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Paraiba (rio - PARAIBA)

De Atlas Digital da América Lusa

Coleção Levy Pereira


Paraiba

'Paraiba' no MBU.

Rio com barra no Oceano Atlântico.


Natureza: rio; barra de rio.


Mapa: PRÆFECTURÆ DE PARAIBA, ET RIO GRANDE.


Capitania: PARAIBA.


Nomes históricos: São Domingos; Parahyba; Paraíba do Norte; Pharayba; Alicoe.


Nome atual: Rio Paraíba.

A denominação do rio Paraíba foi dada à Capitania, depois à província e atualmente ao Estado da Paraíba. Denominou também a cidade capital da Capitania-Província-Estado, que está na sua m.d., de 1/2/1654 a 4/9/1930.

Citações

►Mapa IT (Albernaz, 1626/1627), plotado como rio, 'Paraýba', e sua foz, 'BARRA'.


►Mapa PB (Albernaz, 1626/1627), foz mapeada e identificado no título do mapa: 'PARAIBA OV RIO DE SÃO.DOMINGOS'.


►Mapa Y-48 (4.VEL Y, 1643-1649) De Cust van Brazil tusschen Cabo Blancko en Rio Jan de Sta, plotado como 'Rº paraÿba'.


►Mapa PB (IAHGP-Vingboons, 1640) #49 CAPITANIA DE PARAYBA, plotado como 'Rº Parayba' e 'R. Pharayba.'.


►Mapa PB (Orazi, 1698) PROVINCIA DI PARAIBA, plotado como 'R. Paraiba'.


(Laet, 1637), Interrogação de Bartolomeu Peres, e situação ao redor e perto de Pernambuco, tanto ao sul como ao norte, pg. 122:

"Paraíba é um rio grande; nunca entrou nele senão de barco; na entrada tem uma curva e coroas de areia e de pedra. Querendo entrar nele, deveria mandar-se adiante uma chalupa veleira para sondar os baixios. Tem aproximadamente 1/4 de légua de largura; não está tão perito nesse lugar para guiar um navio nele. A cidade fica três léguas rio adentro, onde os navios carregam entre seiscentas e setecentas caixas de açúcar. A cidade não está entrincheirada. Esteve lá ainda em dezembro passado. Moram nela 500 portugueses e alguns brasilianos. Ao redor da cidade e três léguas acima dela há uns vinte engenhos de açúcar, que todos estiveram moendo. É uma terra bonita.".


(Sampaio, 1904), pg. 32:

"PARAÍBA (PARAHYBA) — A interpretação de Herckman, traduzindo esse nome por mar-corrompido ou água má, é errônea. Neste caso, o índio diria Pará-nema ou Ypanema. Paraíba é o mesmo que Para-ahyba e se traduz : rio ruim ou impraticável por motivo de dificuldades oriundas do próprio leito. Costumavam os selvagens denominar parahyba ou paranahyba os trechos do rio encachoeirados, inacessíveis à navegação. O Tietê, em S. Paulo, também conhecido por Anhemby, tem um trecho encachoeirado que os índios chamaram Paranahyba.".


(Coriolano de Medeiros, 1950), pg. 153:

"Paraíba (Voc. ind. Para alguns escritores, é formado de pará-iba, a que Elias Herckman atribuiu a significação de rio mau; Loreto Couto a de — rio caudaloso; Teodoro Sampaio, seguindo Herckman, a de — rio mau — rio impraticável; outros autores dizem significar — braço do mar ou braço que vem do mar — e esta parece ter os elementos essenciais para ser aceita. Quem conhece o rio Paraíba do Norte, até 15 milhas, aquém de sua foz, sabe que ele não é mau, revelando-se verdadeiramente praticável até onde chega a ação da maré. Daí por diante é simples escoadouro, derivando de planalto, sem saltos ou quedas, conservando água somente durante a estação das chuvas. Além disto tinha nomes diversos no seu curso, na língua dos selvagens) — Rio de 330 quilômetros de curso que, a princípio a Capitania, depois à Província e, por fim, ao Estado, deu seu nome. ...".


(Câmara Cascudo, 1956), pg. 219:

"É a foz do Paraíba, inter quattuor Praefecturas Boreales est, nomen sortita a flumine cognomine, qui illam, ut et alius Mongoapa, irrigat.

Os quinhentos quilômetros do Paraíba figuram na sexta parte. ...".


(Medeiros, 1984), CAPITULO UM, ASPECTOS GEOGRÁFICOS DAS CAPITANIAS DO RIO GRANDE E PARAÍBA:

@ pg. 9:

"RIO PARAÍBA — Segundo Gerritz, ficava 12 léguas ao norte do rio Goiana, sendo habitado por portugueses. O cronista dá-lhe o nome de Pariba (10, 171). Segundo Souza, o Paraíba corria à distância de duas léguas ao norte do Jaguaribe (39, 55). Informa ainda Souza, que nas cartas de marear, o Paraíba era denominado de rio São Domingos, em que entravam naus de duzentos tonéis (39, 52). Chamado pelos franceses de rio Alicoe (10, 170).".

@ pg. 154:

10. GERRITZ, Hessel. Jornaux et nouvelles tirées de la bouche de marins hollandais et portugais de la navigation aux Antilles et sur les cótes du Brésil. Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 29. 1907.

@ pg. 156:

39. SOARES DE SOUZA, Gabriel. Tratado descritivo do Brasil em 1587. 4. ed. São Paulo, Companhia Editora Nacional/Ed. da Universidade de São Paulo, 1971.






Citação deste verbete
Autor do verbete: Levy Pereira
Como citar: PEREIRA, Levy. "Paraiba (rio - PARAIBA)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Paraiba_(rio_-_PARAIBA). Data de acesso: 12 de novembro de 2019.


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