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@ Duodécimo Livro - 1635, narrando fatos ocorridos no dia 29 de janeiro, pg. 813 (CD BECA): | @ Duodécimo Livro - 1635, narrando fatos ocorridos no dia 29 de janeiro, pg. 813 (CD BECA): | ||
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O Coronel, ouvindo dizer que o inimigo se postara em emboscada num ponto situado junto ao Monte Miritibe (no qual monte vem dar todos os caminhos, cruzando ali), meia hora distante de S. Miguel, deixou o Sr. Stachouwer na aldeia com uma companhia e partiu, à tarde, com o resto da gente para atacar o inimigo. ... Devemos aqui falar de passagem sobre a estranha propriedade do Monte Miritibe, o qual compõe-se de uma tal terra que, nos meses das chuvas, quando essas caem com força, fazem tal estrondo como se fosse trovão ou tiros de canhão de grande calibre, de sorte que o povo, que mora ao redor, fica aterrado e salta das camas com medo. A mesma terra encontra-se no Monte Passira: situado no mato atrás do engenho de Gregório de Barros.". | O Coronel, ouvindo dizer que o inimigo se postara em emboscada num ponto situado junto ao Monte Miritibe (no qual monte vem dar todos os caminhos, cruzando ali), meia hora distante de S. Miguel, deixou o Sr. Stachouwer na aldeia com uma companhia e partiu, à tarde, com o resto da gente para atacar o inimigo. ... Devemos aqui falar de passagem sobre a estranha propriedade do Monte Miritibe, o qual compõe-se de uma tal terra que, nos meses das chuvas, quando essas caem com força, fazem tal estrondo como se fosse trovão ou tiros de canhão de grande calibre, de sorte que o povo, que mora ao redor, fica aterrado e salta das camas com medo. A mesma terra encontra-se no Monte Passira: situado no mato atrás do engenho de Gregório de Barros.". | ||
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Gregório de Barros tinha um curral, e é a ele que Laet se refere. | Gregório de Barros tinha um curral, e é a ele que Laet se refere. | ||
− | O Monte Meritibe ( | + | O Monte Meritibe (7°50'59.29"S 35° 7'2.96"W) fica nas proximidades de 'S. Miguel', aldeia de São Miguel do Muçui. |
@ Décimo Terceiro Livro - 1636, narrando fatos ocorridos no dia 10 de agosto, pg. 913 (CD BECA): | @ Décimo Terceiro Livro - 1636, narrando fatos ocorridos no dia 10 de agosto, pg. 913 (CD BECA): | ||
− | "Só chegaram no dia 10, à noite, à casa do Barros, sete léguas de | + | "Só chegaram no dia 10, à noite, à casa do Barros, sete léguas de Alagoa Grande. ... A duas léguas dessa casa acha-se o Monte Trovão, do qual já falamos em outro lugar.". |
− | ► | + | ►[[(Câmara Cascudo, 1956)]], pg. 195-196: |
"Isolado, posto no meio da solidão como um gigantesco marco de domínio, o desenhista situou o Báçira, limite absoluto de tudo quanto se sabia, em holandês, por aquelas paragens e tempo. Johannes. de Laet informa que, da casa de Gregório de Barros, freguesia de Tracunhãem, até Báçira eram duas léguas. Chama-o Monte Trovão. Ainda hoje o dizem Serra do Abalo. Esse Báçira é apenas a serra da Passira, quinze quilômetros ao sul de Limoeiro, cidade a setenta e nove quilômetros do Recife.". | "Isolado, posto no meio da solidão como um gigantesco marco de domínio, o desenhista situou o Báçira, limite absoluto de tudo quanto se sabia, em holandês, por aquelas paragens e tempo. Johannes. de Laet informa que, da casa de Gregório de Barros, freguesia de Tracunhãem, até Báçira eram duas léguas. Chama-o Monte Trovão. Ainda hoje o dizem Serra do Abalo. Esse Báçira é apenas a serra da Passira, quinze quilômetros ao sul de Limoeiro, cidade a setenta e nove quilômetros do Recife.". | ||
− | ►(Melo, 1931), pg. 216: | + | ►[[(Melo, 1931)]], pg. 216: |
− | "PASSIRA — (Serra no Mun. de Limoeiro) — "Ant. Bacira, corr. pab-cira, extremidade polida, ponta reluzente". (Th. S., Ns. Ms.) — A. C.". | + | "PASSIRA — (Serra no Mun. de Limoeiro) — "Ant. Bacira, corr. ''pab-cira'', extremidade polida, ponta reluzente". (Th. S., Ns. Ms.) — A. C.". |
− | ►(Pereira da Costa, 1951), Volume 8, Ano 1819, pg. 71: | + | ►[[(Pereira da Costa, 1951)]], Volume 8, Ano 1819, pg. 71: |
"A Serra Talhada, no município do Brejo da Madre de Deus e a da Passira, no Limoeiro, pelo verão, dão enormes estampidos subterrâneos, sendo que os desta, às vezes, são tão pronunciados que abalam o próprio solo. Inculca, porém, segundo uma informação local de 1838, abundância de metais pelos indícios mineralógicos que manifesta, tendo-se mesmo nela encontrado alguma porção de minério precioso e contendo as suas fraldas pedras ferruginosas. Enfim, como escreve o engenheiro francês Luís Emílio Dombre, nas suas excursões pelo interior da província, (1874-1875) na Serra da Passira ouve-se constantemente o ruído de um vulcão subterrâneo, em que se sentem fortes abalos no município.". | "A Serra Talhada, no município do Brejo da Madre de Deus e a da Passira, no Limoeiro, pelo verão, dão enormes estampidos subterrâneos, sendo que os desta, às vezes, são tão pronunciados que abalam o próprio solo. Inculca, porém, segundo uma informação local de 1838, abundância de metais pelos indícios mineralógicos que manifesta, tendo-se mesmo nela encontrado alguma porção de minério precioso e contendo as suas fraldas pedras ferruginosas. Enfim, como escreve o engenheiro francês Luís Emílio Dombre, nas suas excursões pelo interior da província, (1874-1875) na Serra da Passira ouve-se constantemente o ruído de um vulcão subterrâneo, em que se sentem fortes abalos no município.". |
Serra, na cabeceira do 'Capiíbarĩ' (Rio Capibaribe).
