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Tapiiruçú de Riba (Engenho de roda d'água)

De Atlas Digital da América Lusa

Coleção Levy Pereira


[Tapiiruçú de Riba]

Engenho de roda d'água sem igreja, plotado somente com o símbolo, na m.d. do 'Tapiiruçû' (Rio Tapiruçu).


Natureza: Engenho de roda d'água sem igreja.


Mapa: PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS BOREALIS, una cum PRÆFECTURA de ITÂMARACÂ


Capitania: PARANAMBVCA


Jurisdição: Vila Formosa de Serinhaém.


Nomes históricos: Tapiiruçû (Tapicuru; TapԐrusŭ; Taperosu; Tapicuru; Taipuçu; Itapuruçu), Tapicuru de Cima (Tapiiruçú di Riba, Tapiruçu de Cima), Ubaca de Cima, Nossa Senhora da Ajuda.


Nome atual: Engenho Ubaca de Cima.

  • Vide mapa do IBGE Geocódigo 2604204 SIRINHAEM-PE.


Citações:

►Mapa PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 CAPITANIA DE PHARNAMBOCQVE - plotado como engenho, 'Ԑ TapԐrusŭ', no vale do 'Rº. TapԐrusŭ'..


(Schott, 1636), pg. 65:

"Engenhos da freguesia de Sirinhaém

24 - Engenho Taperosu, pertencente a Pedro Fragoso de Albuquerque que fugiu com Albuquerque. Está situado duas milhas ao oeste de Sirinhaém e suas canas são plantadas numa várzea; mói com água e pode anualmente fornecer 6.000 a 7.000 arrobas de açúcar e paga de recognição 2 arrobas de açúcar de varredura. A casa de purgar é de taipa, e o telhado está em muitos lugares desmoronado. Nela foram encontradas 20 caixas de açúcar mascavado pertencentes a Antônio de Carvalho, residente em Portugal; 20 caixas de açúcar branco pertencentes a Pedro da Cunha que foi aprisionado no Arraial e cujas caixas foram enviadas provisoriamente por conta da Companhia; 4 caixas de açúcar branco e 19 caixas de açúcar mascavado, também enviadas para a Companhia; 442 fôrmas das quais não recebemos qualquer conta; 2 caldeiras grandes que tinham sido lançadas ao rio, de que um certo Pedro Afonso deve dar conta. ".


(Nassau-Siegen; Dussen; Keullen - 1638), pg. 81:

"Distrito de Serinhaém

3. Engenho Tapicuru de Cima, sob a invocação de Nossa Senhora da Ajuda, pertenceu a Pedro Fragoso, e em razão de sua ausência foi confiscado e vendido a Willem Placard; este ano não moerá.".


(Dussen, 1640), pg. 158:

"ENGENHOS DE PERNAMBUCO

Na jurisdição de Siranhaém

90) Engenho Itapurucu, pertencente a Daniel de Haen, é engenho d'água e mói. São lavradores:

Partido da fazenda 12 tarefas

Dona Maria 25

Mateus Vaz 20

Heindrick de Orgel 12

_____________

69 tarefas".


(Relação dos Engenhos, 1655), pg. 241, informando a pensão que este engenho pagava à capitania de Pernambuco:

"Engenhos da Vila Formosa de Serinhaém

...

- E o engenho de Ubaca de Cima pagava a mesma pensão. (*)".

(*) pagava duas arrobas de branco por milhar, depois de dizimado.


(Cabral de Mello, 2012):

@ pg. 124-125, Os engenhos de açúcar do Brasil Holandês, I - Capitania de Pernambuco, Sirinhaém-Una:

«1) ITAPIRUSSU. Também chamado Ubaca de Cima. Invocação Nossa Senhora da Ajuda. Sito à margem do rio homônimo. Engenho d'água, pagava de pensão duas arrobas de açúcar branco por mil, após dizimar. Fundado antes de 1609 por Álvaro Fragoso, cavaleiro fidalgo da Casa Real e filho do desembargador Brás Fragoso, que fora ouvidor geral do Brasil. Pertencia em 1623 ao filho de Álvaro, Pedro Fragoso de Albuquerque, produzindo 5315 arrobas. "Suas canas são plantadas numa várzea [...] e pode anualmente fornecer 6 mil a 7 mil arrobas de açúcar." O proprietário retirou-se em 1635. Confiscado e vendido em 1637 a Willem Placard por 44 mil florins, em prestações anuais de 6 mil florins. Não moeu em 1637, mas devia fazê-lo em 1639, quando pertencia a Daniel de Haen, que era também arrematador do contrato de apanha de gado em Sergipe e no Rio Grande. O Itapirussu dispunha de três partidos de lavradores, que, com o partido da fazenda (doze), perfaziam 69 tarefas (3450 arrobas). Em 1644, Daniel de Haen e sua mulher, Maria de Oliveira, assinaram contrato de encampação da dívida com a WIC. Por ocasião da insurreição de 1645, Haen foi preso e mandado para Salvador, onde ainda se encontrava em 1650, quando obteve autorização para estabelecer-se no Recôncavo. Moía em 1655. Em 1645 e 1663, Placard devia 44,5 mil florins à WIC.(87)».

@ pg. 185, Notas:

«(87) RPFB, p. 206; FHBH, I, pp. 30, 65, 8l, 158, 241; RCCB, pp. 55, 159; MDGB, p. 207; DN, 3.VII,1637; "Blaffaert ofte lyste vande dizimos, pensoens ende andere impositien" e "Vercochte engenhos", ARA, OWIC, n. 54; "Generale staet", ARA, OWIC, n. 62; Alvarás, 1650-1, Arquivo Público da Bahia, fl. 2; NP, I, pp. 294, 424; Nieuhof, Memorável viagem, pp. 182-3; Gonsalves de Mello, João Fernandes Vieira, I, p. 120.».






Citação deste verbete
Autor do verbete: Levy Pereira
Como citar: PEREIRA, Levy. "Tapiiruçú de Riba (Engenho de roda d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Tapiiru%C3%A7%C3%BA_de_Riba_(Engenho_de_roda_d%27%C3%A1gua). Data de acesso: 21 de março de 2019.


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