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Registro do Rio Jaguari

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Em carta endereçada a Francisco Xavier de Mendonça Furtado, Secretário de Estado da Marinha e Ultramar, datada de 5 de março de 1765, Luis Diogo Lobo da Silva, Governador de Minas Gerais, tratou das medidas que adotou durante uma viagem que realizou em fins de 1764 por localidades situadas na região que atualmente corresponde ao sul de Minas Gerais para regular novos descobertos e evitar os descaminhos de ouro e diamante. Grande parte da região percorrida por Luis Diogo era então uma zona contestada por autoridades de São Paulo, a despeito da Demarcação de Thomáz de Rubi de 1749. Entre os anexos que acompanham esta carta, encontra-se uma cópia do assento datado de 26 de novembro de 1764, no qual o governador determinou entre outros, que para cercar “de guardas a divisa” e controlar a arrecadação, o Registro do Rio Mandú (Pouso Alegre) deveria ser transferido para as margens do Rio Jaguari. A criação e transferência de registros, a formação de esquadras de infantaria e a publicação de avisos foram algumas estratégias então utilizadas por Luis Diogo para tentar submeter os habitantes da região à jurisdição de Minas. A partir do início da década de 1760, os moradores de Minas Gerais passaram a sentir a intensificação da crise verificada na mineração na região central da capitania. No mesmo período, a região oeste do Rio Sapucaí, onde paulistas haviam fundado diversos povoados e encontrado ouro, passou a atrair pessoas de diversas localidades da América Portuguesa. As iniciativas adotadas por Luis Diogo em 1764 visaram ampliar o território de Minas Gerais, cujos habitantes anualmente eram obrigados a enviar 100 arrobas de ouro a Lisboa. <ref>Carta de Luis Diogo Lobo da Silva, Governador de Minas Gerais, para Francisco Xavier de Mendonça Furtado, sobre as medidas que tomou para se evitarem os descaminhos do ouro dos novos descobertos. 5 de março de 1765, Vila Rica. (Projeto Resgate - Fundação Biblioteca Nacional do Ministério da Cultura do Brasil – o original encontra-se no Arquivo Histórico Ultramarino – Lisboa, Portugal)</ref>
 
Em carta endereçada a Francisco Xavier de Mendonça Furtado, Secretário de Estado da Marinha e Ultramar, datada de 5 de março de 1765, Luis Diogo Lobo da Silva, Governador de Minas Gerais, tratou das medidas que adotou durante uma viagem que realizou em fins de 1764 por localidades situadas na região que atualmente corresponde ao sul de Minas Gerais para regular novos descobertos e evitar os descaminhos de ouro e diamante. Grande parte da região percorrida por Luis Diogo era então uma zona contestada por autoridades de São Paulo, a despeito da Demarcação de Thomáz de Rubi de 1749. Entre os anexos que acompanham esta carta, encontra-se uma cópia do assento datado de 26 de novembro de 1764, no qual o governador determinou entre outros, que para cercar “de guardas a divisa” e controlar a arrecadação, o Registro do Rio Mandú (Pouso Alegre) deveria ser transferido para as margens do Rio Jaguari. A criação e transferência de registros, a formação de esquadras de infantaria e a publicação de avisos foram algumas estratégias então utilizadas por Luis Diogo para tentar submeter os habitantes da região à jurisdição de Minas. A partir do início da década de 1760, os moradores de Minas Gerais passaram a sentir a intensificação da crise verificada na mineração na região central da capitania. No mesmo período, a região oeste do Rio Sapucaí, onde paulistas haviam fundado diversos povoados e encontrado ouro, passou a atrair pessoas de diversas localidades da América Portuguesa. As iniciativas adotadas por Luis Diogo em 1764 visaram ampliar o território de Minas Gerais, cujos habitantes anualmente eram obrigados a enviar 100 arrobas de ouro a Lisboa. <ref>Carta de Luis Diogo Lobo da Silva, Governador de Minas Gerais, para Francisco Xavier de Mendonça Furtado, sobre as medidas que tomou para se evitarem os descaminhos do ouro dos novos descobertos. 5 de março de 1765, Vila Rica. (Projeto Resgate - Fundação Biblioteca Nacional do Ministério da Cultura do Brasil – o original encontra-se no Arquivo Histórico Ultramarino – Lisboa, Portugal)</ref>
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Edição de 15h57min de 6 de março de 2018

por Rafaela Ferreira
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Em carta endereçada a Francisco Xavier de Mendonça Furtado, Secretário de Estado da Marinha e Ultramar, datada de 5 de março de 1765, Luis Diogo Lobo da Silva, Governador de Minas Gerais, tratou das medidas que adotou durante uma viagem que realizou em fins de 1764 por localidades situadas na região que atualmente corresponde ao sul de Minas Gerais para regular novos descobertos e evitar os descaminhos de ouro e diamante. Grande parte da região percorrida por Luis Diogo era então uma zona contestada por autoridades de São Paulo, a despeito da Demarcação de Thomáz de Rubi de 1749. Entre os anexos que acompanham esta carta, encontra-se uma cópia do assento datado de 26 de novembro de 1764, no qual o governador determinou entre outros, que para cercar “de guardas a divisa” e controlar a arrecadação, o Registro do Rio Mandú (Pouso Alegre) deveria ser transferido para as margens do Rio Jaguari. A criação e transferência de registros, a formação de esquadras de infantaria e a publicação de avisos foram algumas estratégias então utilizadas por Luis Diogo para tentar submeter os habitantes da região à jurisdição de Minas. A partir do início da década de 1760, os moradores de Minas Gerais passaram a sentir a intensificação da crise verificada na mineração na região central da capitania. No mesmo período, a região oeste do Rio Sapucaí, onde paulistas haviam fundado diversos povoados e encontrado ouro, passou a atrair pessoas de diversas localidades da América Portuguesa. As iniciativas adotadas por Luis Diogo em 1764 visaram ampliar o território de Minas Gerais, cujos habitantes anualmente eram obrigados a enviar 100 arrobas de ouro a Lisboa. [1]


Referências

  1. Carta de Luis Diogo Lobo da Silva, Governador de Minas Gerais, para Francisco Xavier de Mendonça Furtado, sobre as medidas que tomou para se evitarem os descaminhos do ouro dos novos descobertos. 5 de março de 1765, Vila Rica. (Projeto Resgate - Fundação Biblioteca Nacional do Ministério da Cultura do Brasil – o original encontra-se no Arquivo Histórico Ultramarino – Lisboa, Portugal)



Citação deste verbete
Autor do verbete: Rafaela Ferreira
Como citar: FERREIRA, Rafaela. "Registro do Rio Jaguari". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Registro_do_Rio_Jaguari. Data de acesso: 16 de julho de 2019.



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