Ações

S Iuaõ (Engenho de roda d'água)

De Atlas Digital da América Lusa

Coleção Levy Pereira


S Iuaõ

Engenho de roda d'água com igreja, na m.d. do rio 'Abáĩ'.


Natureza: Engenho de roda d'água com igreja.


Mapa: PRÆFECTURÆ DE PARAIBA, ET RIO GRANDE.


Capitania: PARAIBA.


Jurisdição: Prefeitura da Paraiba.


Nomes históricos: Engenho São Iuaõ; Engenho São João; Engenho São Jaĩ; Engenho São João Batista; Engenho de Jerônimo Cadena.


Nome atual: Usina São João.

  • Nas imediações, há a FAZENDA CADENE - vide mapa IBGE Geocódigo 2512703 SANTA RITA-PB.


Notas:

  • Sua posição no Google Earth está corrigida, pois sua posição está plotada errada no mapa BQPPB, no qual está trocada com o do engenho 'ᵭ. 3 Reys'.
  • A troca de posição fica clara nos mapas atuais, no mapa PB (IAHGP-Vingboons, 1640), onde a seqüência é 'Ԑ St AnбrԐo'-'St. Jaĩ'-'TrԐs RԐis Ԑ' e também na seqüência dos engenhos nos documentos holandeses coevos - vide notas abaixo.

Citações

►Mapa PB (IAHGP-Vingboons, 1640) #49 CAPITANIA DE PARAYBA - plotado como engenho, 'St. Jaĩ', na m.d. do 'R. Abao', e conforme com os mapas atuais.


(Carpentier, 1635), pg. 48-49:

"Diremos apenas que há nesta capitania 18 engenhos, dos quais uns são movidos a água e outros a boi e todos estão situados no rio Paraíba, sendo que nove ao sul do rio.

...

O quinto (ao sul do rio Paraíba) é um engenho d'água pertencente a um português e por esse motivo confiscado, mas não está moendo.".


►(Nassau-Siegen; Dussen; Keullen - 1638), pg. 93:

"5. Engenho de Jerônimo Cadena; pertencia a seu irmão Pedro Cadena, que atualmente está na Bahia; mói.".

  • Nota: o precedente, #4 é o Santo André e o subsequente, #6 é o Três reis Magos.


(Herckmans, 1639), pg. 20:

"Do Santo André ao engenho S. João Batista há uma légua; demora coisa de meia hora arredado da margem meridional do Paraíba. Anteriormente foi dono dele Pedro Cadena, que alguns poucos anos antes da conquista desta Capitania partiu para Portugal deixando o seu irmão Jerônimo Cadena na posse do engenho, e esse Jerônimo Cadena á ainda seu proprietário.".


(Dussen, 1640), pg. 171-172:

"149) Engenho de Jerônimo Cadena, é engenho d'água e mói. São lavradores:

Partido da fazenda 50 tarefas

Antônio Fernandes 15

João Tavares Cabinelo 30

Domingos Pires 7

Jacques van der Nesse 35

Pero Fernandes Sarzedas 20

______________

157 tarefas".

  • Nota: o precedente, #148 é o Santo André e o subsequente, #150 é o Três reis Magos.


(Câmara Cascudo, 1956):

@ pg. 219-220:

"Descendo, o Paraíba espelha casas semeadas em distâncias grandes. ...

O afluente Camaraguai (Camaragí) que nasce nas imediações do Lago Salgado, o rio Abaim (Abiaí?), com os engenhos São João, Três Reis Magos, de Vicente Valcacer, Santo André, de Jorge Homem Pinto, um rico proprietário daquele tempo, e dois afluentes pequenos, ...".

@ pg. 223, comentando o BQPPB baseado na entrada de Elias Herckmans em 1641:

"Herckmann sobe até o Tibiri, indo pelos engenhos Santo André, Três Reis Magos, São João, lagoa Ipoxi, São Francisco, rio Tinhaham (Itanhac, do mapa, afluente esquerdo do Una), Paratonuam (Paratiba, Pacatuba), transpondo o Iuna (Una) e o Guarataí, que chamou rio Wartam, onde havia aldeia sem indígenas.".


(Cabral de Mello, 2012):

@ pg. 159-160, Os engenhos de açúcar do Brasil Holandês, III - Capitania da Paraíba:

«5) JERÔNIMO CADENA, ENGENHO DE. Invocação São João Batista. Sito à margem direita do Paraíba. Engenho d'água. Em 1617, adquirido a crédito por 35 mil cruzados a Diogo Castro do Rio por Pedro Cadena de Vilhasante, escrivão da fazenda, alfândega e almoxarifado da Paraíba, governador da capitania e provedor da Fazenda Real em Pernambuco. Em 1621, Pedro Cadena solicitava uma data de terras donde pudesse tirar a madeira indispensável ao manejo do engenho. Em 1623, produzia 5 mil arrobas. O dono seguiu posteriormente para Portugal, confiando o engenho ao irmão, Jerônimo Cadena de Vilhasante, que o geria quando da ocupação e que permaneceu sob o domínio holandês. O engenho, inicialmente confiscado, foi deixado na posse de Jerônimo, que alegou ser cossenhor. Pedro Cadena achava-se então na Bahia, exercendo o cargo de provedor-mor do Estado do Brasil. Não moía em 1635 mas o fez em 1637 e em 1639, dispondo de cinco partidos de lavradores cuja produção, somada à do partido da fazenda (cinqüenta), perfazia 157 tarefas (7850 arrobas). Em 1639, Pedro Cadena recorria à Coroa para não ser executado, enquanto durasse a ocupação holandesa, pela dívida que contraíra para comprar o engenho. Em 1640, os canaviais foram incendiados por Vidal de Negreiros. Em 1645, Jerônimo Cadena era devedor à WIC e a particulares do total de 215724 florins, que pelo contrato de encampação com a Companhia deveria pagar nos três anos seguintes, a contar de agosto daquele ano. Consoante "A bolsa do Brasil", "a quantia é muito considerável para o contratante e os seus fiadores, posto que eles disponham de alguma riqueza na terra". Jerônimo, que teria subornado as autoridades do Recife com 18 mil florins em dinheiro e ordens, aderiu à insurreição de 1645. O engenho foi evacuado em 1646. Em 1663, Jerônimo Cadena era devedor de 215 692 florins à WIC.(5)».

@ pg. 191, Notas:

«(5) LPGB, pp. 237, 501-7; "Declaração de Assuerus Cornelisz", Johan de Laet, Descrição das costas do Brasil, Rio de Janeiro, 2007, pp. 223-4; FHBH, I, pp. 32, 93, 171; II, pp. 49, 75; RCCB, pp. 73-4, 156; DN, 19.I.1640; Pedro Cadena de Vilhasante, Relação diária do cerco da Bahia de 1638, Lisboa, 1941, pp. 96-7; BB, pp. 143-4; HGP, pp. 311, 313-6, 367; Célia Regina Gonçalves, Guerras e açúcares, pp. 178, 245, 297.».






Citação deste verbete
Autor do verbete: Levy Pereira
Como citar: PEREIRA, Levy. "S Iuaõ (Engenho de roda d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/S_Iua%C3%B5_(Engenho_de_roda_d%27%C3%A1gua). Data de acesso: 23 de março de 2019.


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