Ações

ᵭ. 3 Reys

De Atlas Digital da América Lusa

Coleção Levy Pereira


ᵭ. 3 Reys

Engenho de roda d'água com igreja, na m.d. do rio 'Abáĩ'.


Natureza: Engenho de roda d'água com igreja.


Mapa: PRÆFECTURÆ DE PARAIBA, ET RIO GRANDE.


Capitania: PARAIBA.


Jurisdição: Prefeitura da Paraiba.


Nomes históricos: Engenho Tres Reis (ᵭ. 3 Reys, dos Reis, Três Reis Magos).


Nome atual: Engenho dos Reis. A região é denominado REIS - vide mapa IBGE Geocódigo 2512703 SANTA RITA-PB.


Notas:

Sua posição no georreferenciamento no Google Earth em (Pereira, 2010) Georreferenciamento está corrigida, pois sua posição está plotada errada no mapa BQPPB, no qual está trocada com o do engenho 'S.Iuaõ' e na m.e. do 'Abáĩ'. A posição correta é na m.d. desse riacho.

A troca de posição fica clara nos mapas atuais, no mapa PB (IAHGP-Vingboons, 1640), onde a seqüência é 'Ԑ St An∂rԐo'-'St. Jaĩ'-'TrԐs RԐis Ԑ' e também na sequência dos engenhos nos documentos holandeses coevos - vide notas abaixo.

Citações:

►Mapa PB (IAHGP-Vingboons, 1640) #49 CAPITANIA DE PARAYBA - plotado como engenho, 'TrԐs RԐis Ԑ', na m.d. do 'R. Abao', situação conforme com os mapas atuais.


(Carpentier, 1635), pg. 48-49:

"Diremos apenas que há nesta capitania 18 engenhos, dos quais uns são movidos a água e outros a boi e todos estão situados no rio Paraíba, sendo que nove ao sul do rio.

...

O sexto (ao sul do rio Paraíba) também um engenho d'água pertencente a Francisco Camelo de Valcaçar, ainda mói.".


(Nassau-Siegen; Dussen; Keullen - 1638), pg. 93:

"6. Engenho Três Reis Magos, pertencente a Francisco Camelo de Valcácer, presente; mói. ".

  • Nota: O precedente, #5 é o São João e o subsequente, #7 é o Espírito Santo.


(Herckmans, 1639), pg. 20:

"Daí (Engenho São João Batista) cerca de uma grande meia légua para o sudoeste fica sobre os montes o engenho chamado dos Tres Reis (21), cujo atual proprietário é Francisco Camelo de Valcassar; demora também como o engenho anterior, do mesmo lado do Paraíba, mas um pouco mais chegado ao rio.

Defronte dos Três Reis e dele apartado cerca de uma hora de viagem, se acha, do lado setentrional do Paraíba, o engenho S. Gonçalo ...".

  • Nota: Essa citação esclarece que o São João precedia o Três Reis e que do Três Reis o caminho bifurcava para o São Gonçalo - vide os mapas BQPPB e o PB (IAHGP-Vingboons, 1640).


►Coutinho, Marcus Odilon Ribeiro, "Notas", in (Herckmans, 1639), pg. 50:

"(21) Pertence atualmente à Cia. Usina São João e conserva o nome.".


(Dussen, 1640), pg. 171-172:

"150) Engenho Três Reis, de Francisco Camelo de Valcácer, é engenho d'água e mói. São lavradores:

pg. 172

Ambrósio Vieira 20 tarefas

Domingos Barreiros 15

Domingos Valcáçar de Morais 40

Luís Mendes 40

__________________

123 (sic) tarefas".

  • Nota: O precedente, #149, é o São João, e o subsequente, #151, é o Espírito Santo.


(Câmara Cascudo, 1956):

@ pg. 219-220:

"Descendo, o Paraíba espelha casas semeadas em distâncias grandes. ...

O afluente Camaraguai (Camaragí) que nasce nas imediações do Lago Salgado, o rio Abaim (Abiaí?), com os engenhos São João, Três Reis Magos, de Vicente Valcacer, Santo André, de Jorge Homem Pinto, um rico proprietário daquele tempo, e dois afluentes pequenos, ...".

@ pg. 223, comentando o BQPPB baseado na entrada de Elias Herckmans em 1641:

"Herckmann sobe até o Tibiri, indo pelos engenhos Santo André, Três Reis Magos, São João, lagoa Ipoxi, São Francisco, rio Tinhaham (Itanhac, do mapa, afluente esquerdo do Una), Paratonuam (Paratiba, Pacatuba), transpondo o Iuna (Una) e o Guarataí, que chamou rio Wartam, onde havia aldeia sem indígenas.".

  • Nota: O caminho descrito por Câmara Cascudo poderia ter outra variante, mais curta 4,6 Km, a partir do engenho 'S. Iuaõ' indo ao engenho 'S. Gonçalo', e daí diretamente para o riacho 'Itanhac', sem passar pela lagoa 'Ipoxi' e o engenho 'S. Francisco'.


(Cabral de Mello, 2012):

@ pg. 160-161, Os engenhos de açúcar do Brasil Holandês, III - Capitania da Paraíba:

«6) TRÊS REIS. Sito à margem direita do Paraíba. Engenho d'água. Em 1609, pertencia a Jorge Camelo, que por volta de 1590, como ouvidor de Pernambuco e cavaleiro fidalgo da Casa Real, fora senhor de engenho em Igaraçu. Em 1617, pertencia a seu filho, Francisco Camelo de Valcárcer; e em 1623, produzia 5,5 mil arrobas. Francisco Camelo recebeu em 1602 uma sesmaria no Gramame, lindeira às terras do engenho; e tendo sido ouvidor da Paraíba (1605-7), permaneceu sob o domínio holandês. O engenho moía em 1637 e 1638, com quatro partidos de lavradores, no total de 115 tarefas (5750 arrobas), sem partido da fazenda. Em 1640, seus canaviais foram incendiados por Vidal de Negreiros, exceto o partido de Luís Mendes. Em 1645, Francisco Camelo contratou com a WIC a encampação da sua dívida, a pagar em três anos, no total de 160205 florins, dos quais 10325 florins eram devidos à Companhia e 149879 florins a particulares. "A bolsa do Brasil" reconhece que "seus fiadores são abastados" mas aduz que Francisco Camelo subornara com 15 mil florins em dinheiro e em ordens as autoridades do Recife. Quando da insurreição luso-brasileira, o engenho foi fortificado com "uma cerca de pau a pique e com sessenta homens para sua defesa". Evacuado em 1646. Em 1663, Francisco Camelo era devedor de 160425 florins à WIC.(6)».

@ pg. 191, Notas:

«(6) DP, pp. 136, 179, 219; CGS, p. 88; LPGB, p. 181; RPFB, pp. 88-9, 194; "Livro do tombo", p. 518; FHBH, I, pp. 32, 93, 171-2; II, pp. 49, 75; RCCB, pp. 74, 156; DN, 19.I.1640; HGP, pp. 309, 312; Gonsalves de Mello, Gente da nação, p. 143; Regina Célia Gonçalves, Guerras e açúcares, p. 246.».






Citação deste verbete
Autor do verbete: Levy Pereira
Como citar: PEREIRA, Levy. "ᵭ. 3 Reys". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/%E1%B5%AD._3_Reys. Data de acesso: 15 de agosto de 2018.


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