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Iguaraguĩ (engenho)

De Atlas Digital da América Lusa

Coleção Levy Pereira


[Iguaraguai]

[Iguaraguĩ]

Engenho de roda d'água com igreja, na m.d. do 'Iguaraguĩ' / 'Iguaraguaí' (Rio Gargaú), sem nome no BQPPB.


Natureza: Engenho de roda d'água com igreja.


Mapa: PRÆFECTURÆ DE PARAIBA, ET RIO GRANDE.


Capitania: PARAIBA.


Jurisdição: Prefeitura da Paraiba.


Nomes históricos: Engenho Iguaraguaí (Iguaraguĩ), Engenho Gargaú (Gargaou, Garagaou, Garagao, Gorgaú, Gorogao, Gerogao, Gurjaú), Engenho La Rasiere (Rasiere).


Nome atual: Engenho Gargaú.

Citações:

►Mapa PB (IAHGP-Vingboons, 1640) #49 CAPITANIA DE PARAYBA - plotado como engenho, 'Ԑ GԐrogao', na m.e. do 'R. Gorogao'.


(Carpentier, 1635), pg. 49:

"Ao norte do rio Paraíba há igualmente nove engenhos: o primeiro chamado Gargaú, movido a água, pertencente a Jorge Lopes Brandão, fugido, e foi por isso confiscado; não mói, porque está em parte arruinado.".


(Nassau-Siegen; Dussen; Keullen - 1638), pg. 94:

"18. Engenho Gargaú, pertenceu a Jorge Lopes Brandão, que fugiu. Confiscado e vendido a Isaac de Rasiere; não moerá este ano. ".


(Herckmans, 1639) RIAHGP:

@ pg. 242:

"Ao norte da extremidade ocidental dessa ilha de S. Bento entra o rio Gargaú, e prolonga-se para o noroeste e um pouco para o ocidente, procurando a terra de Gargaú, onde fica um engenho de fazer açúcar que outrora se chamava Gargaú, e que agora tem o nome de La Rasiere, por se chamar assim o seu possuidor, que o comprou.

Para o norte e sobre os montes do mesmo engenho se acha uma aldeia de índios, também chamada Gargaú, da qual esse distrito e o rio tomaram o nome. Gargaú é uma palavra brasílica, pela qual designam uma especie de peixe, que os Portuguezes chamam peixe-boi (apanham-se muitos nesse rio); pois garga é o nome do referido peixe, e ú é água, o que quer dizer: agua do peixe-boi.

@ pg. 250:

"Este engenho ... e o do Bayo La Rasiere tinham d'antes por dono a Ambrósio Fernandes Brandaton (Brandão) (15), e depois dele passou aos seus herdeiros até à época da conquista desta capitania; porque, tendo figido os seus proprietários, ficaram pertencendo estes tres engenhos, com suas terras à privilegiada Companhia das Índias Ocidentais, que os vendeu a um negociante de Amsterdam chamado Isaac de Rasiere, que é agora seu senhor e possuidor.".


(Dussen, 1640), pg. 174:

"162) Engenho Gorgaú, pertencente ao mesmo Rasiere, é engenho d'água mas não ... [moerá ?]. São lavradores:

Gonçalo Neto tem 60 tarefas, que mói no engenho anteriormente citado. ".


►Coutinho, Marcus Odilon Ribeiro, "Notas", in (Herckmans, 1639), pg. 49:

"(15) Trata-se do cristão-novo que escreveu o conhecido livro Diálogos das grandezas do Brasil, descrição ufanista das potencialidades de nossas terras.".


(Medeiros, 1997), pg. 176:

"ENGENHO GARGAÚ - Levantado pelo cristão novo Ambrósio Fernandes Brandão, no rio de mesmo nome. Possui uma bela capela em estilo barroco, dedicada a Sant'Ana. Às margens da rodovia Br 101, o antigo engenho pertence à Usina São Francisco. Município de Santa Rita-PB.".


(Gonsalves de Mello, 2000), pg. 362, arrolando os engenhos que João Fernandes Vieira possuiu:

"8) Engenho Gargáu, da Paraíba, confiscado e vendido a Raziere e concedido em administração a Vieira [em 1654] juntamente com os dois antecedentes e por ele adquirido na mesma ocasião que estes [aos herdeiros do seu proprietário em 28 de Novembro de 1663] (13).

...

(11) «Sommier Discours», cit., p. 276, VAN DER DUSSEN, Relatório, cit., p. 77, nota 187, MAXIMIANO LOPES MACHADO, História, cit., p. 264, Provisão Régia de 20 de Agosto de 1675, TT, Chancelaria de D. Afonso VI, livro 20, fls. 14 e nota 155 ao capítulo V deste volume.

...

(13) Fontes citadas na nota 11, supra.".


(Cabral de Mello, 2012):

@ pg. 167-168, Os engenhos de açúcar do Brasil Holandês, III - Capitania da Paraíba:

«18) GURJAÚ. Rebatizado La Rasière. Sito à margem direita do rio homônimo. Engenho d'água. Levantado depois de 1613, sendo cronologicamente o terceiro dos fundados por Ambrósio Fernandes Brandão na capitania. Quando da ocupação, pertencia a seu filho, Jorge Lopes Brandão, que se retirou. Saqueado em 1634 pela tropa holandesa. Em 1635, não moía por encontrar-se "em parte arruinado". Em 1637, confiscado e vendido, com os outros dois engenhos dos Brandões, a Isaac de Rasière pela soma de 110 mil florins, em seis prestações anuais. Continuou sem moer em 1637 e 1639, embora dispusesse de um partido de lavrador de sessenta tarefas (3 mil arrobas), que as moía no engenho São Miguel Arcanjo, também pertencente a Rasière. Em 1640, foi incendiado por Vidal de Negreiros, "mas o fogo foi extinto". Evacuado em 1646.(18)».

@ pg. 193, Notas:

«(18) LPGB, p. 303; FHBH, I, pp. 31, 94, 174; II, pp. 49, 71; RCCB, pp. 78, 160; MDGB, p. 169; DN, i9.VI.1637, 19.I.1640; "Vercochte engenhos", ARA, OWIC, n. 54; Regina Célia Gonçalves, Guerras e açúcares, pp. 178, 245.».






Citação deste verbete
Autor do verbete: Levy Pereira
Como citar: PEREIRA, Levy. "Iguaraguĩ (engenho)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Iguaragu%C4%A9_(engenho). Data de acesso: 25 de março de 2019.


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