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Pedro Álvares Cabral

De Atlas Digital da América Lusa

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== Trajetória ==
 
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Ainda moço foi para a corte de [[d. João II]]. Com a morte do Príncipe Perfeito, [[d. Manuel I]] sobe ao trono; pouco tempo depois, este monarca concede a Cabral o hábito de Cristo CORTESÃO, Jaime. A Expedição de Pedro Álvares Cabral. p. 65. Uma mercê de d. Manuel para Cabral, em 1497, indica que o fidalgo havia prestado serviços à Coroa, provavelmente em África. A conclusão de tais serviços podem ter pesado na escolha de Cabral como capitão-mor das futuras expedições ultramarinas portuguesas [CORTESÃO, p. 67].
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Ainda moço foi para a corte de [[d. João II]]. Com a morte do Príncipe Perfeito, [[d. Manuel I]] sobe ao trono; pouco tempo depois, este monarca concede a Cabral o hábito de Cristo <ref>CORTESÃO, Jaime. A Expedição de Pedro Álvares Cabral. p. 65</ref>. Uma mercê de d. Manuel para Cabral, em 1497, indica que o fidalgo havia prestado serviços à Coroa, provavelmente em África. A conclusão de tais serviços podem ter pesado na escolha de Cabral como capitão-mor das futuras expedições ultramarinas portuguesas [CORTESÃO, p. 67].
  
Em 15 de fevereiro de 1500 foi nomeado chefe da expedição que partiria para a Índia para buscar especiarias, além de outras intenções comerciais e diplomáticas FERNANDES, Astrogildo. A personalidade de Pedro Álvares Cabral. In: Pedro Álvares Cabral: 500 anos, p. 53. Durante a viagem, que deveria circular o continente africano, sua frota, consistente de 13 embarcações, se afastou da rota e aportou no que o comandante acreditou, a princípio, ser uma ilha, a qual batizou de Vera Cruz. A intencionalidade do afastamento da rota ainda é discutida.
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Em 15 de fevereiro de 1500 foi nomeado chefe da expedição que partiria para a Índia para buscar especiarias, além de outras intenções comerciais e diplomáticas <ref>FERNANDES, Astrogildo. A personalidade de Pedro Álvares Cabral. In: Pedro Álvares Cabral: 500 anos, p. 53</ref>. Durante a viagem, que deveria circular o continente africano, sua frota, consistente de 13 embarcações, se afastou da rota e aportou no que o comandante acreditou, a princípio, ser uma ilha, a qual batizou de Vera Cruz. A intencionalidade do afastamento da rota ainda é discutida.
Tendo abastecido sua frota com os bens do território, Cabral seguiu para a Índia, onde estabeleceu um entreposto comercial, que mais tarde sofreria um ataque conjunto de hindus e muçulmanos. Apesar das baixas, Cabral e as tropas que comandava retaliaram os muçulmanos e seguiu para outras localidades no subcontinente CORTESÃO, p. 72, onde conseguiu as especiarias que sua missão pretendia extrair.
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Tendo abastecido sua frota com os bens do território, Cabral seguiu para a Índia, onde estabeleceu um entreposto comercial, que mais tarde sofreria um ataque conjunto de hindus e muçulmanos. Apesar das baixas, Cabral e as tropas que comandava retaliaram os muçulmanos e seguiu para outras localidades no subcontinente <ref>CORTESÃO, p. 72</ref>, onde conseguiu as especiarias que sua missão pretendia extrair.
  
Retornando a Portugal, o comandante obteve muito lucro com os espólios e auxiliou, com o sucesso da missão, a lançar a base para o aumento de poder do Império Português. Contudo, devido a diferenças com o rei d. Manuel I, Cabral não seria escolhido para retornar às Índias, tendo, com isso, se retirado da Corte e da vida pública. Conseguiu se casar em 1503 com d. Isabel de Castro, sobrinha de Afonso de Albuquerque, um importante comandante militar português. Teve com ela seis filhos. Pouco se sabe sobre o fim de sua vida, exceto que, após sua retirada da corte, passou a receber remunerações não condizentes com a grandeza de seus feitos CORTESÃO, p. 82.  
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Retornando a Portugal, o comandante obteve muito lucro com os espólios e auxiliou, com o sucesso da missão, a lançar a base para o aumento de poder do Império Português. Contudo, devido a diferenças com o rei d. Manuel I, Cabral não seria escolhido para retornar às Índias, tendo, com isso, se retirado da Corte e da vida pública. Conseguiu se casar em 1503 com d. Isabel de Castro, sobrinha de Afonso de Albuquerque, um importante comandante militar português. Teve com ela seis filhos. Pouco se sabe sobre o fim de sua vida, exceto que, após sua retirada da corte, passou a receber remunerações não condizentes com a grandeza de seus feitos <ref>CORTESÃO, p. 82</ref>.  
  
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Edição de 08h42min de 7 de janeiro de 2013

Pedro Álvares Cabral nasceu em 1467 (ou 1468) em Belmonte, Portugal. Foi um fidalgo, comandante militar e navegador português, e a ele está creditada a descoberta do Brasil.

Trajetória

Ainda moço foi para a corte de d. João II. Com a morte do Príncipe Perfeito, d. Manuel I sobe ao trono; pouco tempo depois, este monarca concede a Cabral o hábito de Cristo [1]. Uma mercê de d. Manuel para Cabral, em 1497, indica que o fidalgo havia prestado serviços à Coroa, provavelmente em África. A conclusão de tais serviços podem ter pesado na escolha de Cabral como capitão-mor das futuras expedições ultramarinas portuguesas [CORTESÃO, p. 67].

Em 15 de fevereiro de 1500 foi nomeado chefe da expedição que partiria para a Índia para buscar especiarias, além de outras intenções comerciais e diplomáticas [2]. Durante a viagem, que deveria circular o continente africano, sua frota, consistente de 13 embarcações, se afastou da rota e aportou no que o comandante acreditou, a princípio, ser uma ilha, a qual batizou de Vera Cruz. A intencionalidade do afastamento da rota ainda é discutida. Tendo abastecido sua frota com os bens do território, Cabral seguiu para a Índia, onde estabeleceu um entreposto comercial, que mais tarde sofreria um ataque conjunto de hindus e muçulmanos. Apesar das baixas, Cabral e as tropas que comandava retaliaram os muçulmanos e seguiu para outras localidades no subcontinente [3], onde conseguiu as especiarias que sua missão pretendia extrair.

Retornando a Portugal, o comandante obteve muito lucro com os espólios e auxiliou, com o sucesso da missão, a lançar a base para o aumento de poder do Império Português. Contudo, devido a diferenças com o rei d. Manuel I, Cabral não seria escolhido para retornar às Índias, tendo, com isso, se retirado da Corte e da vida pública. Conseguiu se casar em 1503 com d. Isabel de Castro, sobrinha de Afonso de Albuquerque, um importante comandante militar português. Teve com ela seis filhos. Pouco se sabe sobre o fim de sua vida, exceto que, após sua retirada da corte, passou a receber remunerações não condizentes com a grandeza de seus feitos [4].

Faleceu em 1520, em Santarém, Portugal, provavelmente de malária.






Citação deste verbete
Autor do verbete: Mariana Souza
Como citar: SOUZA, Mariana. "Pedro Álvares Cabral". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Pedro_%C3%81lvares_Cabral. Data de acesso: 22 de setembro de 2019.


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