Natureza: serra.
Mapa: PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS BOREALIS, una cum PRÆFECTURA de ITÂMARACÂ.
Capitania: PARANAMBVCA.
Nome atual: Serra de Passira, no município de Passira-PE.
Nomes históricos: Monte Passira; Monte do Trovão; Serra do Abalo.
Cota máxima: 414 m.
Vide mapa IBGE Geocodigo 2610509 Passira-PE.
@ Duodécimo Livro - 1635, narrando fatos ocorridos no dia 29 de janeiro, pg. 813 (CD BECA):
"Pediram ao coronel Artichau para atacar ou destruir aquele ajuntamento antes que aumentasse ou fizesse maior dano. Aquele partiu no dia 28 e chegou no dia seguinte a um ponto do caminho muito trancado por árvores derrubadas (porque o inimigo obstruira os trilhos pelo mato, na distância de uma légua, com árvores abatidas).
...
O Coronel, ouvindo dizer que o inimigo se postara em emboscada num ponto situado junto ao Monte Miritibe (no qual monte vem dar todos os caminhos, cruzando ali), meia hora distante de S. Miguel, deixou o Sr. Stachouwer na aldeia com uma companhia e partiu, à tarde, com o resto da gente para atacar o inimigo. ... Devemos aqui falar de passagem sobre a estranha propriedade do Monte Miritibe, o qual compõe-se de uma tal terra que, nos meses das chuvas, quando essas caem com força, fazem tal estrondo como se fosse trovão ou tiros de canhão de grande calibre, de sorte que o povo, que mora ao redor, fica aterrado e salta das camas com medo. A mesma terra encontra-se no Monte Passira: situado no mato atrás do engenho de Gregório de Barros.".
Gregório de Barros tinha um curral, e é a ele que Laet se refere.
O Monte Meritibe (7°50'59.29"S 35° 7'2.96"W) fica nas proximidades de 'S. Miguel', aldeia de São Miguel do Muçui.
@ Décimo Terceiro Livro - 1636, narrando fatos ocorridos no dia 10 de agosto, pg. 913 (CD BECA):
"Só chegaram no dia 10, à noite, à casa do Barros, sete léguas de Alagoa Grande. ... A duas léguas dessa casa acha-se o Monte Trovão, do qual já falamos em outro lugar.".
►(Câmara Cascudo, 1956), pg. 195-196:
"Isolado, posto no meio da solidão como um gigantesco marco de domínio, o desenhista situou o Báçira, limite absoluto de tudo quanto se sabia, em holandês, por aquelas paragens e tempo. Johannes. de Laet informa que, da casa de Gregório de Barros, freguesia de Tracunhãem, até Báçira eram duas léguas. Chama-o Monte Trovão. Ainda hoje o dizem Serra do Abalo. Esse Báçira é apenas a serra da Passira, quinze quilômetros ao sul de Limoeiro, cidade a setenta e nove quilômetros do Recife.".
►(Melo, 1931), pg. 216:
"PASSIRA — (Serra no Mun. de Limoeiro) — "Ant. Bacira, corr. pab-cira, extremidade polida, ponta reluzente". (Th. S., Ns. Ms.) — A. C.".
►(Pereira da Costa, 1951), Volume 8, Ano 1819, pg. 71:
"A Serra Talhada, no município do Brejo da Madre de Deus e a da Passira, no Limoeiro, pelo verão, dão enormes estampidos subterrâneos, sendo que os desta, às vezes, são tão pronunciados que abalam o próprio solo. Inculca, porém, segundo uma informação local de 1838, abundância de metais pelos indícios mineralógicos que manifesta, tendo-se mesmo nela encontrado alguma porção de minério precioso e contendo as suas fraldas pedras ferruginosas. Enfim, como escreve o engenheiro francês Luís Emílio Dombre, nas suas excursões pelo interior da província, (1874-1875) na Serra da Passira ouve-se constantemente o ruído de um vulcão subterrâneo, em que se sentem fortes abalos no município.".
Citação deste verbete |
Autor do verbete: Levy Pereira |
Como citar: PEREIRA, Levy. "Bácira". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: https://lhs.unb.br/atlas/index.php?title=B%C3%A1cira. Data de acesso: 24 de fevereiro de 2025. |
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