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S. André (engenho de roda d'água)

De Atlas Digital da América Lusa

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Coleção Levy Pereira


S. André

Engenho de roda d'água com igreja na m.d. do rio 'Çuguaçuna' (Rio Mangaré).


Natureza: Engenho de roda d'água com igreja.


Mapa: PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS BOREALIS, una cum PRÆFECTURA de ITÂMARACÂ.


Capitania: PARANAMBVCA.


Jurisdição: Cidade de Olinda, Freguesia de Muribeca.


Nome histórico: S. André (Santo André; St. AndrԐ).


Nome atual: está destruído.

  • Sua área está reocupada por um povoado do município de Jaboatão dos Guararapes-PE.


Citações:

►Mapa PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 CAPITANIA DE PHARNAMBOCQVE, plotado como engenho, 'St. AndrԐ Ԑ', na m.d. do rio sem nome, afluente m.d. do 'Rº. ∂jiboatao' - 'Rº. Janga∂a'., identificado como o Çuguaçuna' no BQPPB (Rio Mangaré).


►Mapa PE (Orazi, 1698) PROVINCIA DI PERNAMBVCO, plotado, 'S. Andre', na m.d. do 'Cuguaçuna' (Rio Mangaré).


(Gonsalves de Mello, 1958):

@ folio após pg. 6:

na PLANTA TOPOGRÁFICA "De parte das terras dos Engenhos Sant'Anna, Santo André e Suassuna" está plotado o ENGENHO SANTO ANDRÉ;

@ pg. 6-7:

"As terras da ribeira do Jaboatão parece que começaram a ser povoadas depois de vencida a resistência dos caetés. É de 1566, segundo Pereira da Costa, a sesmaria de uma légua de terras naquela ribeira, doada a Gaspar Álvares de Pugas, e de 1568 uma outra, de uma légua em quadro, na mesma zona; dada a Arnau de Holanda, que nela levantou o Engenho Santo André. No arquivo do Carmo conserva-se cópia desta última sesmaria, conforme traslado notarial que faz parte de um processo judicial que se guarda no Arquivo do Tribunal de Justiça de Pernambuco, iniciado no. Juízo de Direito da Comarca de Jaboatão em 1881, entre Manuel Carneiro Leão (apelante) e Manuel Xavier Carneiro da Cunha (apelado). Segundo a sesmaria em questão, cujo texto é aqui pela primeira vez revelado na sua integridade, em apenso a êste estudo, datada de Olinda, em 14 de fevereiro de 1568, Duarte Coêlho de Albuquerque doou a Arnau de Holanda as águas dos rios Jaboatão e Muribeca com que o engenho que pretendia levantar pudesse moer e mais "huma legua de terra•em quadro, medida como he uzo e custume, aqual legua de terra se demarcará da maneira seguinte:

comessará a demarcação da Tapera de Tecoratim que está junto de Jaboatão da banda do Norte e dali hirá correndo Aloeste huma legoa pello ditto rumo de Loeste e tornando a ditta Tapera de Tecoratim hirá correndo ao Sul outra legoa athe onde chegar e donde meterá marco e dali tornará a correr a Loeste outra legoa onde se meterá marco e de ditto marco tornará a correr ao Norte a entestar no outro marco do Loeste e desta maneira ficara a dita legoa de terra em quadro, entrando na ditta demarcação todo o oiteiro da ditta Tapera de Tecoratim o que o ditto Arnao doLanda delle quizer meter na ditta demarcação" ... ";

@ pg. 10-13: translado completo da Carta de Sesmaria de São André, de 14/02/1568.


(Nassau-Siegen; Dussen; Keullen - 1638), pg. 86:

"40. Engenho Santo André que pertenceu a Antônio de Sá, ausente. Foi confiscado e vendido a Gaspar Dias Ferreira; é d'água e mói. ".


(Dussen, 1640), pg. 148:

"42) Engenho Santo André, pertencente a Jacob Goes e ao Capitão Jan Hick, é engenho d'água e mói. São lavradores:

Gregório Pereira 35 tarefas

Antônio Dias de Abreu 30

João Velho 25

Pero Ribeiro Nunes 12

Isabel Cardosa 18

_______________

120 tarefas".


(Relação dos Engenhos, 1655), pg. 238, informando a pensão que este engenho pagava à capitania de Pernambuco:

"Engenhos da freguesia da Muribeca

...

- E o engenho de Santo André, a três por cento.".


(Gonsalves de Mello, 1947), pg. 147:

"(44) Dag. Notulem de 16, 17 e 18 de abril de 1641. Descreve-se aí a visita feita a alguns engenhos pelos altos conselheiros. Partindo do Recife, chegaram a 16 no engenho Santo André (dos srs. Jan Heck e Jacob Coets) "onde foram muito bem tratados e passaram a noite aí"; ...".


