%C3%ADncipe. Data de acesso: 31 de março de 2020.



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