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Camurijĩ (engenho)

De Atlas Digital da América Lusa

Coleção Levy Pereira


Camurijĩ

Engenho de bois com igreja, na m.e. de afluente m.d. do rio 'Camurijĩ' (Rio Camaragibe).


Natureza: engenho de bois com igreja.


Mapa: PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS BOREALIS, una cum PRÆFECTURA de ITÂMARACÂ.


Capitania: PARANAMBVCA.


Jurisdição: Cidade de Olinda, Freguesia da Várzea.


Nomes históricos: Engenho Camaragibe (Camurijĩ; Camuriji; Camarajini; Camaraginÿ).


Nome atual: está destruído e sua área reocupada - zona urbana da cidade de Camaragibe-PE.


Citações:

►Mapa PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 CAPITANIA DE PHARNAMBOCQVE, plotado como engenho, 'Ԑ: Camaraginÿ', na m.d. do rio sem nome (Rio Camaragibe), tributário m.e. do 'Rº. Capauiriuÿ'.


►Mapa IT (IAHGP-Vingboons, 1640) #43 CAPITANIA DE I. TAMARICA, plotado com o símbolo de engenho, 'Ԑ. Camaraginÿ', na m.d. do rio sem nome (Rio Camaragibe), tributário m.e. do 'Rº. Capauiriuÿ'.


(Dussen, 1640), pg. 154:

"ENGENHOS DE PERNAMBUCO

Na freguesia da Várzea

...

69) Engenho Camaragibe, está todo destruído. ".


(Pereira da Costa, 1951), Volume 2, Ano 1621, pg. 386:

"Naquele mesmo ano de 1601, foi presa por ordem do Santo Ofício D. Brites Fernandes, natural de Pernambuco, filha de Diogo Fernandes, feitor do engenho Camarajibe, da freguesia de S. Lourenço de Muribara, e sua mulher Branca Dias. Acusada de judaísmo, foi a infeliz senhora enviada para Lisboa, atirada aos cárceres da Inquisição, e confiscados os seus bens, foram arrematados perante a vedoria, por ordem do Santo Ofício.".


(Cabral de Mello, 2012):

@ pg. 72-73, Os engenhos de açúcar do Brasil Holandês, I - Capitania de Pernambuco, Várzea do Capíbaribe:

«20) CAMARAGIBE. Invocação Santiago. Sito à margem esquerda do Capibaribe. Engenho de bois. Em meados do século XVI, Diogo Fernandes recebeu a sesmaria a fim de levantar engenho, chegando a plantar canaviais. Atacado pela indiada em 1555. Como Diogo Fernandes não houvesse cumprido a condição pela qual lhe fora concedida a terra, o segundo donatário, Duarte de Albuquerque Coelho, parcelou-a entre Diogo Fernandes, seu sócio Pedro Álvares Madeira e Bento Dias Santiago, comerciante de Olinda, que construiu finalmente a fábrica. Em 1593, há referência ao "engenho de Camaragibe, ora chamado Santiago", dos herdeiros de Bento Dias, que falecera em Portugal. Em 1609, pertencia a Damião Álvares de Teive, que, capitão da guarnição de Olinda, fora nomeado em 1600 sargento-mor. Em 1638, o engenho estava de "todo destruído". Não é sequer mencionado em 1655.(20)».

@ pg. 176, Notas:

«(20) DP, pp. 76, 145, 181, 440; RPFB, p. 204, FHBH, I, p. 154; RCCB, p. 49; J. A. Gonsalves [ed.], "Relação de Ambrósio de Siqueira da receita e despesa do Estado do Brasil (1605)", RIAP, 49 (1977), pp. 140, 143, 220; Gente da nação, pp. 122-28; e "Documentação histórica pernambucana sobre o açúcar: I. O engenho Camaragibe", Brasil Açucareiro, IX.1949, pp. 88-90; e XI.1949, pp. 83-6.».






Citação deste verbete
Autor do verbete: Levy Pereira
Como citar: PEREIRA, Levy. "Camurijĩ (engenho)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Camurij%C4%A9_(engenho). Data de acesso: 20 de setembro de 2019.


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