(Pereira da Costa, 1951):

@ Volume 1, Ano 1568, pg. 378:

"FEVEREIRO 14 — Carta de sesmaria passada em Olinda pelo segundo donatário Duarte Coelho de Albuquerque, concedendo a Arnau de Holanda uma data de terra constante de uma légua em quadro ,

situada em Muribeca, nos limites sul de Jaboatão, mediante o ônus de três por cento sobre o açúcar que fabricasse no engenho a que ficava obrigado a levantar dentro do prazo de três anos da concessão da sesmaria, e de convenientemente demarcar as suas terras. O concessionário, efetivamente, cumpriu aquela cláusula, levantando o Engenho Santo André, assim chamado pela invocação da sua respectiva capela.

Por escritura pública, lavrada a 20 de setembro de 1577, vendeu d. Brites Mendes de Vasconcelos, viúva de Arnau de Holanda, o referido engenho a João Peres, — moente e corrente, com capela, 3 gangorras, 300 formas, 100 vacas e novilhos, etc., — por 35.000 cruzados (14:000$000), reservando, porém, para si e seu filho Agostinho de Holanda uma sorte de terras da concedida sesmaria, nas quais levantou o Engenho Novo da Muribeca. Da referida escritura se vê que já então existiam na localidade algumas casas de moradores, vindo daí a sua povoação e futura vila.".


(Cabral de Mello, 2012):

@ pg. 88-89, Os engenhos de açúcar do Brasil Holandês, I - Capitania de Pernambuco, Muribeca:

«3) SANTO ANDRÉ. Sito à margem esquerda do Jaboatão. Engenho d'água. Pagava 3% de pensão. Fundou-o Arnal de Holanda em sesmaria concedida pelo terceiro donatário, Jorge de Albuquerque Coelho, nos anos 1580. A viúva de Arnal, Brites Mendes de Vasconcelos, vendeu-o a Duarte de Sá da Maia, natural de Barcelos (Minho), filho do tabelião do público e judicial da vila. Em 1593, Duarte pertencia aos da governança da terra como vereador da Câmara de Olinda e ouvidor com alçada na capitania pelo governador dela. No engenho, ele instituiu o morgadio de Santo André para o filho, Antônio de Sá da Maia, que o possuiu desde 1612 e que, como o pai, foi vereador de Olinda. Em 1623, o engenho produzia 5,4 mil arrobas. Retirando-se o proprietário com a família para a Bahia em 1635, o Santo André foi confiscado e vendido em 1637 a Gaspar Dias Ferreira, mercador e testa de ferro do governador conde de Nassau, juntamente com o engenho São José, que também pertencera aos Sá da Maia, ambos por 77 mil florins, em prestações anuais de 6 mil florins. Moía em 1637 e em 1639, quando contava com cinco partidos de lavradores, no total de 120 tarefas (6 mil arrobas), sem partido da fazenda. Foi listado então como pertencente a Jacob Goes e ao capitão Jan Hick, mais provavelmente rendeiros ou sócios de Gaspar Dias Ferreira. Em 1655, moente e corrente, ainda pertencia à mulher e filhos de Gaspar, que em 1644 acompanhara Nassau à Holanda. Ali, preso por alta traição, logrou fugir para Portugal, onde viria a falecer nos anos 1650. Em 1663, Hick alegava pretensões sobre o Santo André. Em 1645, Gaspar era devedor de uma parcela de 28270 florins à WIC e de outra parcela de 3850 florins, "conta a prazo"; e em 1663, 62954 florins. Os herdeiros de Antônio de Sá da Maia foram reintegrados na posse do engenho por sentença judicial.(40)».

@ pg. 179, Notas:

«(40) DP, p. 228; "Livro do tombo", p. 70; LSUR, p. 46; RPFB, p. 205; LPGB, p. 180; FHBH, I, pp. 28, 86, 148, 238; RCCB, pp. 41, 156; DN, 28.V.1637, 16.IV.1641; "Vercochte engenhos", ARA, OWIC, n. 54; Wasch, "Braziliaansche pretensien", pp. 75-7; "Generale staet", ARA, OWIC, n. 62; Pereira da Costa, "Origens históricas", p. 275; Cabral de Mello, O nome e o sangue, passim.».





Citação deste verbete
Autor do verbete: Levy Pereira
Como citar: PEREIRA, Levy. "S. André (engenho de roda d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/S._Andr%C3%A9_(engenho_de_roda_d%27%C3%A1gua). Data de acesso: 23 de outubro de 2019.


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